Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Dezembro 23 2012

 

 

No decorrer do ano que agora finda, este espaço teve mais de cento e vinte mil visitas. Nos dois anteriores anos de existência registara apenas cem mil. Este afluxo actual explicar-se–á pela ligação às redes sociais que entretanto passou a ser facultada, mas também, certamente, pelo interesse alargado que a cerâmica portuguesa tem vindo a suscitar, disso sendo exemplo outros espaços destinados a esta temática.

 

Tal facto é evidente nos diversos registos diários de visitantes nacionais e internacionais, visitantes que, é certo, também desaguam neste endereço investigando áreas indirectamente ligadas aos temas aqui tratados. 

 

Mas como predominantemente vêm indagar de cerâmica, a todos esses visitantes anónimos será prestada uma pequena homenagem durante os próximos doze dias.

 

Considerando, no entanto, que os visitantes portugueses se poderão rever e sentir homenageados nas diversas fábricas nacionais até aqui mencionadas, far-se-á uma apresentação mais destinada aos visitantes internacionais. Evocando os Twelve Days of Christmas da tradição anglo-saxónica, apresentar-se-ão desde o dia de Natal até ao dia de Reis algumas peças de cerâmica internacional e reproduzir-se-ão excertos dos registos de algumas visitas.

 

Começando-se, desde já, com uma estatueta da fábrica checa Royal Dux.

 

Conhecida também como Duxer Porzellanmanufaktur, esta fábrica foi fundada em 1853, em Duchcov, e daí a designação, localidade que hoje pertence à República Checa.

 

Tornou-se famosa pela grande qualidade da modelação e da pintura das figuras e estatuetas de porcelana que produziu entre as duas Grandes Guerras, de que a peça reproduzida é um exemplo. 

 

Apresentando já o carimbo correspondente à Checoslováquia, que a cidade de Duchcov passou a integrar depois de 1918, e o famoso triângulo rosa em relevo com a marca da fábrica, esta peça com cerca de 31,8 cm. de altura, foi provavelmente produzida na década de 1920.

 

Actualmente, esta empresa integra o grupo Český Porcelán: http://www.cesky.porcelan.cz/eng/index.php.

 

 

 

publicado por blogdaruanove às 23:59

Dezembro 23 2012

 

Caixa em faiança, com cerca de 7,8 cm. de altura e 14 cm. de diâmetro, produzida pela fábrica Secla, das Caldas da Rainha. Na tampa, a folha encontra-se recurvada para criar uma reentrância que permite maior funcionalidade no seu manuseamento.

 

O acabamento moldado que reveste o exterior desta peça mimetiza a textura de um tecido, remetendo a cor para uma das tonalidades em voga nas décadas de 1950 e 1960, particularmente na América do Norte.

 

Esta entrada fica registada com particular desejo de Festas Felizes para a autora de CMP* (http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/).

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Dezembro 23 2012

 

Terrina em faiança, possivelmente manufacturada na Fábrica da Bandeira, em Vila Nova de Gaia.

 

O Itinerário da Faiança do Porto e Gaia (2001) regista uma distinção entre o termo terrina e o termo sopeira, ilustrando este último com um exemplar apresentando o mesmo formato desta "terrina", cuja produção é atribuída à Fábrica da Bandeira. Nessa obra, a distinção fundamental entre os dois termos reside no formato redondo da sopeira e no formato oval da terrina.

 

Esta entrada fica registada com particular desejo de Festas Felizes para o autor de Velharias, que apresentou já uma terrina muito semelhante a esta (http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2009/09/o-meu-blogue.html).

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 13:09

Dezembro 23 2012

 

Urso polar em porcelana da Empresa Electro-Cerâmica do Candal, em Vila Nova de Gaia.

 

Esta figura, com cerca de 13,8 x 25,6 x 8,9 cm., quando comparada com todas as outras representações de ursos polares aqui divulgadas (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/polar+bear), é aquela que, apesar da cuidada e detalhada modelação, sugere menos dinamismo.

 

Esta entrada fica registada com particular desejo de Festas Felizes para os autores de MUONT (http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/).

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 09:01

Dezembro 23 2012

 

 

 

São muitas as dúvidas que surgem no ciberespaço quanto às peças de faiança, sem qualquer marca, decoradas com o motivo vulgarmente designado como País e quanto às suas fábricas de origem. 

 

Recentemente a questão voltou a colocar-se (http://artelivrosevelharias.blogspot.pt/2012/11/miragaia-vs-santo-antonio-de-vale-da.html), tendo sido formulados novos comentários sobre as características que poderão permitir distinguir a produção de Santo António de Vale da Piedade, em V. N. de Gaia,  daquela desenvolvida pela fábrica de Miragaia, no Porto.


A terrina apresentada acima, que não se encontra marcada, poderia levantar semelhantes dúvidas sobre a sua origem, se um artigo anteriormente publicado pela mesma autora, e citado abaixo, não tivesse vindo a referir que este formato, particularmente no que diz respeito às pegas, parece ser originário de Miragaia, visto existir um exemplar semelhante, com marca, no acervo do Museu de Arte Sacra de Arouca.


Quanto à técnica decorativa aqui patente, note-se como a pintura foi executada utilizando um traço manual livre, excepto nas folhas das duas árvores mais altas, que foi executada sobre stencil (chapa recortada).

 

Esta entrada fica registada com particular desejo de Festas Felizes para a autora de Arte, Livros e Velharias, que apresentou já uma terrina, com tampa, muito semelhante a esta (http://artelivrosevelharias.blogspot.pt/2011/08/duas-terrinas-com-pronuncia-do-norte.html).

 

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 01:09

Dezembro 23 2012

 

Porque é Natal, afasta-se esta entrada das habituais produções cerâmicas, num gesto de saudação a compagnons de route que se dedicam à cerâmica mas também abordam outras temáticas – a Maria Andrade, do Arte, Livros e Velharias (http://artelivrosevelharias.blogspot.pt/), e o Luís Montalvão, do Velharias (http://velhariasdoluis.blogspot.pt/).

 

Para eles aqui fica uma imagem inédita, e algo distinta das representações indo-portuguesas mais conhecidas, de um Menino Jesus Bom Pastor. Com efeito, relativamente a essas representações, nota-se aqui a falta do cordeiro sobre o ombro esquerdo, vêem-se as mangas descobrindo os cotovelos, surgindo ainda a mão direita numa posição pouco vulgar.

 

Sempre que observo esta peça, penso na posição da mão direita do São Jerónimo pintado em 1521 por Albrecht Dürer (1471-1528), o qual está patente no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa (http://www.mnarteantiga-ipmuseus.pt/pt-PT/exposicao%20permanente/obras%20referencia/ContentDetail.aspx?id=215), pelo que tendo a esquecer a inspiração budista da posição, do trejeito e da beatífica expressão facial presente na maioria das imagens destas pequenas esculturas (http://velhariasdoluis.blogspot.pt/2012/07/menino-jesus-bom-pastor.html).

 

São Jerónimo (1521), por Albrecht Dürer (1471-1528). © M.N.A.A., Lisboa.

 

Não fiquem por esta dedicatória prévia ressentidos os autores de CMP* (http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/) e de MUONT (http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/), pois para eles, tal como para os anteriores, se seguirão imagens expressamente dedicadas nos outros cinco artigos que hoje serão publicados. 

 

Esta quadra será também a mais adequada para apresentar particulares agradecimentos a Hector Castro, que teve a gentileza de começar a partilhar neste espaço diversas imagens da sua extensa e notável colecção de peças de Sacavém, e a Clive Gilbert, que nos passou a honrar com a publicação das suas memórias.

 

Para todos eles, e para todos os visitantes do MAFLS, aqui fica ainda esta belíssima ilustração de Laura Nogueira Costa (activa nas décadas de 1920 a 1950), executada para um bilhete postal emitido pelos CTT em 1942 e intitulado Adoração do Menino, com os desejos de Felizes Festas.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 00:01

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