Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2019

 

Terrina com cerca de 17,2 cm. x 32,2 cm. x 20,8 cm., e capacidade para dois litros, e travessa com cerca de 4,7 cm. x 44 cm. x 31,5 cm., formato Inglês.

 

Dez anos é muito tempo, muitas horas, muitos dias, a escrever (mais de mil e seiscentos artigos, dos quais mais de 450 sobre produção de outras fábricas nacionais, que não a FLS, e mais de 70 sobre cerâmica estrangeira) e a fotografar. Até agora, mais de seiscentas mil visitas.

 

Dez anos é muito tempo. Tempo suficiente para que a loiça se manche ou parta, ou para que nos cansemos dela.

 

Dez anos é muito tempo. Fiquemos por aqui, no que a publicações periódicas diz respeito.

 

 

Mas para quem não quer ficar por aqui, recorde-se que, do mesmo autor, continua a ser publicado, com artigos pontuais ao sabor dos exemplares bibliográficos que ocasionalmente vão surgindo, o blog Literatura Colonial Portuguesa:

 

https://literaturacolonialportuguesa.blogs.sapo.pt/

 

Entretanto, diga-se que o blog Capas & Companhia está reactivado a partir de hoje, passando a contar com publicações pontuais:

 

https://capasecompanhia.blogs.sapo.pt/

 

Finalmente, também com publicações de carácter pontual, será ainda activado em breve o blog Vidros & Companhia, dedicado essencialmente aos vidros e cristais nacionais, mas também aos estrangeiros:

 

https://vidrosecompanhia.blogs.sapo.pt/

 

Dez Anos, num medley das cantigas de Paulo de Carvalho: https://www.youtube.com/watch?v=_A4HK-PrpY4https://www.youtube.com/watch?v=_A4HK-PrpY4.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 23:59

Setembro 01 2019

 

Azulejo reproduzindo um desenho original de Sara Maia (n. 1974).

 

Produzida pela Fábrica Cerâmica Viúva Lamego, esta peça integrava uma edição de 5.000 exemplares lançada no âmbito da série Os Azulejos e os Oceanos, uma colecção de diversos azulejos de autor promovida pelo Banco Nacional Ultramarino e a Caixa Geral de Depósitos, no ano da Expo' 98, exposição mundial que decorreu em Lisboa e foi consagrada à temática dos oceanos.

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 23:01

Setembro 01 2019

 

O prestígio da produção cerâmica chinesa e japonesa relega habitualmente para segundo plano a cerâmica de outras regiões asiáticas.

 

Contudo, a cerâmica da(s) Coreia(s) e da Indochina, seja a mais antiga seja a mais actual, apresenta uma qualidade estética e técnica que não merece ser ofuscada pela aura das peças daqueles dois países.

 

Destacando a produção dessas regiões consideradas periféricas, apresentam-se hoje duas pequenas jarras em porcelana, respectivamente com cerca de 8,2 cm. e 7 cm. de altura, que ilustram as capacidades das suas olarias e dos seus estúdios contemporâneos.

 

Não ostentando qualquer marca visível, estas peças correspondem muito provavelmente ao trabalho recente de um estúdio tailandês.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Setembro 01 2019

 

Breve chamada de atenção para um novo catálogo que em breve será publicado, apresentando mais um conjunto de reflexões sobre a consagrada produção bordaliana, desta vez com um inovador destaque na capa.

 

Realce-se o conceito subjacente a esta imagem, uma vez que centra a nossa atenção numa quase ignorada abordagem cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), aquela que o coloca a par do que se fazia na vanguarda de outros centros cerâmicos contemporâneos, como em França, na fábrica de Sarreguemines, ou nos EUA, na olaria que George Ohr (1857-1918) mantinha em Biloxi, Mississipi – a desconstrução intencional da forma cerâmica simétrica e perfeitamente acabada.

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 19:01

Setembro 01 2019

 

Duas pequenas peças em grés fino que ilustram as tendências da produção cerâmica portuguesa actual.

 

Em cima, uma taça com cerca de 6,8 cm. de altura e cerca de 10 cm. de diâmetro, em baixo, uma taça com cerca de 6,5 cm. de altura e cerca de 11,6 cm. de diâmetro.

 

As tendências minimalistas e orientalizantes, que traduzem também uma diversificada aproximação gastronómica nos recentes hábitos alimentares portugueses, têm-se multiplicado na produção cerâmica, originando não só uma consistente opção pelo corpo cerâmico em grés como uma multiplicidade de empresas que apostam na sua comercialização.

 

A Ceramirupe, fundada em 1987 (https://ceramirupe.com), a Costa Nova (https://www.costanova.pt/pt/) e a própria Vista Alegre, que recuperou a marca Casa Alegre para comercializar a sua produção nesta pasta cerâmica, são algumas das empresas que se destacam nesta produção.

 

 

A gramática oriental dos vidrados microcristalinos como decoração principal, na linha do revivalismo de um gosto que já tinha surgido na cerâmica europeia de finais do século XIX, enuncia-se aqui no apelo exercido pela subtileza de suaves combinações cromáticas criadas pelos escorridos (recordem-se os escorridos bordalianos das Caldas da Rainha), que no primeiro exemplar é ainda complementado pela decoração em relevo da pasta cerâmica.

 

Nenhuma destas duas peças se encontra marcada, embora a primeira apresente as referências internas de cozedura que se reproduzem abaixo, mas são certamente exemplares produzidos no eixo cerâmico estabelecido ao longo das zonas industriais das Caldas da Rainha, Alcobaça, Leiria, Pombal e Aveiro.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 17:01

Setembro 01 2019

 

Jarra em faiança, com cerca 18,2 de cm. de altura e 16,9 cm. de diâmetro máximo,  ostentando a inscrição "CEVIDER'93 EX-AEQUO / -AWARD-"

 

A CEVIDER'93 foi uma feira de design que decorreu em Valência, Espanha, durante o ano de 1993. Incluía uma secção de competição, nomeadamente para cerâmica e vidro, onde foram galardoados artistas como os polacos Jan Siedlecki (n. 1948), no vidro, e Piotr Kołomański (datas desconhecidas), na cerâmica, ou a espanhola Gemma Bernal (n. 1949), na cerâmica.

 

A concepção deste formato, que surge também inúmeras vezes com a marca Secla, será atribuível a Maria João Braga de Melo (datas desconhecidas), professora e designer que trabalhou na Secla entre 1991 e 1995 e recebeu um prémio Cevider, precisamente em 1993.

 

Conhecem-se diversos exemplares monocromáticos desta peça ostentanto diferentes outras cores, como o amarelo, o azul, o preto ou o vermelho e ainda, em consonância com a sua gramática formal pós-modernista, outros exemplares em que as duas peças apresentam cores distintas, combinando, por exemplo, o azul e o vermelho.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 15:01

Setembro 01 2019

 

Leiteira e açucareiro de um serviço de café, em porcelana, da Vista Alegre.

 

Nos finais do século XX e inícios do século XXI, enquanto se encontrava na encruzilhada marcada pelo abandonar de formatos e decorações mais conservadoras e pelo abraçar declarado das linhas contemporâneas, a Vista Alegre assumiu uma abordagem revivalista que recuperou alguns formatos modernistas das décadas de 1920 e 1930.

 

Este serviço, significativamente designado como Deco, recupera um desses formatos característicos do período Art Déco, apresentando também um motivo inspirado em cores e soluções decoarativas daquela época.

 

Vejam-se exemplares semelhantes, produzidos pela VA na década de 1930, notando as ligeiras diferenças nos formatos, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cci-304854.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 13:01

Setembro 01 2019

 

Pequeno elefante em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal, Vila Nova de Gaia.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 11:01

Setembro 01 2019

 

Cinzeiro, ou aneleira, em faiança da Aleluia, Aveiro.

 

Uma das notáveis peças biomórficas produzidas pela Aleluia no período pós-guerra, particularmente na década de 1950, que evidencia a sua preocupação em se manter na vanguarda do design da cerâmica europeia.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 09:01

Setembro 01 2019

 

Dois pequenos pratos, um em porcelana, outro em faiança, alusivos ao Natal.

 

O primeiro, da Sociedade de Porcelanas de Coimbra, tem cerca de 19,4 cm. de diâmetro, e o segundo, da Sado Internacional, de Setúbal, cerca de 21,5 cm de diâmetro.

 

 

Curiosamente, o prato da SP evoca, no design do seu motivo e no azul cobalto, características da cerâmica natalícia escandinava, particularmente da dinamarquesa, produzida em fábricas como a Bing & Grøndahl e a Royal Copenhagen.

 

O prato da Sado Internacional representa também uma abordagem peculiariar, pois, ao contrário do que acontece com a produção natalícia singular da maioria das fábricas, corresponde a um dos dois pratos natalícios, conhecidos, que a SI comercializou em 1973.

 

Veja-se o outro, já anteriormente apresentado, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cclxv-346781https://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cclxv-346781.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 07:01

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