Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Abril 29 2012

 

Prato fundo de cozinha, com cerca de 32 cm. de diâmetro, decorado a aerógrafo no rebordo e stencil (chapa recortada) no centro, sob o vidrado.

 

Como se verifica pela marca, aplicada também sobre chapa recortada, trata-se de uma peça produzida numa oficina das Lages, eventualmente da família Frutuoso (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/133106.html), no concelho de Coimbra.

 

 

©  MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Caro MAFLS,
Tenho um prato com marca das Lages, que penso também ser fabrico de José Augusto Frutuoso, mas é um pouco diferente desta. Pode ser que a mostre um dia no blogue.
Agora vou-lhe confessar uma coisa, aliás duas: já por várias vezes tentei fazer-me seguidora do seu blogue mas esbarro sempre com dificuldades no registo; por outro lado tenho dificuldade em fazer visitas prolongadas e alguma pesquisa na barra esquerda por causa do fundo preto e as letras num tom cinzento que não sobressai.
Desculpe a franqueza, foi uma opção sua e no campo estético bem conseguida mas a verdade é que, pelo menos no meu caso, dificulta a visão. Problemas de quem não vai para nova... :)
Cumprimentos
Maria Andrade a 1 de Maio de 2012 às 22:52

Viva, Maria Andrade.
É uma pena que não existam (mais) estudos sobre o envolvimento da família Frutuoso na cerâmica de Coimbra e das Lages e a relação da Estatuária com as oficinas Frutuoso.
Acredito que a designação, exclusiva, Frutuoso na cerâmica floral a azul, e/ou policromia, cessou com o advento da Estatuária, mas era interessante conhecer mais estudos sobre a tradição cerâmica nesta família.
O problema quanto ao registo como seguidora poderá prender-se com o facto de este apenas poder ser feito através do Blog da Rua Nove, que continua a abrigar todos os outros.
Quanto às limitações de visibilidade das letras a cinzento nas tags, pode ser ultrapassada através da selecção "todas as tags", que remete para texto em letras a branco.
Já há alguns meses alguém tinha apontado essa limitação, creio que a própria Maria Andrade, mas a opção estética e funcional é destacar as imagens e não criar interferências através do colorido dos textos laterais.
Saudações!

Muito obrigada pela dica, que já funcionou, e pude ver muitas etiquetas de que nunca me tinha apercebido.
Vi por exemplo a de Clarice Cliff e constatei que tinha feito um post em Março com uma chávena dela. Nem de propósito, mesmo sem ter visto, fiz a publicação sobre Clarice Cliff em Abril :)
Não me lembro de já aqui ter referido esse problema de falta de visibilidade, mas sei que há outras pessoas que sentem dificuldades com estes fundos a preto.
De qualquer forma, compreendo perfeitamente a sua opção, as peças sobressaem muito mais e o efeito visual é muito bonito.
Cumprimentos

Um prato muito bonito e extremamente simpático! Sei que me repito, mas o fato é que não me canço de gostar das decorações simples, feitas com estanhola, pincel, rolinho e aerógrafo!
Onrigado por ter compartilhado.
abraços
Fábio
Fábio Carvalho a 2 de Maio de 2012 às 12:22

Bem-vindo de volta, Flávio.
Quase dá vontade de arranjar um boa sucessão de decorações a stencil e aerógrafo só para satisfazer essa sua preferência... : ) Pena é que tais peças, em boas condições, não surjam com frequência...
Abraço!

Imagino que peças com este tipo de decoração, em bom estado, não seja muito comum pois provavelmente eram peças produzidas para camadas mais populares, ou para usos mais cotidianos e triviais. O mesmo acontece por aqui, mas eu nem ligo para quando as peças tem lascados menores ou arranhões ou desgaste na decoração. Se gosto da decoração, compro assim mesmo!
O que mais gosto nestas decorações é que nunca uma peça é igual à outra, e as pequenas imperfeições de aplicação de tinta, ou de encaixe e posicionamento do stencil é que, para mim, deixam transparecer o indivíduo por trás da máquina industrial.
Só uma correção final, sei que parece bobagem, mas quando é o nome da gente sempre é um pouco incômodo: meu nome é Fábio, como pode ser vista na assinatura dos comentários.
abraços!
Fábio

Peço desculpa, Fábio. Lapso meu.
"Distinguo" perfeitamente o Fábio do Flávio, com quem o Fábio também costuma comentar, mas hoje, apressada e inconscientemente saiu assim.
Senti-me, no entanto, suficientemente embaraçado para verificar se alguma outra vez tal já teria sucedido...

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