Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Dezembro 26 2015

  

    

 

Jarra em faiança da Cerâmica Bombarralense, Limitada, com cerca de 28,7 cm. de altura, pintada à mão sob o vidrado e apresentando impresso na pasta o número 220 que, como já foi referido, corresponderá ao seu formato.

 

Este exemplar vem confirmar uma tendência decorativa da empresa que, durante o seu curto período de apenas dez anos de laboração, parece ter privilegiado em algumas das jarras a utilização exclusiva do azul e do amarelo, conforme aqui se tinha observado anteriormente (http://mfls.blogs.sapo.pt/149743.html).

 

Já na loiça de mesa, também pintada à mão, conhecem-se diversas combinações cromáticas, particularmente nos pratos, onde surgem tonalidades de verde ou de castanho, o sangue-de-boi e o bordeaux.

 

 

© MAFLS

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Março 04 2012

 

Jarra em faiança da Cerâmica Bombarralense, Limitada, com cerca de 26,6 cm. de altura, pintada à mão sob o vidrado. O número manuscrito 136, que se encontra também impresso na pasta, parece corresponder ao formato e não ao motivo.

 

Estabelecida por escritura de 18 de Fevereiro 1944, que declara estar a C. B. L. "destinada ao fabrico de louça doméstica, artística e azulejos", tinha como seu capital inicial a quantia de 60.000$00.

 

De acordo com o Diário do Governo, de onde se retiraram as informações anteriores, o capital social da empresa estava distribuído por três parcelas de 20.000$00, em nome de José Luiz de Barros, Joaquim Amador Maurício e Jorge de Almeida Monteiro.

 

O grande dinamizador da fábrica foi este último, que exercia as funções de director técnico, e embora a produção se centrasse em modelos que evocavam gramáticas decorativas de outros séculos, como esta jarra ilustra, e insistisse num azul reminiscente daquele que se aplicava em Alcobaça, há notícia de a Cerâmica Bombarralense ter conseguido estabelecer durante algum tempo um núcleo experimental de cerâmica contemporânea, onde alguns ceramistas, escultores e pintores poderão ter criado, pontualmente, algumas peças.

 

Nesse período, Jorge de Almeida Monteiro terá recebido na empresa a visita de diversos artistas plásticos que então iniciavam a sua carreira, e haveriam de se consagrar posteriormente, como os pintores e gravadores Júlio Pomar (n. 1926; cf. http://www.cam.gulbenkian.pt/index.php?article=59984&visual=2&langId=1&ngs=1&back=P) e Alice Jorge (1924-2008; cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Alice_Jorge), e escultores e ceramistas com obra já reconhecida, como Maria Barreira (1914-2010) e seu marido, o bombarralense Vasco Pereira da Conceição (1914-1992; cf. http://vlapy.no.comunidades.net/index.php.).

 

Entre a sua fundação e cerca de 1948, e ainda no princípio da década seguinte, a Cerâmica Bombarralense contou também com o contributo do então jovem aprendiz Ferreira da Silva (n. 1928; cf. http://www.cidadeimaginaria.org/cer/FerreiradaSilva.pdf http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/ferreira+da+silva).

 

Segundo João B. Serra (http://www.cidadeimaginaria.org/cer/hcer.htm), a empresa acabou por encerrar em 1954, na sequência de um incêndio.

 

 

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Fevereiro 16 2012

 

 

 

De acordo com o Diário do Governo, por escritura de 11 de Março de 1946, a FLS procedeu a um novo aumento do capital social, de 2.000.000$00 para 3.000.000$00, estando a subscrição desse capital definida da seguinte forma:

 

"Evelyne Maria Howorth, 1.497.000$00; 

 Rupert Beswicke Howorth, 1.500$00;

 Herbert Gilbert, 1.422.000$00;

 Leland Gilbert, 75.000$00; e

 Laura de Moura Teixeira Gilbert, 4.500$00"

 

Com um total de 1.501.500$00, ficou assim estabelecida a posição maioritária da família Gilbert no capital da FLS. Este aumento de capital havia sido decidido na assembleia geral da empresa realizada em 28 de Dezembro de 1944.

 

© MAFLS

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