Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Fevereiro 19 2017

 

Dois açucareiros em faiança da fábrica Secla, Caldas da Rainha.

 

Este formato, com o código P.2942, foi concebido cerca de 1970 pelo designer Joaquim Alberto Pinto Ribeiro (1921-1989), fundador e gerente responsável pela fábrica Secla, para um serviço de café.

 

Exemplares semelhantes estão ilustrados na página 109 do livro A Nova Cerâmica das Caldas (1989), da autoria do mesmo Alberto Pinto Ribeiro, e na página 131 do catálogo da exposição Estúdio Secla: Uma renovação na cerâmica portuguesa, realizada em 1999 no Museu Nacional do Azulejo.

 

 

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Março 10 2013

 

Açucareiro em formato não identificado com a inscrição CHÁ LIPTON sob o vidrado.


Estas peças, entre as quais se conhecem açucareiros, bules e chávenas com pires apresentando referências a outras marcas de chá, destinavam-se a ser oferecidas aos consumidores do respectivo produto mediante a aquisição de uma determinada quantidade do mesmo.


Como se sabe a marca Lipton ainda se encontra no mercado mundial (http://www.liptontea.com/), sendo os seus produtos também comercializados em Portugal (http://www.lipton.pt/gateway/).


Veja-se um bule, formato Hotel, com publicidade ao chá Licungo aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/152569.html, e dois artigos sobre o mesmo chá e similares peças da FLS aqui: http://garfadasonline.blogspot.pt/search/label/Ch%C3%A1%20Li-cungo.  


Vejam-se ainda dois artigos sobre a devoção ao chá Licungo aqui: http://entrelinhastortas.blogspot.pt/2009/05/chaleira.html, e aqui: http://entrelinhastortas.blogspot.pt/2009/05/licungo.html

 

 

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Janeiro 15 2013

 

Açucareiro, a que falta a tampa, com o motivo Estátua (Cavalinho) estampado a preto sob o vidrado.

 

Note-se a marca Real Fabrica de Sacavem associada à inscrição B. H. S. & C.ª, bem como a diferença desta gravura relativamente a uma outra do período da Real Fabrica que a terá antecedido na FLS: http://mfls.blogs.sapo.pt/209320.html.

 

Note-se ainda como, curiosamente, os açucareiros oitocentistas da FLS, e mesmo os do princípio do século XX, apresentam uma inesperada tendência para sobreviver sem a respectiva tampa.

 

 

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Dezembro 18 2012

 

Açucareiro decorado com pintura manual policromática, e dourado, sobre o vidrado.


Este modelo será posterior a 1950, pois o seu formato não se encontra representado no catálogo de Maio desse ano.


Um motivo semelhante a este foi também comercializado pela fábrica Elpa, de Alcobaça, sob o número 1283.


Veja-se um canjirão da FLS, com decoração semelhante a esta mas com o motivo floral dourado igual ao da Elpa, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/87682.html.

 

 

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Dezembro 08 2012

 

Açucareiro, a que falta a tampa, com o motivo Estátua (Cavalinho) estampado a preto sob o vidrado.

 

Note-se como a marca, habitualmente atribuída ao período 1863-1870, surge estampada a verde e apresenta ainda um fragmento de decoração semelhante à ramagem que se pode ver por cima do cavaleiro.

 

 

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Março 15 2012

 

Pequeno açucareiro, formato Hotel, em pasta azul.

 

 

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Setembro 05 2011

 

Açucareiro, a que falta a tampa, com decoração orientalizante estampada sob o vidrado.

 

As manchas que se observam no rebordo, na asa e no interior, correspondem a imperfeições da pasta que afloraram no vidrado. Note-se a aposição da marca Gilman Lda.

 

Duas chávenas com pires apresentando este motivo, mas sem marca nas chávenas, foram exibidas na exposição Porta Aberta às Memórias, segunda edição, realizada no MCS em 2009.

 

Esses exemplares apresentavam decoração policromada sobre o vidrado.

 

 

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Dezembro 28 2009

 

Açucareiro de bonecas com decoração Art Déco, número  944, pintada à mão sobre o vidrado.

 

Esta peça foi exibida na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005 nos E.U.A.

 

 

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Dezembro 18 2009

 

Açucareiro sem tampa, formato Coimbra, com a decoração número 733 a esmalte sobre o vidrado.

 

Note-se, uma vez mais, o problema decorrente desta técnica decorativa, a perda gradual de esmalte, e o claro gosto pela decoração floral Art Déco inspirada na obra de Clarice Cliff (1899-1972).

 

O formato Coimbra ainda não surgia na tabela de 1932, surgindo na de 1938 com peças para serviços téte-a-téte [sic], em pasta azul, verde ou marfim, e serviços de jantar, em pasta azul ou verde. O açucareiro, com capacidade de 1 decilitro e meio, surgia apenas no serviço tête-a-tête ao preço de1$20 para a classe I (sem decoração), 1$50 para a classe II (decoração sem ouro), 1$80 para a classe III (decoração com ouro),  2$20 para a classe IV (decoração fantasia) e 2$60 para a classse V (decoração extra), em qualquer uma das pastas.

 

Na tabela de 1949 os preços indicados eram os seguintes – 2$50 para as peças em branco, 3$00 para as peças da classe A (colorido s/ ouro), 3$50 para as peças da classe B (colorido s/ ouro) e 4$50 para as peças da classe C (colorido c/ ouro).

 

Uma vez que a decoração da peça reproduzida é manual, esta incluir-se-ia na classe IV de 1938 e na classe B de 1949. No entanto, este açucareiro apenas terá sido produzido a partir de 1946, ano em que a produção do formato Avenida, de que este motivo era exclusivo, foi descontinuada.

 

Esta peça foi exibida na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005 nos E.U.A.

 

 

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Outubro 27 2009

 

Açucareiro sem tampa, formato Coimbra, com decoração Art Déco, correspondente ao motivo número 772, pintada a esmalte sobre o vidrado.

 

 

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