Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Maio 19 2019

 

Pote com tampa, medindo cerca de 22,2 cm. de altura, em faiança de Alcobaça.

 

O craquelé que esta peça ostenta foi induzido artificialmente e acentuado com uma ligeira coloração.

 

Note-se como esta marca transmite a ideia da loiça de Alcobaça enquanto local de produção abrangente e de prestígio, sobrepondo-se assim à necessidade de identificar a empresa. 

 

 

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Maio 11 2019

 

Pequena jarra, ou o pote a que falta a tampa, com cerca 8,5 de cm. de altura, em porcelana da fábrica da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Note-se, na metade esquerda, a linha de junção do motivo estampado, correspondente à decoração 349, como se pode verificar na anotação manuscrita junto à marca.

 

Motivos similares a este foram aplicados, no mesmo período, que corresponderá às décadas de 1960 e 1970, em peças cerâmicas de outras fábricas portuguesas.

 

 

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Maio 05 2019

 

Jarro, ou caneca, com cerca de 19,7 cm. de altura, em porcelana da empresa Campos & Filhos, de Viana do Castelo.

 

Complementando a decoração floral estampada, ostenta, a dourado, a legenda manuscrita "Lembrança de Casamento". Muito provavelmente, esta será uma peça da década de 1950.

 

 

Como já foi referido, esta fábrica, fundada em 1945, pretendia continuar a antiga tradição da oitocentista loiça de Viana, mantendo a produção em faiança.

 

Depois de algumas vicissitudes fabris e empresariais, ocorridas ainda nessa década, a partir de 1948 passou a integrar a empresa Jerónimo Pereira Campos, Filhos, de Aveiro, e centrou a produção numa "faiança fina", de pasta feldspática e não porosa, semelhante à porcelana.

 

 

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Abril 27 2019

 

Pequena caixa alfineteira decorada por Armando Correia (1936-2008).

 

Esta peça foi executada na primeira metade da década de 1980.

 

 

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Abril 21 2019

 

Prato de cozinha, em faiança, da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia.

 

Este tipo de decoração floral ao gosto Art Déco foi comum a inúmeras peças de diferentes fábricas portuguesas, particularmente durante as décadas de 1930 e 1940.

 

Também as características técnicas da decoração – a aplicação do stencil (chapa recortada), no motivo floral, e do aerógrafo, no rebordo, surgem recorrentemente em outras peças do período.

 

A presente imagem consta do catálogo da exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos EUA em 2004, e é da autoria do fotógrafo João Francisco Vilhena (n. 1965).

 

Note-se que a imagem original foi registada em película e posteriormente digitalizada, o que afectou a sua qualidade e não reflecte as características que uma impressão em papel fotográfico oferece.

 

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Abril 13 2019

 

Pequenos mealheiros cúbicos em faiança, com cerca de 8,5 x 8,3 x 8,3 cm., o verde, e cerca de 8,5 x 8,4 x 8,4 cm., o azul, que não ostentam qualquer marca.

 

Como acontece com muitas das peças portuguesas em faiança branca das últimas décadas, que surgem no mercado sem qualquer marca, é muito provável que estes mealheiros tenham sido produzidos na região de Alcobaça.

 

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Abril 07 2019

 

Caixa boleira em faiança da OAL, Olaria de Alcobaça.

 

Esta combinação de decoração floral com fundo preto, e ornatos a dourado, corresponde a uma fase transitória na decoração da cerâmica portuguesa do pós-guerra, sendo particularmente característica da OAL.

 

 

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Março 30 2019

 

Caixa em pau-santo, com cerca de 5,3 x 11,5 x 11,5 cm., ostentando uma pequena placa cerâmica, com cerca de 10,2 x 10,2 cm., na tampa.

 

O motivo da placa cerâmica é atribuível a Knud Michelsen (datas desconhecidas), ceramista dinamarquês (norueguês, segundo algumas fontes) que esteve activo em Portugal entre cerca de 1960 e 1964, onde colaborou com a Secla.

 

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Março 24 2019

 

Caixa losangular em faiança, com cerca de 9,3 x 12,5 x 10,5 cm., da fábrica Sant'Anna, Lisboa.

 

Esta combinação exclusiva de azul e vinoso é bastante invulgar nas peças desta fábrica datadas das últimas duas décadas do século XX.

 

O próprio formato, contudo, quer da caixa quer da tampa, remete para modelos de épocas anteriores e justifica esta combinação cromática algo démodée, mesmo numa empresa como a Sant'Anna que assenta a sua produção em reproduções ou pastiches de outras épocas.

 

 

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Março 16 2019

 

Tinteiro em porcelana da Vista Alegre, com cerca de 20 cm. de altura, constituído por dois elementos distintos que apresentam formatos e conceitos decorativos associáveis à gramática pós-modernista.

 

Concebida na sua forma e decoração pelo artista plástico António Viana (n. 1947), esta peça, intitulada Pentecostes, integra um conjunto de três diferentes tinteiros, todos de sua autoria, produzidos em 1998 para comemorar o quinto centenário da viagem de Vasco da Gama (c.1469-1524) à Índia (1497-98).

 

Como se pode observar, ostenta o número 192 de uma edição limitada a 350 exemplares.

 

O tinteiro Calamus, da mesma série, pode ser visto aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/257303.html.

 

 

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