Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Dezembro 15 2012

 

Painel de azulejos da fábrica Ceres, Coimbra, exibindo uma figura feminina de inspiração neo-realista produzida na oficina de Vasco Berardo (n. 1933) durante a primeira metade da década de 1980.

 

Fundada em 1956, a empresa Ceres começou o seu declínio em finais do século passado, acabando a fábrica por encerrar em 2006. Esta ainda reabriu e retomou a sua produção em 2008, mas a insolvência da empresa veio a ser declarada em Março de 2010.

 

Vejam-se algumas fotografias das suas instalações abandonadas no site colectivo que melhor documenta a degradação do património português: http://www.lugaresesquecidos.com/forum/viewtopic.php?f=12&t=1464.

 

Vasco Berardo celebrizou-se também pela execução de diversos trabalhos no âmbito da medalhística, tendo criado a sua primeira medalha em 1971. Logo no ano seguinte, na sua deslocação ao Brasil por ocasião do sesquicentenário da independência, o destacado coleccionador Marcello Caetano (1906-1980; primeiro-ministro, 1968-1974) escolheu três conjuntos de medalhas alusivas aos signos do zodíaco, executadas por este artista, como presente oficial para as entidades brasileiras.

 

Ironicamente, em 1973 Vasco Berardo veio a ser o autor da medalha comemorativa do terceiro congresso da Oposição Democrática, que contestava o regime do Estado Novo, e posteriormente um dos primeiros artistas a executar uma medalha que celebrava a queda desse regime, ocorrida em 25 de Abril de 1974.

 

   

                                                

 

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Outubro 22 2011

 

 

 

Grande taça em porcelana da Vista Alegre, com cerca de 31,7 cm. de diâmetro, decorada sobre o vidrado.

 

Concebida em 2010 pela artista plástica Joana Vasconcelos (n. 1971; cf. http://www.joanavasconcelos.com/home.html), e intitulada La Tache, esta foi a quarta peça lançada pela VA no âmbito do projecto artistas contemporâneos.

 

A artista Joana Vasconcelos numa fotografia promocional da peça.

 

Ao contrário do que aconteceu com anteriores edições de cerâmica contemporânea da VA (cf. http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/20398.html), as peças deste projecto têm estado limitadas a formatos previamente existentes, sendo os artistas convidados apenas a conceber a decoração. 

 

Como se pode verificar, a taça reproduzida é a número 270 de uma edição alegadamente limitada a 500 exemplares. 

 

 

© MAFLS

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