Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Outubro 29 2011

© MCS/CDMJA 

 

Fotografia reproduzindo a escultura de uma corça em estilo Art Déco, formato 298, já aqui apresentada anteriormente (http://mfls.blogs.sapo.pt/16873.html).

 

Este modelo foi produzido pela FLS entre, pelo menos, 1945 e 1960, pois surge nas tabelas de preço desses anos.

 

A reprodução desta fotografia é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Setembro 01 2011

 

Completam-se hoje dois anos de publicação do espaço Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

Um momento adequado para agradecer às pessoas e instituições que, além de visitarem estas páginas, têm enriquecido o espaço com a partilha de imagens dos seus arquivos, e colecções, e a partilha de conhecimentos nos seus comentários.

 

A peça escolhida para hoje é uma base de candeeiro com vidrado mate, formato geométrico e figuras femininas.  

 

Surge, contudo, catalogada na tabela de 1945, sob o número 28, como "Jarra quadrada n.° 3", ao preço de 88$00 para "Colorido s⁄ouro".

 

Já não é referida na tabela de 1960, pelo que este modelo adaptado como base de candeeiro, com orifício lateral de origem, corresponderá certamente às peças Art Déco recriadas com vidrado mate durante a gestão de Clive Gilbert (n. 1938).

 

A jarra formato 28 é um paradigma das melhores jarras produzidas em estilo Art Déco pela FLS, juntamente com os formatos 29 (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/modelo+29) e 30 (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/modelo+30).

 

Ver outros exemplares com vidrado mate aqui http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/vidrado+mate.

 

 

© MAFLS

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Julho 16 2011

 

Figura em faiança, com vidrado semi-mate, apresentando incisa, na base, a inscrição CLEARTE / LUANDA. Encontrando-se sob o vidrado, a inscrição não permite apresentar uma fotografia satisfatória. 

 

Não foi possível encontrar qualquer referência a esta oficina angolana, partindo-se do pressuposto que esta peça terá sido produzida antes de 1975. Existe ainda a possibilidade de a designação Clearte se referir a uma empresa que apenas comercializasse o produto e não a uma fábrica.

 

Foi também colocada de parte a hipótese de esta peça ter sido produzida pela fábrica brasileira Cerâmica Luanda, pois a mesma, além de não ser conhecida por comercializar figuras ou estatuetas, utiliza uma pasta de barro vermelho.

 

A designação Clearte poderá combinar uma corruptela da expressão china clay, em português vulgamente pronunciada e escrita como "chinaclé", que denomina uma pasta comercializada para a produção artesanal de porcelana tipo biscuit.

 

Sabe-se que esta china clay, uma pasta que não necessita de ser cozida, era utilizada com frequência em Luanda, pelos menos durante as décadas de 1960 e 1970, para diversos trabalhos cerâmicos artesanais.

 

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publicado por blogdaruanove às 21:01

Junho 18 2011

 

Jarra em faiança da fábrica Aleluia, Aveiro, com a decoração 713-B aplicada sobre um vidrado rosa semi-mate.

 

Trata-se de uma peça que terá sido produzida em finais da década de 1950, princípios da década de 1960.

 

Sabe-se que as peças com a decoração x261-AA foram produzidas em 1955 (como o cinzeiro apresentado aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html), ano em que se comemorou o cinquentenário da fundação da fábrica.

 

 

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Junho 12 2011

 

Remate de fonte com repuxo, com cerca de 18,5 x 20 cm., em faiança da Fábrica de Sant'Anna, Lisboa (http://www.santanna.com.pt/).

 

Evocativa da herança cerâmica de Bordalo Pinheiro e das peças características das Caldas da Rainha, esta figura apresenta um vidrado semi-mate recoberto a óxidos metálicos muito pouco comum em Portugal e bastante invulgar na produção desta oficina.

 

Com vidrado mate algo similar, mas sem quaisquer óxidos, na produção industrializada da cerâmica portuguesa conhecem-se algumas peças de Sacavém, particularmente uma peça depositada no Museu Nacional do Azulejo (http://mnazulejo.imc-ip.pt/), que actualmente não se encontra em exibição, bem como uma pequena figura já aqui reproduzida (http://mfls.blogs.sapo.pt/23843.html).

 

 

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Janeiro 09 2011

 

Jarra em faiança da fábrica Gal, moldada em relevo, com decoração a aerógrafo sobre o vidrado.

 

Note-se como a decoração em relevo evoca a gramática decorativa das jarras em vidro concebidas por René Lalique (1860-1945).

 

Actualmente desconhecida da maioria dos coleccionadores, a fábrica de Faianças Gal teve uma existência efémera durante a década de 1930. Fundada a 27 de Junho de 1935, a empresa registou a sua dissolução a 20 de Dezembro de 1937.

 

A fábrica localizava-se na Rua Alves Torgo, 279, em Lisboa, sendo o seu capital constituído por 30.000$00, divididos equitativamente por António Geraldes, Horácio Canto de Oliveira e José Canto de Oliveira. A quota de António Geraldes incluía maquinaria e equipamento de pintura para perfazer os 10.000$00.

 

Ultimamente, a memória desta empresa foi recuperada na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos EUA em 2005, que exibiu um bule modernista da sua produção, número 223/39, com decoração geométrica aerografada a verde e castanho, também sobre o vidrado.

 

Os raros exemplares desta fábrica que hoje são conhecidos apresentam, aliás, duas características comuns. Uma de origem – a decoração aerografada sobre o vidrado, outra decorrente da sua antiguidade e do uso − o grande desgaste da pasta, que é bastante mole e muito propícia a gerar diversas esbeiçadelas.

 

 

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Setembro 05 2010

 

Conjuntamente com a Aleluia, de Aveiro, e a Fábrica de Loiça de Sacavém, a Secla, das Caldas da Rainha, foi uma das grandes empresas inovadoras do design cerâmico português no início da segunda metade do século XX.

 

Essa inovação teve grande impulso, inicialmente, com o Estúdio Secla, onde durante as décadas de 1950 e 1960 trabalharam artistas como Alice Jorge (1924-2008), António Quadros (1933-1994), Hansi Staël (1913-1961), Herculano Elias (n. 1932 cf. http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2009/04/08/mestre-herculano-elias-abre-galeria/), José Aurélio (n. 1938), José Santa-Bárbara (n. 1936), Júlio Pomar (n. 1926), e Thomaz de Mello, Tom (1906-1990), e posteriormente com Ferreira da Silva (n. 1928) e uma outra oficina por si desenvolvida e familiarmente designada como O Curral.

 

 

Para além da cerâmica de autor, a fábrica Secla desenvolveu notável cerâmica de produção industrial e comercialização corrente, facto que justificou uma larga e bem-sucedida exportação para inúmeros mercados internacionais, entre os quais se contava o mercado dos E. U. A.

 

Com antecedentes empresariais que remontavam a 1944, a SECLA – Sociedade de Exportação e Cerâmica, Limitada, foi estabelecida por escritura pública de 18 de Dezembro de 1946, apresentando então um capital social de 200.000$00, assim dividido: Fernando da Ponte e Sousa, 60.000$00; Joaquim Alberto Costa Pinto Ribeiro, 50.000$00; Américo Castro Arez, 30.000$00; Fernando Carneiro Mendes, 30.000$00, e Vitorino Augusto da Costa Vinagre, 30.000$00.  

 

Apesar de ainda ser possível consultar o seu site (http://www.secla.pt/), a SECLA acabou por encerrar em 2008.

 

 

A taça aqui apresentada foi executada por Hansi Staël cerca de 1954-55, constituindo um dos mais notáveis exemplos da produção da autora e da fábrica. Trata-se, muito provavelmente, de um exemplar único.

 

Uma peça similar a esta foi reproduzida na capa do livro A Nova Cerâmica das Caldas (1989), de Alberto Pinto Ribeiro (1921-1989), designer e responsável pela fábrica Secla, sendo posteriormente exibida na exposição Estúdio Secla: Uma renovação na cerâmica portuguesa, realizada em 1999 no Museu Nacional do Azulejo.

 

 

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Agosto 23 2010

 

Cinzeiro formato número 490, em pasta beige com escultura de uma raposa e decoração a dourado sobre o vidrado mate. Na base apresenta a inscrição, também a dourado, " 7 – 4 / Lembrança de Casamento / [1]951".

 

Note-se que as letras de inspiração gótica, para a inscrição personalizada, eram já utilizadas para esse fim na década de 1930, conforme se pode observar em: http://mfls.blogs.sapo.pt/8186.html.

 

Veja-se uma variante sem inscrição aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/32906.html.

 

 

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Fevereiro 10 2010

 

Cinzeiro em pasta beige com escultura de uma raposa e decoração a dourado sobre o vidrado mate.

 

Esta peça surge na tabela de Novembro de 1945 sob o número 490, "Cinzeiro f.to Raposa", ao preço de 32$50 para "Colorido s/ ouro" e 39$00 para "Colorido c/ ouro". A referência é manuscrita, pelo que a peça será de produção posterior a  esta data. Na mesma tabela surge ainda a seguinte indicação, impressa: "As louças cheias a ouro ou prata têm o aumento de 300% sôbre os preços de colorido s/ ouro."

 

Já na tabela de 1951, surge sob a designação "Cinzeiro Raposa" ao preço de 37$00 para "Côres Mates ou coloridos s/ ouro" e 45$00 para "Coloridos c/ ouro". Na tabela de Maio de 1960 surge com designação "Cinzeiro formato Raposa", ao preço de 37$00 para "Branco colorido s/ ouro", 45$00 para "Vidros cores s/ dec. Branco col. c/ ouro Pint. mod. s/ ouro", 65$00 para "Pintura Quinta s/ ouro", e 90$00 para "Azul Sèvres com ouro".

 

O exemplar desta última tabela existente no CDMJA refere que o peso da peça é de 200 gramas.

 

 

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Janeiro 22 2010

 

 

Taças para caldo, com vidrado beige mate.

 

Duas outras taças de formato semelhante (note-se a diferença no rebordo), mas com decoração distinta, foram já reproduzidas anteriormente. Uma com decoração policromada e vidrado brilhante, datada de 1954 (http://mfls.blogs.sapo.pt/4781.html), e outra com decoração a ouro e vidrado também beige mate (http://mfls.blogs.sapo.pt/20255.html).

 

 

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publicado por blogdaruanove às 13:09

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