Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2023

  

 

Página de um catálogo da União Comercial de Louças e Vidros, Lda., sita na Rua da Glória, 77-85, em Lisboa, datado de 1937.

 

Como já foi referido anteriormente, esta publicação apresenta, entre outras, uma secção dedicada exclusivamente à "Louça de Sacavém", onde se reproduzem 54 peças da produção de loiça sanitária e utilitária desta fábrica.

 

Esta página, em particular, documenta dois diferentes formatos de serviços de jantar produzidos na FLS, nomedamente o formato Redondo, correspondente à ilustração n.º 39, e o formato Aldeia, correspondente à ilustração n.º 43.

 

Curiosamente, pode verificar-se ainda que o primeiro serviço apenas era constituído por 33 peças e o segundo por 49 peças.

 

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publicado por blogdaruanove às 23:59

Setembro 01 2023

 

 

Pote com tampa, com cerca de 21,2 cm. de altura, em porcelana da fábrica alemã LHR, Lorenz Hutschenreuther, abreviadamente conhecida como Hutschenreuther.

 

Esta fábrica foi fundada em 1857, na localidade de Selb, por Lorenz Hutschenreuther (1817-1886), vindo a empresa a absorver depois, entre 1906 e 1928, várias outras fábricas.

 

Em 1969 ocorreu a fusão entre a Porzellanfabriken Lorenz Hutschenreuther e a C. M. Hutschenreuther, de Hohenberg, sendo este conglomerado absorvido, no ano 2000, pela também famosa Rosenthal.

 

 

 

Tal como se pode constatar, o pote ostenta, apenas no seu corpo bojudo, um monograma heráldico que ainda não foi possível identificar.

 

No tardoz, verifica-se que esta peça foi concebida por Fritz Klee (1876-1976), director da escola artística para a indústria de porcelana, fundada por si em Selb, no ano de 1909.

 

Klee foi também director artístico da Lorenz Hutschenreuther, entre 1917 e 1922, continuando a colaborar com a empresa na concepção de várias peças até 1939, ano em que se mudou para Stuttgart.

 

Conhecem-se versões deste pote em azul cobalto com complementos a ouro.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 23:30

Setembro 01 2023

  

 

Covilhete, ou cinzeiro, com cerca de 19,2 x 9,8 x 2 cm., da autoria de Carlos Vizeu (1925-2012).

 

Colaborador da Fábrica de Loiça de Sacavém durante um período indeterminado, mas provavelmente até à década de 1970, Carlos Vizeu marcou a cerâmica portuguesa, modernista e de autor, com as suas obras em pasta de barro vermelho, modeladas e executadas na sua oficina.

 

A produção da sua obra cerâmica em oficina própria ter-se-á iniciado a partir da década de 1950 e prolongado até à década de 1990. É provável que algumas das suas criações em pasta branca de faiança, nomeadamente as que se apresentam em pratos de médias e grandes dimensões, tenham utilizado como suporte peças em biscoito produzidas na FLS.

 

Vejam-se duas outras obras deste ceramista aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/tag/carlos+vizeu.

 

  

 

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publicado por blogdaruanove às 23:01

Setembro 01 2023

  

 

Grande prato de suspensão, com cerca de 3,8 cm. de altura e 33,2 cm. de diâmetro, em faiança da Fábrica do Carvalhinho, Vila Nova de Gaia.

 

Note-se como o motivo floral central, através da adição das espigas, remete para os tradicionais ramos das maias, associados a ancestrais rituais primaveris de renascimento e de abundância.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 22:01

Setembro 01 2023

 

 

Pequena jarra, com cerca de 11,2 cm. de altura, produzida em França, na oficina de Clément Massier (1845-1917).

 

O formato desta peça evoca motivos vegetalistas estilizados, como a germinação de um bolbo, inserindo-se assim naquela que viria a ser umas das linhas de força da gramática Arte Nova, desenvolvida em finais do século XIX e consagrada através das célebres peças comercializadas por Samuel Bing (1838-1905), a partir de 1895, na sua Maison de l'Art Nouveau.

 

Veja-se outra jarra da autoria de Clément Massier, e alguns dados sobre a produção cerâmica da família, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/twelve-days-in-twelve-hours-vii-334298.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 21:30

Setembro 01 2023

  

 

Jarra em faiança, com cerca de 16,7 cm. de altura, da fábrica S. Roque, Aveiro.

 

Tal como acontece com muitas outras peças de fábricas como a Aleluia, de Aveiro, e a Bordalo Pinheiro, das Caldas da Rainha, esta decoração não traduz apenas um interesse pelos motivos marinhos mas também uma proximidade destes centros cerâmicos ao litoral e uma tendência para estes motivos surgirem com maior frequência na sua produção.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 21:01

Setembro 01 2023

 

 

Bule, com cerca de 11,6 x 17,8 e 11,8 cm. de diâmetro, em porcelana da SPAL, Alcobaça.

 

Este formato e a sua decoração epitomizam uma das peças mais modernistas que a SPAL terá produzido, para os seus serviços de café e chá, durante as décadas de 1960 e 1970.

 

Veja-se parte de um serviço de café com outro formato modernista, contemporâneo deste, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cxcvii-299699.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 20:01

Setembro 01 2023

 

 

Duas pequenas jarras, acima com cerca de 13 cm. de altura, abaixo com cerca de 14 cm. de altura, produzidas em França, nas oficinas dos irmãos Mougin.

 

Tal como foi referido a propósito de uma outra jarra da mesma proveniência, apresentada já hoje, estas duas peças inserem-se num período de pequenas modelações, umas mais contidas e depuradas, outras mais exuberantes na sua matéria e no seu vidrado.

 

 

 

Note-se como esta última jarra apresenta um diferente pasta e um vidrado que a aproxima da gramática nipónica da cerâmica aparentemente mais rude e evocativa da terra e das formas naturais, remetendo ainda para as erupções vulcânicas na sua borbulhante rugosidade.

 

Note-se, também, como as duas peças estão assinadas por Joseph Mougin, embora a última não refira a oficina de Nancy, o que, apesar da numeração mais alta, pode indiciar que é uma peça anterior à desloção dos irmãos para essa cidade.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 19:30

Setembro 01 2023

 

Jarra em porcela da Vista Alegre, produzida no período de 1947 a 1968 e com cerca de 24,5 cm. de altura, ostentando combinação cromática e decoração floral evocativas da gramática e estética características da famosa fábrica francesa de Sèvres.

 

A decoração floral, executada manualmente, quer na composição multicromática quer nos complementos a dourado, é realçada pelo fundo branco envolvido por um azul que abdicada da tonalidade proporcionada pelo tradicional e prestigiado tom, mais escuro, do azul cobalto de Sèvres, criado cerca de 1778, para recuperar um mais claro e muito prestigiado azul celeste, conhecido como azul antigo (bleu ancien), que combina cobalto, cobre, potássio e sódio, introduzido cerca de 1753.

 

 

Uma jarra com formato e dimensões similares, mas com diferente decoração e do período imediatamente anterior (1922-1947), que ilustrou o convite para a inauguração da exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos EUA, em 2005, pode ser vista aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/72873.html.

 

Curiosamente, considerando a mudança do escudo para o euro e a sua equivalência, estas duas jarras tiveram um custo semelhante, embora a anterior tenha sido adquirida em 1988, numa loja que sobreviveu ao incêndio do Chiado, em Lisboa, e a actual tenha sido adquirida durante o corrente ano de 2023, também numa loja de Lisboa.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 19:01

Setembro 01 2023

 

 

Base de candeeiro, com cerca de 20,8 x 18 x 12,2 cm., em faiança da fábrica Sant'Anna, Lisboa.

 

A produção de figuras zoomórficas não é muito comum nesta fábrica, mas quando tal se verifica as peças tendem a ser funcionais, e não apenas decorativas ou lúdicas, como acontece neste exemplar e num remate de fonte com repuxo anteriormente reproduzido (https://mfls.blogs.sapo.pt/104925.html).

 

Esta base documenta ainda uma outra peculiaridade técnica, visto que a pintura a aerógrafo, aqui aplicada, também não é vulgar na maioria das peças da Sant'Anna.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 18:01

Setembro 01 2023

 

 

Figura de urso pardo, com cerca de 12,8 x 9 x 5,3 cm., em porcelana da fábrica soviética Lomonosov. 

 

Fábrica estatal até 1993, foi privatizada neste ano, quando se iniciou a desintegração da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Em 2002 a fábrica substituíu o logótipo com monograma, passando a apresentar a imperial águia bicéfala, para logo em 2005 assumir e acentuar as suas origens pré-soviéticas, ao omitir o nome Lomonosov e integrar o termo Imperial na sua designação oficial.

 

Esta pequena peça reproduz uma figura muito popular na tradição oral russa, recorde-se a adopção da mascote Mischa dos Jogos Olímpicos de 1980, através de uma técnica, a decoração a aerógrafo, pouco usual em muitas das fábricas de porcelana.

 

Recorde-se que a famosa designer Eva Zeisel (1906-2011) colaborou com a Lomonosov entre 1932 e 1936, ano em que foi detida, e veja-se outra peça desta fábrica aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/the-twelve-days-of-christmas-xii-341751.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 17:30

Setembro 01 2023

  

 

Pequena estatueta em biscuit, com cerca de 12,8 cm. de altura, modelada por Armando Correia (1936-2008).

 

Anteriormente, já outros ceramistas se tinham ocupado dos usos e costumes das várias regiões e concelhos do Oeste, como Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré e Óbidos, sendo de referir, em particular, a recuperação e renovação desta temática encetada durante a década de 1950 por Hansi Staël (1913-1961) na fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

Vejam-se peças de Hansi Staël aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/tag/hansi+sta%C3%ABl, e mais peças de Armando Correia aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/tag/armando+correia.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 17:01

Setembro 01 2023

 

 

Cafeteira em porcelana da Vista Alegre, com cerca de 14,4 x 19,2 cm., apresentando decoração floral estampada por decalque e complementos a dourado.

 

Conforme foi anteriormente referido, o formato Samuel, aqui ilustrado, é um dos formatos modernistas da VA adoptados durante o período 1922-1947 e um dos mais icónicos do período Art Déco.

 

Muitas vezes semelhantes serviços de café, chá e jantar ostentavam a tradicional e convencional decoração floral, suavizando assim a ousadia dos formatos inovadores, que melhor se adaptariam a uma decoração mais minimalista ou geométrica, e fazendo uma concessão a um leque alargado de consumidores mais conservadores.

 

Veja-se um bule do formato Samuel, com outra decoração floral, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cdlxiii-429600.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 16:01

Setembro 01 2023

  

 

Escultura representando um lúcio, com cerca de 8,3 x 37 x 5,8 cm., em grés da fábrica francesa Rambervillers.

 

Esta peça aparece referenciada pela primeira vez no catálogo de 1920, sob o número 486, sendo a autoria do original atribuída a Charles Virion (1865-1946), consagrado escultor de figuras animais que teve extensa colaboração com a Rambervillers.

 

Veja-se uma outra representação deste peixe, numa versão, muito provavelmente posterior, da fábrica sueca Rörstrand, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/278339.html.

 

  

 

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publicado por blogdaruanove às 15:30

Setembro 01 2023

 

 

Prato em grés, com cerca de 28,1 cm. de diâmetro, apresentando decoração da autoria do consagrado ceramista Jorge Mealha (1934-2021).

 

Note-se como este motivo estilizado se poderá integrar numa série a que pertencerá um outro exemplar, já aqui apresentado: https://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cdlxv-430171.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 15:01

Setembro 01 2023

   

 

Pequena taça em porcelana da Vista Alegre, com decoração foral e filetagem a dourado.

 

O motivo floral, que traduz uma certa influência oriental na escolha da flor e na sua estilização, foi estampado, tendo sido complementado com uma esmaltagem branca, sobreposta em relevo e aplicada à mão.

 

  

 

Esta taça apresenta uma inscrição relativa à estância termal das Pedras Salgadas, inserindo-se numa tradição portuguesa que, depois da amplitude das generalizadas práticas romanas e de algum retrocesso medieval, voltou a ter grande projecção a partir do último quartel do século XIX, como se comprova no livro Banhos de Caldas e Aguas Mineraes (1875), de Ramalho Ortigão (1836-1915).

 

Associadas a esse revivalismo oitocentista estiveram a produção e comercialização de várias lembranças destinadas a aquistas e visitantes das estâncias termais, de que esta peça é exemplo.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 14:01

Setembro 01 2023

 

 

Pequena jarra, com cerca de 14,2 cm. de altura, em faiança de Sarreguemines, França.

 

Integrado numa série de vidrados microcristalinos que evocavam a vulcanologia, com designações como Etna ou Vesuve, este exemplar com um fundo verde remete ainda para a cor do absinto, bebida tão em voga no final do século XIX.

 

Ao contrário do que é comum na maioria das peças conhecidas, este exemplar encontra-se assinado "VAL", a prateado sobre o vidrado, numa secção bem visível do seu corpo, o que leva a supôr que a jarra terá sido complementada com uma estrutura metálica envolvente, a que corresponderá esta assinatura.

 

 

Jarra D'Argyl, com cerca de 19,2 cm. de altura, em vidro gravado a ácido e à roda, apresentando ainda pintura a esmalte. O motivo aqui apresentado, folhas, flores e botões de eucalipto, embora menos comum nas decorações vegetalistas Art Nouveau, surge também em vidro artístico de outras empresas consagradas, como a de Emile Gallé (1846-1904).

 

 

Muito provavelmente esta assinatura está ligada às produções de  Eugène Val (1880-1940), ourives e metalúrgico parisiense conhecido por colaborar nas produções cerâmicas de Louis Dage (1885-1963; veja-se uma peça cerâmica, assinada pelos dois, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/212025.html.) e pela sua ligação à empresa D'Argyl, que comercializaria vidros assim assinados a partir de 1928.

 

Vejam-se algumas outras peças de Sarreguemines, e pequenos textos sobre a história da fábrica, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/tag/sarreguemines.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 13:30

Setembro 01 2023

 

 

Estatueta em faiança, com cerca de 17,8 cm. de altura, de fábrica não identificada.

 

Atendendo às características da faiança e da pintura sobre a pasta cerâmica, é muito provável que esta peça tenha sido produzida na Estatuária de Coimbra, ou noutra oficina conimbricense com produção semelhante.

 

A figura representa um velho marinheiro que corresponde à imagem dos experientes capitães de navio, popularmente conhecidos como lobos-do-mar.

 

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publicado por blogdaruanove às 13:01

Setembro 01 2023

 

 

Caixa, com cerca de 7,6 cm. de altura e 14 cm. de diâmetro, em grés da fábrica Devica, Viana do Castelo.

 

A produção em grés da Devica, sedeada em Alvarães, na margem esquerda do rio Lima, surge na linha de uma tradição, de emprego desta pasta para objectos decorativos e utilitários, que já havia sido seguida pela fábrica Campos & Filhos, originalmente de Aveiro mas com uma unidade produtiva na mesma localidade.

 

Fundada cerca de 1970 por Álvaro Rocha (datas desconhecidas), esta fábrica marcou, com a sua produção, um contraponto à conhecida cerâmica de pasta branca, a porcelana de Viana celebrizada na segunda metade do século XX, e à cerâmica que posteriormente viria a ser produzida na ALFE, criada em 1974, e na Vianagrés, criada em 1986.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 12:01

Setembro 01 2023

 

 

Pequena jarra, com cerca de 10,2 cm. de altura, produzida em grés na oficina francesa de Gilbert Méténier.

 

Uma vez mais, esta peça ilustra as nuances do vidrado azul de Gannat, desta vez combinadas com uma gama de tonalidades ocres que remetem ora para alguns tons vegetais da natureza, ora para os diversos tons de algumas pastas cerâmicas. 

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 11:30

Setembro 01 2023

  

 

Estatueta de ceifeira alentejana, com cerca de 19,8 cm. de altura, em biscuit da Vista Alegre, ostentando uma variante da marca utilizada pela fábrica entre 1971 e 1980.

 

As estatuetas de figuras femininas e masculinas apresentando motivos regionais, como esta, foram introduzidas em 1956 e sucederam a outras, comercializadas no período 1922-1947, cuja modelação geral sugeria menos movimento, representava essencialmente figuras femininas e aparecia até em formato de garrafa.

 

As figuras deste conjunto introduzido no período de 1947 a 1968 surgem também na versão com pintura polícroma, aplicada à mão, e ainda hoje são comercializadas pela VA.

 

Como já foi referido (https://mfls.blogs.sapo.pt/190317.html), o modelo original desta estatueta terá sido modelado pelo escultor conimbricense Cabral Antunes (1916-1986).

 

Veja-se uma outra estatueta desta série, alusiva ao Douro Litoral e decorada em policromia, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cccii-373648.

 

  

 

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publicado por blogdaruanove às 11:01

Setembro 01 2023

  

 

Pequena jarra de faiança esgrafitada em relevo, decorada, e possivelmente executada também, por um/a antigo/a aluno/a não identificado/a, A. Ramos, da escola de artes decorativas António Arroio, em Lisboa.

 

Por esta notável escola artística passaram, enquanto professores ou alunos, consagrados ceramistas como Manuel Cargaleiro (n. 1927) ou a sua discípula Maria de Lourdes Castro (n. 1934).

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 10:01

Setembro 01 2023

 

 

Pequena jarra, com cerca de 9,6 cm. de altura, em grés da oficina dos irmãos Mougin (Joseph, 1876-1961; Pierre, 1880-1955), Nancy, França.

 

Esta peça, assinada por Joseph, ilustra um período correspondente a uma modelação de pequenas dimensões, contida e depurada, onde subtis reentrâncias, depressões ou concavidades impressas na pasta se associam a um vidrado ora complementar dessas subtilezas, nas suas nuances microcristalinas, ora constrastante, nas suas erupções rugosas, borbulhantes e quase magmáticas.

 

Perpassa por esta jarra uma certa influência do japonisme que vinha do século XIX, nas suas dimensões, no seu despojamento e na inesperada combinação cromática assente na pulverização de minúsculos e discretos pigmentos cor-de-rosa sobre as intensas tonalidades azuis do vidrado.

 

Vejam-se mais algumas peças Mougin, e alguma informação sobre a fábrica e os seus colaboradores, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/277995.html

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 09:30

Setembro 01 2023

   

 

Porta-lápis promocional, em porcelana da Empresa Electro-Cerâmica, do Candal, Vila Nova de Gaia, com cerca de 9,6 cm. de altura e 7,4 cm. de diâmetro.

 

O formato desta peça reproduz, de forma estilizada e adaptada, um isolador, produto que, nas suas versões para fios eléctricos ou telefónicos, era um dos mais representativos desta fábrica.

 

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publicado por blogdaruanove às 09:01

Setembro 01 2023

 

Chávena de café e pires em porcelana da Vista Alegre.

 

Com cerca de 11,2 cm. de diâmetro, no pires, e 7 cm. de diâmetro e 4 cm. de altura, na chávena, este conjunto apresenta flores estilizadas vazadas e delimitadas a aerógrafo, técnica decorativa pouco vulgar na produção da Vista Alegre.

 

A chávena apresenta ainda a curiosidade de ostentar uma mancha violeta, parcial, no rebordo interior, a qual apenas coincide com o campo visual dos utilizadores dextros.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 08:01

Setembro 01 2023

 

 

Pequena escultura, com cerca de 8,8 x 12,8 cm., não marcada mas indubitavelmente em grés de Rambervillers, França.

 

Representando uma raposa-do-deserto, ou feneco, esta peça surge referenciada pela primeira vez no catálogo de 1952, sob o número 706, o que significa que o modelo original terá sido criado entre 1931, a data do catálogo anterior, e aquele ano.

 

Atendendo às ligações coloniais de França com o norte de África, onde esta espécie tem um dos seus habitats, às grandes exposições realizadas em França, nos anos de 1931 e 1937, e aos acontecimentos geo-políticos subsequentes, é muito provável que o original desta peça tenha sido modelado antes do eclodir da II Guerra Mundial.

 

Vejam-se outras peças de Rambervillers, e alguma informação sobre a sua produção, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/tag/rambervillers .

 

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publicado por blogdaruanove às 07:30

Setembro 01 2023

 

Raro prato falante em faiança da fábrica de louça Victoria e Irmão, Aradas, Aveiro.

 

Empresa fundada em 1922 por Manuel Gonçalves da Vitória, seu irmão João Gonçalves Vitória Machado e a esposa deste, Anunciação de Jesus Gomes. A fábrica terá começado a produção no ano seguinte mas a empresa acabaria por ser dissolvida em 1930.

 

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publicado por blogdaruanove às 07:01

Setembro 01 2023

 

Pequena estatueta em biscuit, com cerca de 13,2 cm. de altura, modelada por Armando Correia (1936-2008).

 

Vejam-se outras peças deste ceramista aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/tag/armando+correia.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 06:01

Setembro 01 2023

 

 

Jarra em faiança, com cerca de 20,6 cm. de altura, não assinada mas muito provavelmente produzida em França por um dos membros da célebre família Massier.

 

O formato vegetalista estilizado, com subtis reentrâncias modeladas no corpo da peça, o vidrado escorrido, a pasta cerâmica e as diversas tonalidades de verde são consistentes com a produção Massier.

 

Entre outras obras associadas à produção da família Massier, e à sua vasta influência nas técnicas e vidrados de diversos ceramistas europeus e americanos, veja-se uma peça de Jérôme Massier (1850-1926) aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/midsummer-nights-dreams-i-430852.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 05:30

Setembro 01 2023

 

Jarra em faiança, com cerca de 24,3 cm. de altura, da fábrica Aleluia, Aveiro.

 

Esta peça modernista apresenta decoração relevada, em conjunto com cinco detalhes acobreados a sobrepujar a sua base de cinco gomos, e um vidrado escorrido semi-mate que recorda o revestimento aplicado pela fábrica francesa Denbac (https://mfls.blogs.sapo.pt/tag/denbac) em alguma da sua produção.

 

Note-se a marca de fábrica, datável das décadas de 1960 ou 1970, que ainda não tinha sido catalogada, ou reproduzida, neste espaço.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 05:01

Setembro 01 2023

 

Travessa em faiança da fábrica Lusitânia, Lisboa, com cerca de 37,2 cm. de comprimento e 26 cm. de largura.

 

Esta peça foi essencialmente decorada a aerógrafo sobre o vidrado, com pequenos retoques à mão no olho, nas guelras e nas barbatanas deste peixe estilizado.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 04:01

Setembro 01 2023

  

 

Jarra em grés, com cerca de 14,6 cm. de altura, produzida em França por Gilbert Méténier (1876-d. 1940).

 

Entre as várias tonalidades de azul presentes nesta peça, predomina um azul que celebrizou esta oficina e se designou como azul de Gannat, a localidade onde Méténier produzia a sua cerâmica.

 

Embora as peças produzidas em Gannat tenham como imagem de marca um vidrado escorrido, que se encontrava na tradição cerâmica de vários centros oleiros, desde a Europa até ao Médio Oriente e ao Japão, e marcou muita da produção europeia do período Art Nouveau, a verdade é que, formalmente, muita da cerâmica de Méténier se pode inserir numa aproximação depurada ao gosto Art Déco.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 03:30

Setembro 01 2023

 

Pequeno prato de suspensão em faiança, com cerca de 13,1 cm. de diâmetro, produzido na fábrica Aleluia, Aveiro.

 

O motivo reproduz quatro das imagens icónicas da cidade de Aveiro – a ria, as pirâmides de sal, os remates de um dos cais e um barco moliceiro.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 03:01

Setembro 01 2023

 

Pequena jarra, com cerca de 17,4 cm. de altura e sem marca visível, de possível fabrico das Caldas da Rainha.

 

A decoração desta peça recorre a um processo de combinação de esmaltes, que evoca as guardas de papel jaspeado ou marmoreado de inúmeros livros do século XIX, também patente na produção cerâmica não vidrada da fábrica americana Niloak.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 02:01

Setembro 01 2023

 

 

Pequena jarra, com cerca de 9,8 cm. de altura, decorada com motivos alusivos a uvas e parras, em relevo, e produzida em Montières, Amiens.

 

Embora a fábrica Montières tenha sido fundada já em 1915, esta peça traduz ainda um espírito Art Nouveau, quer no seu formato e no tratamento do motivo vegetalista, quer na iridiscência do seu vidrado.

 

Veja-se outra jarra, e consultem-se mais alguns dados sobre esta oficina, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/the-twelve-days-of-christmas-viii-394823.

 

 

 

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publicado por blogdaruanove às 01:30

Setembro 01 2023

 

Caixa em porcelana da Sociedade de Porcelanas, Coimbra, produzida na década de 1960, ou inícios da década seguinte, com cerca de 11,2 cm. de diâmetro e 7,2 cm. de altura.

 

Apresenta apenas uma singela, mas sumptuosa, pintura a dourado sobre o fundo branco, destinada a realçar os relevos modernistas da decoração.

 

 

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Setembro 01 2023

 

 

O blog Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém completa hoje catorze anos de publicação.

 

A comemoração desta efeméride, que motivará trinta e sete publicações, vinte e cinco sobre cerâmica nacional e doze sobre cerâmica estrangeira, inicia-se com a imagem de um frasco para chá da FLS, com cerca de 16,8 cm. de altura.

 

Esta peça apresenta decoração floral estampada, à qual se sobrepôs pintura polícroma esmaltada. Uma vez que a pintura a esmalte se aplicou sobre o vidrado, esta peça documenta um problema decorrente do seu uso e bem característico de tal técnica sobre faiança – a degradação e progressiva escamagem da pintura, como se pode verificar na filetagem a azul.

 

Veja-se informação suplementar sobre este formato da FLS, e um outro frasco de chá, com diferente decoração, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/30308.html.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 00:01

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