Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Agosto 11 2018

 

Cinzeiro, com cerca de 2,1 x 9,8 x 9,5 cm., em faiança da fábrica Aleluia, Aveiro.

 

Note-se como a imagem da igreja matriz se encontra estampada mas apresenta alguns complementos, como o céu, pintados à mão. Do mesmo modo, a legenda "Recordação de Vouzela" encontra-se também pintada à mão.

 

 

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Agosto 05 2018

 

Cinzeiro em porcelana da fábrica Electro-Cerâmica do Candal, reproduzindo o brasão de armas do município de Vila Nova de Gaia, concelho a que pertence o Candal.

 

Note-se como esta peça com decoração policromática, complementada a ouro e platina, ostenta a marca Porcec.

 

 

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Julho 28 2018

 

Travessa oitavada em faiança não marcada.

 

Note-se como a decoração do rebordo foi aplicada a esponjado, enquanto o motivo floral central foi pintado à mão.

 

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Julho 22 2018

 

Azulejo reproduzindo um desenho original de Júlio Pomar (1926-2018).

 

Produzida pela Fábrica Cerâmica Viúva Lamego, esta peça integrava uma edição de 5.000 exemplares lançada no âmbito da série Os Azulejos e os Oceanos, uma colecção de diversos azulejos de autor promovida pelo Banco Nacional Ultramarino e a Caixa Geral de Depósitos, no ano da Expo' 98, exposição mundial que decorreu em Lisboa e foi consagrada à temática dos oceanos.

 

Na Viúva Lamego, Pomar produziu ainda um outro azulejo da mesma série, mas com diferente desenho, intitulado Sereia II, em tons de preto e rosa. Curiosamente, Pomar havia já abordado a temática das sereias na cerâmica durante a década de 1950, período em que colaborou quer com a Cerâmica Bombarralense quer com a Secla, das Caldas da Rainha – https://mfls.blogs.sapo.pt/148664.html.

 

Veja-se um conjunto azulejar da série Os Azulejos e os Oceanos, também com desenho de uma sereia, mas da autoria de Maria Keil (1914-2012), aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/101747.html.

 

 

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Julho 14 2018

 

Caixa sextavada, moldada e relevada, em faiança da fábrica Frazão, das Caldas da Rainha.

 

 

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Julho 08 2018

 

Jarra, com cerca de 19,8 cm. de altura e 18,8 cm. de diâmetro máximo, em faiança da Arfai, Alcobaça.

 

Mais um exemplo das peças produzidas pela Arfai mas comercializadas sob outra marca, desta vez a da cadeia de distribuição Crate & Barrel, fundada nos EUA, e bem implantada no mercado anglófono, mas actualmente integrando o grupo alemão Otto GmbH (https://www.ottogroup.com/en/index.php).

 

Este formato estilizado, popularmente conhecido em alemão como zwiebel (cebola), foi adoptado em particular por muita cerâmica escandinava do pós-guerra, mas já surgia anteriormente na cerâmica Art Nouveau, que evocava as sinuosidades florais e vegetais e os formatos dos bolbos, bem como na tradicional cerâmica japonesa e oriental.

 

 

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Julho 04 2018

 

 

 

Inaugura-se no próximo sábado, dia 7 de Julho de 2018, pelas 17 horas, no Museu de Cerâmica de Sacavém, a exposição Coleção França Martins – Uma Perspectiva sobre a Loiça de Sacavém.

 

Esta exposição surge na sequência da generosa doação, ao Município de Loures e ao Museu de Cerâmica de Sacavém, de largas centenas de peças produzidas na Fábrica de Loiça de Sacavém, muitas delas extremamente raras, reunidas pelo casal França Martins, coleccionadores e membros da Associação de Amigos da Loiça de Sacavém.

 

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Junho 30 2018

 

Taça com asas, com cerca de 6,8 cm. de altura x 14,2 cm. e 12,6 cm. de diâmetro máximo, produzida na fábrica Viúva de Alfredo de Oliveira, Coimbra.

 

Este formato com asas é evocativo das antigas escudelas, embora tradicionalmente essas taças apresentassem asas na horizontal, e também das mais recentes taças para consommé.

 

Note-se com a decoração floral, que surge também na concavidade da taça, apresenta uma estilização semelhante a certas representações pictóricas de Manuel Cargaleiro (n. 1927), as quais ocorrem ainda em algumas das suas produções cerâmicas.

 

 

Conhecida inicialmente como Fábrica do Lagar, situada já então na Rua Direita, esta empresa tem o primeiro documento conhecido datado de 24 de Junho de 1824, através de um contrato de arrendamento em nome de Joaquim da Silva (datas desconhecidas), arrendatário que viria a ser substituído pouco depois, a 3 de Julho do mesmo ano, por Angelina Ludovina, Joanna de Mesquita, Joaquim Ignacio e Joaquim da Silva (datas desconhecidas).

 

Joaquim da Silva viria a adquirir outras fábricas em Coimbra durante os anos de 1834 e 1835, atribuindo em 1840 a seu filho, Leonardo Ferreira da Cunha (datas desconhecidas), como dote de noivado, a fábrica da Rua Direita, que este viria a arrendar, em 1867, a Francisco António Maria de Sousa e Francisco Ferreira Duarte (datas desconhecidas).

 

Em 1873 lavrou-se nova escritura, em nome de Adelino Augusto Pessoa, Adriano Augusto Pessoa, Alberto Pessoa e Ermelinda do Ceo Pessoa (datas desconhecidas), ocorrendo em 1897 a constituição da empresa Afonso Pessoa & Pimentel, que viria a ser dissolvida pouco depois. A fábrica passou então a ser detida exclusivamente por Afonso Augusto Pessoa, pelo menos até ao ano de 1905.

 

No século XX, a fábrica esteve a ser explorada por António Cardoso de Carvalho (datas desconhecidas), desde 1915. Já na década de 1920, passou para a posse e administração de Alfredo de Oliveira (datas desconhecidas). Após a sua morte, que terá ocorrido antes de 1942, a viúva, Maria do Nascimento Almeida Martinho (datas desconhecidas), requereu que a fábrica passasse a ter a denominação correspondente à marca que se reproduz abaixo.

 

Embora algumas fontes refiram que esta fábrica encerrou há várias décadas, uma recente publicação do Museu de Lamego, da autoria de Filipa Formigo (datas desconhecidas) e Luís Sebastian (datas desconhecidas), intitulada A Última Olaria de Faiança de Coimbra (2016), de onde se retiraram as informações patentes nos quatro parágrafos anteriores, documenta a sua produção até àquele ano, sob a designação Sociedade Cerâmica Antiga de Coimbra, Lda., empresa constituída em 13 de março de 1965.

 

 

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Junho 24 2018

 

Em plena celebração das festas dos Santos Populares, reproduzem-se hoje dois exemplares da vasta série de sardinhas de autor que a fábrica Bordalo Pinheiro tem vindo a comercializar nos últimos anos.

 

A decoração da sardinha Farol foi concebida por Ana Sofia Gonçalves (n. 1979) e a da sardinha Preia-Mar por Filipa Oliveira (datas desconhecidas).

 

O formato destes exemplares surgia já nas peças criadas no século XIX por Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), seguindo a tradição cerâmica de Palissy (1510-c. 1590).

 

O conceito da sardinha enquanto ícone identitário do design contemporâneo português, comum às festas de Lisboa, à cerâmica das Caldas da Rainha e até a Portugal, foi propulsionado já no século XXI pelo gabinete Silva Designers (http://www.silvadesigners.com/).

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Junho 16 2018

 

Pequena jarra, com cerca de 9 cm. de altura, em faiança da Moitalina.

 

Recorde-se que na Moitalina, concelho de Porto de Mós, tinha sede a Cerâmica Artística Industrial, Lda., embora a combinação cromática desta peça não corresponda às tradicionais cores daquela fábrica.

 

Vejam-se algumas peças da Cruz da Légua e da Moitalina, ambas localidades cerâmicas do mesmo concelho, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/tag/moitalina.

 

 

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