Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 09 2013

 

Modelada por Leonel Cardoso (1898-1987), esta figura da série Bébé surge referenciada na tabela de Novembro de 1945 sob o número 403 e a designação "Figura de pequeno galucho", ao preço de 35$00.

 

Já na tabela de Maio de 1951 surge a 40$00, para "Côres Mates ou coloridos s/ ouro".

 

Fotografias da peça por Hector Castro, coleccionador e proprietário deste exemplar, a quem se agradece a cedência das imagens.

 


© MAFLS

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Dezembro 14 2012

 

Estatueta equestre representando D. Nuno Álvares Pereira (1360-1431), condestável de Portugal.

 

Integrando a série de cavaleiros medievais, esta peça surge registada pela primeira vez na tabela de Maio de 1960, sob o número 612/7, com a designação Figura D. Nuno Álvares Pereira, ao preço de 1.250$00 e, segundo o exemplar desta tabela existente no CDMJA, com o peso de 1.950 gramas.

 

No entanto, conforme referido anteriormente (http://mfls.blogs.sapo.pt/8294.html), a série era já comercializada desde 1956, ano em que foram publicados dois anúncios com a estatueta de D. João I (1357-1433; rei, 1385-1433).

 

Em 20 de Fevereiro de 1968, o aviso 2/68 do serviço interno da FLS veio alterar os preços destas figuras, e regista duas categorias para estas peças coloridas com ouro – a categoria A, a 1.500$00, e a categoria B, a 1.250$00.

 

Neste aviso apenas surgem registadas as dezassete figuras que constituem a série de cavaleiros medievais, todas com as duas categorias que, provavelmente, corresponderão a diferente quantidade de dourado, ou platina, na sua decoração, uma vez que não há notícia de diferentes tamanhos nas figuras desta série.

 

A tabela de Maio de 1979 regista ainda esta figura, sob o número 9630, ao preço de 4.036$50.

 

A marca desta estatueta encontra-se incisa na pasta, pelo que a sua imagem, cujo contraste é difícil de obter, não se reproduz aqui.

 

Fotografias da peça por Hector Castro, coleccionador e proprietário deste exemplar.

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Dezembro 06 2012

 

Figura em barro Parian, com cerca de 22,2 cm. de altura, representando um guerreiro espartano.

 

A peça aqui reproduzida surgia já na tabela de Maio de 1960, sob o número 712 e a designação "Figura Soldado Grego", ao preço de 250$00. O exemplar desta tabela existente no CDMJA indica que peso desta peça é de 110 gramas. A tabela de Maio de 1979 ainda regista esta figura sob o número 9504, ao preço de 727$00, o mesmo preço de uma figura de soldado romano, número 9505, que entretanto havia sido também comercializada pel FLS.

 

Esta é uma das duas versões que se conhecem. Na outra versão, os calcanhares da figura encontram-se mais juntos, originando essa posição um ângulo agudo com abertura em direcção aos dedos dos pés. Nessa versão, o escudo apresenta ainda uma decoração estriada no rebordo.

 

Sendo uma estatueta que já existia em 1960, é muito provável que o seu original tenha sido modelado por Clariano Casquinha da Costa (n. 1929, activo na FLS durante as décadas de 1950 e 1960) ou Armando Mesquita (1907-1982).

 

Note-se a ausência da curta lâmina da espada que, tal como acontece em outras armas de figuras militares da FLS (http://mfls.blogs.sapo.pt/35956.html), seria em metal.

 

Este exemplar não ostenta também a representação em barro Parian das crinas, ou plumas, curvadas que rematam o capacete no modelo completo e aproximariam a sua altura total dos 24 centímetros.

 

 

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Março 17 2012

© MCS/CDMJA 

 

Detalhe de uma fotografia não datada, mas provavelmente da década de 1950, de uma das montras da loja da FLS na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

 

Esta imagem documenta seis estatuetas militares apeadas e sete equestres da série alusiva à Guerra Peninsular. Modeladas por Armando Mesquita (1907-1982), estas peças começaram a ser produzidas a partir de 1945 e muitas delas ainda constavam da tabela de 15 de Maio de 1979.

 

A maior colecção privada, conhecida, destas figuras militares da FLS — The Horward Collection — integra 31 estatuetas equestres e apeadas, que foram exibidas em 1989 na University Art Gallery, da Florida State University, por ocasião do bicentenário da Revolução Francesa.

 

Eis a lista dessas peças elaborada pelo próprio coleccionador americano, com o número de referência constante do catálogo de 1979 — 9600, Oficial de Caçadores 2; 9601, Soldado de Caçadores 2; 9602, Oficial de Infantaria 19; 9603, Soldado de Infantaria 19; 9604, Oficial de Infantaria 6; 9605, Soldado de Infantaria 6; 9606, Cabo Ordenança da 18. Brigada; 9607, Servente de Artilharia 1; 9608, Oficial Escocês; 9609, Soldado Escocês; 9610, Oficial de Infantaria Britânica; 9611, Soldado de Infantaria Britânica; 9612, Soldado de Caçadores Britânicos; 9613, Oficial do Regimento 14 de Dragões; 9614, Soldado Voluntário Reais do Comércio; 9615, Oficial do Regimento Scots Greys; 9616, Soldado da Legião de Alorna; 9617, Oficial do Regimento Life Guards; 9618, Oficial de Cavalaria 2; 9619, Oficial de Cuirassier; 9620, Oficial Colonel General; 9621, Oficial La Grande Armée; 9622, Oficial Colonel; 9637, Soldado da Leal Legião Lusitânia; 9639, Soldado do Regimento do Conde de Lippe; 9640, Oficial do Regimento do Conde de Lippe; 9641, Soldado Tambor do Regimento de Infantaria de Campo Maior; 9643, Oficial do Conde de Lippe a Pé; 9644, Oficial Rifle Brigade; [408-A], Soldado de Caçadores 7; [735?], Sargento do Regimento do Conde de Lippe.

 

Segundo declarações do mesmo, os exemplares que integram a sua colecção foram adquiridos entre 1967 e 1984, estando os dois últimos indicados com o número de referência da tabela de 1960 por já não constarem da de 1979. Nesta tabela de 1979, as figuras apeadas surgem a 700$00 e as figuras equestres a 1.750$00, surgindo ainda estatuetas equestres da série medieval a 4.036$50.

 

As quinze figuras da série Guerra Peninsular já apresentadas nesta espaço, 14 das quais do acervo do Museu Leonel Trindade, em Torres Vedras, podem ser vistas aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/militaria.

 

A reprodução desta fotografia é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

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Fevereiro 23 2011

 

 

Fotograma retirado do documentário reproduzido abaixo, elaborado, a partir de diversas fotografias e reportagens televisivas, pela secção concelhia de Loures do Bloco de Esquerda, onde se ilustram diversas fases de produção da fábrica, bem como movimentações operárias, sindicais, administrativas e judiciais do período final da empresa.

 

Entre os inúmeros registos de imagens dos trabalhadores e da fábrica, surgem também registos (aos 3:16 e 3:53) do administrador Diamantino Monteiro Pereira, assassinado em Dezembro de 1982 por um alegado comando do grupo de extrema-esquerda FP-25, e fugazes registos (respectivamente aos 3:53 e 5:44) de Clive Gilbert, último dono e administrador da FLS, e do consagrado fotógrafo Eduardo Gageiro (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/eduardo+gageiro).

 

 

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Janeiro 18 2011

 

Bilhete postal editado na primeira década do século XX pelo Museu de Artilharia, actual Museu Militar.

 

Compare-se o manequim número 4 com a estatueta da FLS de um soldado de Infantaria 6, reproduzida em: http://mfls.blogs.sapo.pt/46444.html.

 

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Janeiro 10 2011

 

Estatueta apeada modelada por Armando Mesquita (1907-1982), representando um coronel de Infantaria 19, em uniforme de 1806.

 

Exemplar do acervo do Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras.

 

Este regimento tomou parte nas batalhas do Buçaco, a 27 de Setembro de 1810, Fuentes de Oñoro, a 5 de Março de 1811, Salamanca, a 22 de Julho de 1812, Vitoria, a 21 de Junho de 1813, Pirinéus, entre 28 e 30 de Junho de 1813, Nivelle, a 10 de Novembro de 1813, Nive, a 9 de Dezembro de 1813, e Orthez, a 27 de Fevereiro de 1814.

 

Interveio também nos combates do Buçaco, a 28 de Setembro de 1810, da Ponte de Valladolid, a 28 de Outubro de 1812, de Huerba e San Muñoz, a 17 de Novembro de 1812, de Alturas de Zarza, a 31 de Julho de 1813, de Echalar, a 2 de Agosto de 1813, de Zagaramurdi, a 13 e a 31 de Agosto de 1813, e Hastingues, a 23 de Fevereiro de 1814.

 

Participou ainda nos sítios da praça de Badajoz (segundo), desde 19 de Maio a 17 de Junho de 1811, da praça de Ciudad Rodrigo, desde 7 a 19 de Janeiro de 1812, e do forte do Retiro, em Madrid, entre 11 e 13 de Agosto de 1812.

 

Finalmente, interveio nos assaltos ao forte de S. Cristóvão de Badajoz, a 1 e 6 de Junho de 1811.

 

Na época, o Regimento de Infantaria 19 encontrava-se aquartelado em Cascais, onde recolheu a 29 de Agosto de 1814. Actualmente, este regimento encontra-se aquartelado em Chaves onde, na época da Guerra Peninsular, se encontravam estabelecidos o Regimento de Infantaria 12 e os Regimentos de Cavalaria 6 e 9.

 

 

PLANTA DA BATALHA DO NIVELLE em 10 de Novembro de 1813.

 

De acordo com a já referida obra de Luz Soriano, na época da Guerra Peninsular existiam vinte e quatro regimentos de Infantaria em Portugal, com os seguintes números e aquartelamentos – 1, em Belém, Lisboa, 2, em Lagos, 3, em Guimarães, 4, em Lisboa, 5, em Elvas, 6, no Porto, 7, em Setúbal, 8, em Castelo de Vide, 9, em Viana do Castelo, 10, em Santarém, 11, em Viseu, 12, em Chaves, 13, em Lisboa, 14, em Tavira, 15, em Braga, 16, em Lisboa, 17, em Elvas, 18, no Porto, 19, em Cascais, 20, em Abrantes, 21, em Valença, 22, em Leiria, 23, em Almeida, e 24, em Bragança.

 

Entre 1808 e 1814 os efectivos desses regimentos registaram os seguintes números totais – 29.122 em 1808, 32.925 em 1809, 36.356 em 1810, 34.999 em 1811, 37.417 em 1812, 35.226 em 1813 e 35.352 em 1814.

 

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Dezembro 29 2010

 

Estatueta apeada modelada por Armando Mesquita (1907-1982), representando um oficial inglês do 52.º Regimento (Officer, 52nd Regiment).

 

Exemplar do acervo do Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras.

 

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Dezembro 15 2010

 

Estatueta apeada modelada por Armando Mesquita (1907-1982), representando um soldado inglês do 23.º Regimento (Private, 23rd Regiment).

 

Exemplar do acervo do Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras.

 

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Novembro 27 2010

 

Estatueta apeada modelada por Armando Mesquita (1907-1982), representando um oficial de Caçadores 2, em uniforme de 1810.

 

Exemplar do acervo do Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras.

 

O Batalhão de Caçadores 2 esteve empenhado nas batalhas do Buçaco, a 27 de Setembro de 1810, de Fuentes de Oñoro, a 5 de Março de 1811, de Salamanca, a 22 de Julho de 1812, de Vitoria, a 21 de Julho de 1813, dos Pirinéus, entre 28 e 30 de Julho de 1813, de Nivelle, a 10 de Novembro de 1813, de Nive, a 9 de Dezembro de 1813, e de Orthez, a 27 de Fevereiro de 1814.

 

Participou também nos combates de Riobena, a 20 de Outubro de 1812, da ponte de Valladolid, a 28 de Outubro de 1812, de Huerba e San Muñoz, a 17 de Novembro de 1812, de Alturas de Zarza, a 31 de Julho de 1813, de Echalar, a 2 de Agosto de 1813, de Zugaramurdi, a 13 de Agosto de 1813, de Hastingues, a 23 de  Fevereiro de 1814, e Blaye, a 5 de Abril de 1814.

 

Interveio ainda nos sítios da Praça de Badajoz (segundo), entre 19 de Maio e 17 de Junho de 1811, da Praça de Ciudad Rodrigo, entre 7 e 19 de Janeiro de 1812, e do Fuerte del Retiro, em Madrid, entre 11 a 13 de Agosto de 1812.

 

Finalmente, refira-se que este batalhão tomou parte no assalto à Praça de Ciudad Rodrigo, a 19 de Janeiro de 1812.

 

PLANTA das OPERAÇÕES Á VOLTA DE BAYONNA desde Dezembro de 1813 a Fevereiro de 1814 e Batalha de 10 de Dezembro de 1813.

 

De acordo com a já referida obra de Luz Soriano, na época da Guerra Peninsular existiam doze batalhões de Caçadores em Portugal, com os seguintes números e aquartelamentos – 1, em Portalegre, 2, em Tomar, 3, em Vila Real, 4, em Penamacor, 5, em Miranda do Douro, 6, em Penafiel, 7, na Guarda, 8, em Trancoso, 9, em S. Pedro do Sul, 10, em Aveiro, 11, na Feira, e 12, em Ponte de Lima.

 

Entre 1808 e 1814 os efectivos desses batalhões registaram os seguintes números totais – 3.335 em 1808, 3.355 em 1809, 3.878 em 1810, 7.913 em 1811, 7.968 em 1812, 7.074 em 1813 e 6.352 em 1814.

 

Ainda de acordo com Luz Soriano, no final da guerra este Batalhão regressou ao seu aquartelamento a 19 de Agosto de 1814.

 

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