Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Abril 30 2017

 

Jarra em miniatura, com apenas cerca de 6 cm. de altura, em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal.

 

Um pequeno, mas significativo, exemplo dos formatos cerâmicos biomórficos que surgiram nas décadas de 1950 e 1960, quer na cerâmica internacional quer na nacional, e apresentam clara relação com obras do pintor e escultor Jean [Hans] Arp (1886-1966; cf. http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Arp), e do escultor Henry Moore (1898-1986; cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_Moore).

 

A marca relevada aplicada na pasta não se apresenta com suficiente contraste para poder ser reproduzida.

 

© MAFLS


Agosto 23 2014

 

Apresentam-se hoje dois bules em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal, em Vila Nova de Gaia, que, numa tonalidade mais clara, evocam o famoso azul cobalto de Sèvres.

 

Datáveis das décadas de 1930 ou 1940, traduz o primeiro aquele que terá sido o mais modernista dos modelos de chá e café do Candal, embora o perfil da pega da tampa se conheça, com variantes, em peças quer da Manufactura de Faianças das Caldas da Rainha, quer da Vista Alegre, onde tal formato, com asas completamente diferentes, surge sob a designação Samuel.

 

O segundo bule, com o seu humorístico toque na pega da tampa, apresentando um caracol estilizado, será provavelmente mais tardio que o primeiro e traduz um retorno a formas mais conservadoras, com evocação de influências mais classicizantes e neo-barrocas.

 

 

A propósito ainda destes bules, inquestionavelmente enquadráveis no período Art Déco, e do pequeno cinzeiro apresentado abaixo, com cerca de 10 cm. de diâmetro, aproveita-se a oportunidade para sistematizar, sem o estabelecimento de uma cronologia específica, algumas das marcas utilizadas pela Electro-Cerâmica do Candal ao longo da sua existência.

 

O primeiro bule ostenta a marca C1a, o segundo a marca C3c, a qual surge aqui acompanhada de uma referência manuscrita à decoração, comum nas peças da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra, mas pouco habitual nas peças do Candal, e o cinzeiro, surpreendentemente, a marca C4, correspondente à PORCEC, a última utilizada no Candal, de que se conhece ainda outra variante com o EC entrelaçado.

 

 

 

Registe-se, novamente, que existe um site dedicado à memória da EC do Candal, instituído pela Candal Park, Centro de Negócios e Empresas, empresa que veio recuperar, ocupar e adaptar as antigas instalações da fábrica: http://www.candalparque.pt/quemsomos.php.

 

Finalmente, recorde-se, mais uma vez, que há também um site consagrado exclusivamente à divulgação e ao coleccionismo de peças do Candal: http://detalhesceramicos.blogspot.pt/.

 

                    

C1a                                        C1b                                        C1c                                         C2

 

               

C3a                                        C3b                                        C3c                                         C4

 

© MAFLS


Agosto 17 2014

 

Em pleno Verão, imagens de duas peças em faiança, simples mas curiosas, que evocam as memórias refrescantes de diversas bebidas.

 

Acima, uma caneca, sem marca, cujas cores remetem claramente para as preferências cromáticas da produção de algumas fábricas de Vila Nova de Gaia durante o século XIX.

 

Abaixo um copo, fabricado, provavelmente na década de 1950, pela Cesol, Cerâmica de Souselas, em Coimbra, que curiosamente documenta não só o consumo de vinho a copo numa cervejaria como também a grande expansão e venda do vinho verde a granel.

 

Note-se, ainda, o interessante e sui generis lettering utizado na legendagem deste copo.

 

     

 

© MAFLS


Agosto 03 2014

 

Candeia em faiança da fábrica Soares dos Reis, em Vila Nova de Gaia, com decoração floral sob o vidrado.

 

Embora esta peça, em particular, seja essencialmente decorativa, apresenta-se perfeitamente funcional caso se pretenda utilizar como candeia.

 

 

© MAFLS


Maio 03 2014

 

Pequena jarra em porcelana da fábrica Electro-Cerâmica do Candal, em Vila Nova de Gaia, decorada em tom monocromático rosa e apresentando complementos de filetagem a ouro.

 

Com cerca de 17,3 cm. de altura, esta peça corresponde ao formato J.22, como se pode verificar na inscrição, incisa na pasta, reproduzida abaixo.

 

 

Durante o segundo quartel do século XX e a década de 1950, formatos semelhantes a este surgiram também em significativa quantidade na produção vidreira portuguesa.

 

Acima apresenta-se uma jarra em vidro moldado, muito provavelmente produzida numa unidade da Marinha Grande em meados daquele século. Esta simples decoração com uma camada de reflexos alaranjados e irisados é popularmente conhecida como "casca de cebola".

 

 

© MAFLS


Fevereiro 16 2014

 

Travessa em faiança da Fábrica de Louça das Devesas, V. N. de Gaia., com cerca de 36,8 x 26 cm., apresentando o motivo Estátua estampado a verde sob o vidrado.

 

Note-se que este formato é comum a outras fábricas portuguesas e característico do final do século XIX, como se pode constatar através da comparação com uma travessa da Real Fábrica de Sacavém recentemente ilustrada – http://mfls.blogs.sapo.pt/travessa-293804.

 

Veja-se ainda como, ao contrário do que acontece com um outro exemplar desta fábrica anteriormente apresentado (http://mfls.blogs.sapo.pt/18604.html), o motivo ostenta junto da marca a sua designação original em inglês – Statue. Esta marca corresponderá provavelmente ao período de 1884-1904.

 

Finalmente, atente-se nas diversas diferenças que a cercadura, o motivo central e o espaçamento entre a decoração estampada apresentam relativamente a outras variantes do motivo Estátua produzidas quer nesta mesma fábrica quer em diferentes fábricas portuguesas e estrangeiras: http://mfls.blogs.sapo.pt/?tag=motivo+est%C3%A1tua.

 

 

© MAFLS


Setembro 01 2013

 

Prato fundo, em faiança da Fábrica Cerâmica Soares dos Reis, em V. N. de Gaia, com decoração central de frutos aplicada sobre stencil (chapa recortada) e decoração complementar de ramagens azuis pintadas à mão.

 

Conhece-se uma variante azul desta marca, aplicada em pratos com a mesma decoração.

 

 

© MAFLS


Agosto 24 2013

 

Grande prato de parede, com cerca de 37,2 cm. de diâmetro, em faiança da fábrica Soares dos Reis, de Vila Nova de Gaia, decorado com um fantasioso motivo heráldico, ostentando um elmo de cavaleiro, pintado à mão sob o vidrado.

 

A pequena superfície triangular não vidrada, visível na parte inferior da fotografia, corresponde a um defeito de fabrico.

 

Sobre esta fábrica e a empresa sua antecessora, a Fábrica do Agueiro, veja-se o que já foi escrito anteriormente: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/f%C3%A1brica+soares+dos+reis.

 

 

© MAFLS


Abril 20 2013

 

Açucareiro, produzido na Fábrica do Cavaco, em Vila Nova de Gaia, com decoração aplicada sob o vidrado.

 

Notem-se as duas técnicas decorativas distintas – pintura manual para os motivos florais e pintura sobre stencil (chapa recortada) para os corações minhotos.

 

Note-se também alguma semelhança da decoração floral, e sua envolvente, com aquela que se produziu em diferentes regiões do país, nomeadamente em Alcobaça e Coimbra.

 

Finalmente, note-se ainda como a marca desta fábrica, aplicada a stencil, é distinta das outras anteriormente aqui apresentadas (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/f%C3%A1brica+do+cavaco).

 

 

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Janeiro 01 2013

 

Pequena jarra em faiança da Fábrica do Carvalhinho, com decoração floral pintada à mão sob o vidrado.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

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