Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 03 2016

 

Pequena caixa em porcelana lapidada da VA, concebida pela designer Diana Borges (datas desconhecidas).

 

Para além das três peças que integram a série Plissé (http://red-dot.de/pd/online-exhibition/work/?lang=en&code=04-03248-2015&y=2015&c=181&a=0), também o serviço de mesa Orquestra (http://red-dot.de/pd/online-exhibition/work/?lang=en&code=04-05173-2015&y=2015&c=181&a=0) da VA recebeu galardão semelhante em 2015.

 

Diana Borges concluiu a sua licenciatura em Design de Comunicação e Técnicas Gráficas, em 2005, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Portalegre, tendo depois ingressado na SPAL, onde criou um conjunto, denominado Blue Rain, que também foi distinguido no concurso Design Plus 2010 (http://dbdesign.blogs.sapo.pt/780.html).

 

 

O Red Dot Design Award (http://en.red-dot.org/71.html) é concedido anualmente pelo Design Zentrum Nordrhein Westfalen, sedeado em Essen, na Alemanha, a objectos e projectos enquadráveis em trinta e uma diferentes categorias. Para o galardão de 2015 o painel de jurados foi constituído por vinte elementos, das mais diversas nacionalidades.

 

Como se pode verificar pela imagem apresentada abaixo, a série Plissé, quanto ao seu formato, evoca claramente caixas semelhantes da série Sarastro, lançada pela fábrica alemã Rosenthal e celebrizada pela sumptuosa decoração alusiva à ópera Die Zauberflöte, de Mozart (1756-1791), concebida pelo dinamarquês Bjørn Wiinblad (1918-2006).

 

 © Rosenthal

 

A grande inovação da série Plissé é a conjugação da tradicional técnica cerâmica com a intervenção dos lapidadores da Atlantis, resultando em peças que aliam uma exaustiva intervenção característica da indústria vidreira a um design onde os efeitos escultóricos são acentuados pela alternância de luz e sombra resultante do relevo da lapidação. 

 

A combinação das técnicas cerâmicas e vidreiras passou a ser aplicada na produção da VA quando a Atlantis integrou o grupo, havendo no início deste século sido lançadas já duas jarras globulares, uma com fundo negro, outra com fundo branco, onde a aplicação de dois círculos lapidados, não concêntricos e de diferente diâmetro, constituía o principal motivo decorativo das mesmas.

 

 

© MAFLS

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Dezembro 24 2015

 

No ano em que a SPAL comemora o seu cinquentenário, assinala-se esta quadra natalícia apresentando o pequeno prato, com cerca de 11,9 cm. de diâmetro, desenvolvido pela empresa para as suas ofertas institucionais.

 

Aproveita-se ainda a oportunidade para formular as habituais saudações a quem visita este espaço, em geral, e, em particular, a todas as companheiras e todos os companheiros que promovem a divulgação cerâmica na blogosfera.

 

Para todos, votos de Festas Felizes e excelente Ano Novo!

 

 

© MAFLS

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Outubro 18 2015

 

Em cima, conjunto de bule, chávena de café e pires, em porcelana da Vista Alegre, com decoração floral estilizada ao gosto Pop Art característico das décadas de 1960 e 1970.

 

Em baixo, bule e chávena de chá com o mesmo formato mas diferente decoração.

 

Conjuntamente com outros formatos lançados também na década de 1960, nomeadamente Primavera (http://mfls.blogs.sapo.pt/149941.html) e Solteirinha (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cxciii-294829), este constitui-se como paradigma das mais inovadoras propostas da VA nessa década e na seguinte, documentando uma contemporaneidade que se contrapõe aos modelos mais conservadores, quer de formatos quer de motivos, que a empresa viria a promover entre as décadas de 1970 e 1990.

 

 

Reproduz-se, de seguida, a contracapa da revista Modas e Bordados, número 3152, de 5 de julho de 1972, que, para além de publicitar a segunda loja da VA, também na zona do Chiado, em Lisboa, ilustra ainda duas outras decorações diferentes em bules com este mesmo formato.

 

 

As peças do primeiro conjunto apresentado neste artigo ostentam a marca VA correspondente ao período de 1947 a 1968, tal como o bule do segundo. No entanto, a chávena que acompanha este último apresenta a marca reproduzida abaixo.

 

Corresponde esta a uma variante do período 1968-1971, habitualmente não reproduzida nos diversos catálogos, livros e sites que divulgam registos históricos das marcas da empresa (http://vistaalegre.com/catalog/evolucaomarca.pdf).

 

A presente variante havia já sido registada anteriormente aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/265432.html.

 

 

© MAFLS

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Setembro 20 2015

 

Caixa em porcelana, com cerca de 10, 4 cm. de altura e 11,2 cm. de diâmetro maior, produzida pela Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Habitualmente designadas como guarda-jóias, as caixas deste género, que apresentavam diversos formatos e surgiam predominantemente em conjuntos de toucador em cerâmica ou vidro, mas também em exemplares isolados de estanho ou prata, ou outros materiais, tiveram particular divulgação durante  os segundo e terceiro quartéis do século XX.

 

A decoração deste exemplar apresenta uma exuberante gramática floral característica dos finais da década de 1960, e princípios da década seguinte, podendo padrões semelhantes, mais, ou menos, estilizados, ser encontrados em diversos tecidos estampados desse período.

 

 

© MAFLS

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Setembro 15 2015

 

Duas chávenas de café em porcelana, da fábrica checoslovaca Victoria, com imagens estampadas da Torre de Belém e da Praça do Comércio, em Lisboa.

 

Estas peças integram-se na tradicional produção de souvenirs, em vidro, cerâmica, ou ainda noutros materiais, destinados, a partir do século XIX, aos viajantes que seguiram a elitista e aristocrática tendência romântica do grand tour e se vieram a tornar em meros touristes.

 

As chávenas ostentam, a dourado, os números 237, correspondente ao motivo da Praça do Comércio, e 274, correspondente ao motivo da Torre de Belém, tendo sido produzidas entre 1918 e 1939, muito provavelmente na década de 1920.

 

Como se sabe, a Checoslováquia foi um estado que existiu entre 1918 e 1992, período delimitado entre o final da I Grande Guerra e a democratização dos países do bloco do leste europeu.

 

Este último movimento seguiu-se à queda, em 1989, do Muro de Berlim, o qual havia sido instituído após o final da II Grande Guerra, e veio a originar a criação de dois estados independentes naquele território – a República Checa e a Eslováquia, em 1993.

 

 

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Julho 26 2015

 

Pequena taça promocional, com cerca de 9,9 cm. de diâmetro maior, em porcelana da SPAL.

 

Esta peça recente apresenta os nomes de diversos ceramistas e designers, nacionais e internacionais, que, ao longo das cinco décadas de existência da empresa, têm colaborado com a SPAL.

 

Para além de Mary Lou Goerzen (n. 1929), que já aqui foi referida (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccxlix-349090), nesta taça são também evocados Gerard [sic] Gullota (n. 1921), Stefanie Hering (n. 1967), Lauren Horwitz (datas desconhecidas), Martin Hunt (n. 1942), Carl Gustaf Jahnsson (n. 1935), António Mira (datas desconhecidas), Jack Prince (n. 1926), David [Douglas, marquess of] Queensberry (n. 1929), Rosaria Rattin (datas desconhecidas), Alda Tomás (n. 1970; cf. http://www.remadeinportugal.pt/default/designers/ver/ano/2012/id/5) e Rezzan Unver (datas desconhecidas). 

 

Nas últimas três décadas do século XX, o americano Gerald Gullota desenhou ainda peças de vidro e cristal para as fábricas de Alcobaça Crisal e Atlantis (https://www.brooklynmuseum.org/opencollection/artists/9806/Gerald_Gulotta), integrando esta última, actualmente, o grupo Vista Alegre Atlantis. 

 

 

A maioria destes artistas desenvolve criações para outras áreas do design e ainda para diversas outras fábricas de cerâmica, como o inglês Martin Hunt que criou o conjunto de taça e pires em porcelana, acima ilustrado, para a consagrada fábrica alemã Rosenthal.

 

Os nomes patentes nesta taça não esgotam, contudo, a totalidade dos artistas que durante o último meio século colaboraram com a SPAL. Entre os portugueses, por exemplo, conceberam motivos para as suas peças, encomendadas por outras instituições, Lima de Freitas (1927-1998) e João Machado (n. 1942), devendo notar-se que também o pintor Luís Pinto-Coelho (1942-2001) criou em 1988 o motivo Palácio de Anglona, cuja designação deriva do homónimo palácio madrileno onde residia, para um serviço distribuído pela empresa Braz & Braz (http://www.brazebraz.pt/). 

 

Ao longo destas cinco décadas, a SPAL desenvolveu ainda diversas criações personalizadas para inúmeras empresas e instituições, nacionais e internacionais, algumas delas já desaparecidas, como a Torralta.

 

Desenvolveu também vários serviços de bordo para os aviões da TAP, empresa que, no ano do seu septuagésimo aniversário, acaba de ser privatizada e tem uma exposição que lhe é consagrada no MUDE, Museu do Design e da Moda (http://www.mude.pt/).

 

 

A TAP encomendou diferentes peças a, pelo menos, seis fábricas portuguesas de cerâmica – Carvalhinho, Fábrica de Loiça de Sacavém (http://mfls.blogs.sapo.pt/13526.html), Faiart, Gresval, SPAL e Vista Alegre, sendo esta última aquela que actualmente fornece o seu serviço de bordo Top Executive.

 

A Vista Alegre forneceu também esse serviço entre 1962 e 1974, seguindo-se um período, entre 1974 e 1979, em que tal fornecimento foi assegurado quer pela SPAL quer pela VA. Foi ainda no primeiro destes períodos, em 1966, que a VA desenvolveu, para a TAP, oito travessas ilustrando outros tantos motivos diferentes com danças regionais.

 

Durante mais de vinte e cinco anos, contudo, o serviço de bordo foi assegurado em exclusivo pela SPAL, nomeadamente entre 1980 e 2006. Neste período, a SPAL apresentou dois conjuntos diferentes, um entre 1979 e 2001, outro entre 2002 e 2006.

 

Acima apresentam-se três das peças que integravam o conjunto utilizado a partir de 1979, numa simples mas elegante e luxuosa combinação de ouro e azul cobalto, ostentando já o novo logótipo da TAP que havia sido adoptado nesse mesmo ano.

 

 

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Julho 21 2015

 

Tal como já foi aqui referido, a escritura de constituição da SPAL foi lavrada a 21 de Julho de 1965.

 

A Sociedade de Porcelanas de Alcobaça teve como fundadoras as empresas Elias & Paiva, Lda., Olaria de Alcobaça, Lda., Raul da Bernarda & Filhos, Lda., e ainda Joaquim Augusto Coelho Ferreira da Bernarda.

 

O capital social de constituição ascendia a 9.000.000$00, estando distribuído pelas seguintes quotas – Elias & Paiva, Lda., 3.000.000$00; Olaria de Alcobaça, Lda., 3.000.000$00; Raul da Bernarda & Filhos, Lda., 2.100.000$00; e Joaquim Augusto Coelho Ferreira da Bernarda, 900.00000.

 

À data de constituição da sociedade apenas cinquenta por cento deste capital se encontrava realizado, tendo sido estipulado que os restantes quatro milhões e quinhentos mil escudos deveriam dar entrada na caixa social até 31 de Dezembro daquele ano.

 

 

Contrastando com o sóbrio e tristonho pin que a SPAL escolheu para assinalar o seu cinquentenário, o qual está ilustrado no início deste artigo, nada melhor do que reproduzir uma das suas decorações mais feéricas para sublinhar a habitual excelência da maioria da produção da empresa.

 

Em sintonia com tal contraste, intitula-se este motivo Paradoxo. Surge aqui ilustrado num conjunto de pires e chávena de café, peças que ostentam a versão IV desta decoração comercializada na década de 1990.

 

O motivo Paradoxo apresentava diferentes composições geométricas onde se inscreviam combinações cromáticas, semelhantes a esta, sumptuosamente complementadas a ouro.

 

Veja-se como a decoração desta série pode perfeitamente competir com alguns dos motivos das célebres Espresso Sammeltasse, no formato "Cupola" concebido por Mario Bellini (n. 1935), comercializadas também na mesma década pela conceituada fábrica alemã Rosenthal: http://www.rosenthal.de/en/shop/brands/studio-line-2-en/gifts-and-accessories-en/espresso-collectors-cups-en/.

 

 

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Junho 28 2015

 

Pequena taça em porcelana, com cerca de 14,6 cm. de diâmetro maior e cerca de 6,1 cm. de altura, produzida na fábrica Artibus, de Aveiro.

 

Notem-se a tendência japonizante na decoração floral e os toques distintivos da sua cuidada produção na faixa dourada interior e nos retoques a esmalte branco em relevo.

 

Esta última característica pode ser encontrada, no princípio do século XX, em diversas peças da FLS estampadas em cromolitografia, momedamente em pratos decorativos, apresentando algumas deles, também, motivos japonizantes (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/gueixa).

 

 

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Maio 31 2015

 

A propósito do ano em que decorrem as comemorações do cinquentenário de fundação da SPAL, cuja escritura de constituição foi lavrada a 21 de Julho de 1965, apresentam-se hoje dois pratos da série Watercolors, comercializada a partir de 1981, com decoração floral aplicada sobre o vidrado.

 

Acima, um motivo intitulado Hillside, abaixo um motivo intitulado Trillium (Trillium Grandiflorum).

 

Note-se como este último evoca claramente algumas das composições florais da consagrada pintora norte-americana Georgia O'Keeffe (1887-1986), podendo algumas das suas pinturas com temática semelhante ser vistas aqui: http://www.okeeffemuseum.org/natural-and-still-life-forms.html.

 

Como se verifica pelo texto complementar das marcas reproduzidas abaixo, estes motivos foram criados pela, também norte-americana, artista Mary Lou Goertzen (n. 1929), que originalmente os executou em aguarela.

 

 

Um documentário particularmente intimista sobre Mary Lou, e seu marido Ernie Goertzen (1926-2004), pode ser visto aqui: https://vimeo.com/28994730.

 

A partir dos 40m e 30s pode-se ouvir um relato sobre o contacto inicial estabelecido pela Block China Company, que durante as décadas de 1970 e 1980 encomendava as suas peças a fábricas da Alemanha, Portugal e Suíça, para convencer a artista a reproduzir as suas aguarelas em porcelana.

 

Além disso, pode-se observar também um exemplar de prato com o motivo Trillium, exemplares com diversos outros motivos, os decalques utilizados na produção cerâmica e diferentes formatos deste serviço.

 

Para além de Mary Lou Goertzen, muitos outros artistas e designers, nacionais e estrangeiros, colaboraram com a SPAL, directa ou indirectamente, desde a década de 1960.

 

Alguns deles serão aqui posteriormente referidos, em artigos a publicar durante o mês de Julho. 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Abril 18 2015

 

Cinzeiro quadrado em faiança fina de Viana, com cerca de 12 cm. de lado, produzido pela empresa Campos & Filhos e apresentando motivo pintado à mão com complementos a ouro. Na base, sob a marca, ostenta a assinatura, manuscrita, A. J. Ferreira e a data 1952.

 

Esta assinatura corresponde a António Joaquim Ferreira (n. 1925), que chegara à fábrica no início daquela década, onde passou a colaborar na secção artística, e viria a adoptar a assinatura António Joaquim nas telas que, inicialmente ainda em paralelo com a sua actividade na empresa, passaria a pintar e expôr com frequência a partir da década de 1960 (https://www.youtube.com/watch?v=fxwOKg8n3Ts).

 

Note-se como a opção monocromática aqui patente se afasta completamente da tradição policromática da produção vianense dos séculos anteriores  –  onde o morado, ou vinoso, única tonalidade que se aproxima desta, surgia pontualmente, e não reflecte aquela que hoje se identifica como sendo a opção monocromática, azul, característica das mais recentes décadas de produção da louça de Viana. 

 

   António Joaquim Ferreira em 2010.

 

Fundada em 1774, e laborando já no ano seguinte, a primitiva fábrica de Viana viria a encerrar em 1855. Matos Reis, na já referida obra A Louça de Viana (2003), estabelece três períodos para a sua produção – 1774-1793, 1793-1829 e 1829-1855, períodos que se caracterizaram quer pela produção de faianças decoradas exclusivamente a azul, e menos frequentemente a morado, quer por outras combinações cromáticas onde predominavam o amarelo, o azul, o laranja, o morado e o verde.

 

Ainda a propósito da obra de Matos Reis, refira-se que o deslize patente na sua inacreditável e injustificável afirmação – "A produção de porcelana inicia-se em Sacavém por volta de 1830 e, sob a direcção de James Gilman, atinge a perfeição nos meados do século", não deve deixar-nos desconfiados sobre todos os restantes conteúdos de uma obra que, na generalidade, se apresenta como fidedigna e fundamental para a historiografia da cerâmica de Viana e do Minho.

 

A produção de louça artística, decorativa e doméstica viria a ser retomada industrialmente, por entre algumas tentativas malogradas, em finais da década de 1940, período de que se conhecem algumas peças em faiança, nomeadamente jarras moldadas, com a marca manuscrita, a preto, L. V. Viana.

 

Mas seria a partir de 1948, com a empresa Campos & Filhos, de Aveiro, e com a sua produção, nas instalações da Meadela, desta pasta de faiança fina, um grés feldspático não poroso, que a louça de Viana viria a reconquistar o seu anterior prestígio e a manter um nível de qualidade que perdurou até final do século XX e ainda hoje, apesar dos diversos percalços empresariais, produtivos, e comerciais, preserva a sua aura.

 

  Guido Andlovitz

 

Finalmente, note-se ainda como a cor escolhida para este cinzeiro se aproxima de outra opção monocromática já aqui ilustrada num frasco de chá produzido pela Artibus (http://mfls.blogs.sapo.pt/144303.html) e o motivo, lembrando os innamorati não mascarados da Commedia dell'Arte, apresenta uma gramática semelhante à que Guido Andlovitz (1900-1971) desenvolveu, entre 1923 e 1961, para algumas das suas criações e representações humanas na Società Ceramica Italiana di Laveno.

 

Como se sabe, a Vista Alegre lançou para as suas peças em porcelana, ainda na década de 1990, uma decoração denominada Viana (http://myvistaalegre.com/pt/viana-dinner-set-70-pieces-pf024350-pt), que celebra o amarelo e o azul como as cores por excelência da produção vianense, embora na mesma época tenha utilizado também esta combinação cromática no motivo Castelo Branco (http://myvistaalegre.com/pt/castelo-branco-servico-mesa-70-pecas-pf057801-pt).

 

 

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