Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Maio 30 2018

 

Entre os dias 1 e 3 de Junho de 2018 decorre em Alcobaça, no Mercado Municipal, o segundo fim-de-semana integrado na iniciativa Bom Dia Cerâmica.

 

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Abril 15 2018

 

Jarra, com cerca de 28,2 cm. de altura, em faiança da Arfai, Alcobaça.

 

Mais uma peça que ilustra a grande diversidade de revestimentos e vidrados aplicados nesta fábrica, desta vez num formato reminiscente, se ignorarmos a ausência de asas, dos clássicos cântaros.

 

Tal como acontece com todas as outras peças aqui anteriormente reproduzidas, e executadas na Arfai, esta jarra não ostenta a marca da fábrica, apresentando apenas a notação, manuscrita, P2 na base.

 

 

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Abril 07 2018

 

Pequena jarra, com decoração pintada à mão, em faiança da OAL, Olaria de Alcobaça.

 

 

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Março 04 2018

 

Pequeno cachepot, com cerca de 12,5 cm. de altura e 12,8 cm. de diâmetro máximo, em faiança da fábrica Raúl da Bernarda, Alcobaça.

 

Note-se como, partindo do padrão tradicional de recorte triangular que surge na base, se desenvolve nesta peça um conjunto floral de gramática essencialmente pós-modernista.

 

O motivo apresentado aqui pelo artista norte-americano Ken Cornet (1942-2015) insere-se claramente na tendência de outros motivos florais pós-modernistas, como os desenvolvidos pelo designer neerlandês Maarten Vrolijk (n. 1966), um dos quais, aplicado num notável conjunto de chávena e pires da fábrica alemã Rosenthal comercializado também na década de 1990, tal como este cachepot, pode ser visto aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/110967.html.

 

 

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Fevereiro 18 2018

 

Duas jarras em faiança produzidas na fábrica Arfai, em Alcobaça.

 

Tal como acontece com outras peças da Arfai já aqui apresentadas, que a empresa faz questão de sublinhar não serem exemplares comercializados por si, a primeira jarra, com cerca de 20,8 cm. de altura, apenas apresenta uma etiqueta de papel, obviamente ostentando referências relativas à catalogação interna de produção.

 

Note-se, contudo, como a legendagem não se encontra em Português e como são também atribuídos créditos criativos à IGM. A segunda jarra, reproduzida em baixo e com cerca de 30,4 cm. de altura, não apresenta qualquer marca ou etiqueta.

 

 

Estas duas peças ilustram a pluralidade de revestimentos e vidrados que, em conjunto com os seus inúmeros formatos, caracterizam a excelente produção da Arfai.

 

Ilustram, ainda, o craquelé natural que esta faiança, submetida a tão diversificados e múltiplos revestimentos, desenvolve algo prematuramente em consequência das diferentes contracções e expansões, assíncronas, das pastas e dos vidrados. 

 

Como já foi referido, pode-se consultar o site da empresa aqui: http://www.arfaiceramics.com/index.php.

 

 

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Janeiro 07 2018

 

Jarras em faiança, com cerca de 20,4 cm. e 11,7 cm. de altura, produzidas na fábrica Arfai, Alcobaça.

 

Não apresentando qualquer marca, e provavelmente destinados à exportação, estes dois modelos documentam, já no dealbar do século XXI, um revivalismo da centenária gramática Art Nouveau e a preferência por um vidrado verde semi-mate característico também de alguma produção internacional desenvolvida, à época, nesse estilo, nomeadamente em fábricas como a sueca Gustafsberg e as norte-americanas Rookwood e Teco.

 

Evocativas de certas formas vegetais, mas sugerindo também, inequivocamente, formas fálicas, estas jarras recordam ainda, no que respeita a esta última característica, um modelo, o número 326, produzido, há cerca de cem anos, pela fábrica francesa Rambervillers. 

 

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Dezembro 24 2017

 

Pequeno prato, em porcelana da SPAL, comemorativo do Natal de 2003.

 

 

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Dezembro 10 2017

 

Jarra modular Double, em faiança e cortiça e com cerca de 32,5 cm. de altura, produzida pela Arfai, de Alcobaça.

 

Fundada em 1992, como simples empresa de comercialização de produtos cerâmicos, a Arfai iniciou em 1995 a sua própria produção. Actualmente afirma-se como uma das indústrias cerâmicas portuguesas que assegura produção decorativa de alta qualidade, a nível da pasta de faiança fina, dos vidrados e revestimentos e do design.

 

As excelentes peças da Arfai, contudo, beneficiariam da opção em reproduzir criações noutra pasta cerâmica mais resistente, como o barro vermelho duro ou o grés, pois a sua faiança fina revela-se demasiado frágil para um manuseamento intenso ou algo mais despreocupado.

 

Apesar dessa limitação técnica, grande parte da sua produção destina-se actualmente à exportação.

 

 

A Arfai tem colaborado com outras empresas do sector, como a Jomazé, na produção dos inúmeros modelos que cria e comercializa.

 

Uma vez que muita da sua produção se destina à exportação, nao é raro encontrar peças da Arfai sem qualquer marca, ou apresentando exclusivamente etiquetas em papel, ou, ainda, marcas de outras empresas estrangeiras, como a que se reproduz abaixo.

 

As interessantes peças da Arfai voltarão a ser reproduzidas neste espaço, mas entretanto pode-se consultar o site da empresa aqui: http://www.arfaiceramics.com/index.php.

 

 

Jarra, com cerca de 17,8 cm. de altura, produzida na Arfai para a marca dinamarquesa Knabstrup Keramik.

 

Esta jarra, integrando uma série denominada Anna (cf. https://knabstrup.com/produkter?series=16#product-grid), existe em diferentes dimensões e em três tons distintos – neste verde mate e ainda em azul claro e em branco, com esmalte brilhante, correspondendo a um modelo inspirado numa peça anteriormente criada pelo escultor e designer Johannes Hansen (1903-1995), director artístico da KK entre 1953 e 1970.

 

A KK foi fundada em 1897 mas acabou por encerrar em 1988. Entretanto, a marca foi recuperada durante o corrente ano de 2017, recorrendo à comercialização de cerâmica produzida em regime de outsourcing.

 

Consulte-se a história da KK aqui: https://knabstrup.com/historie.

 

 

 

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Setembro 23 2017

 

Placa cerâmica, moldada em relevo, em faiança da fábrica Vestal, Alcobaça.

 

Medindo cerca de 17,2 x 16,2 x 1,8 cm., esta placa, integralmente pintada à mão, apresenta a legenda "Para os amigos / a hora / não importa", que se enquadra nos aforismos, adágios e quadras comuns na produção de algumas fábricas portuguesas durante meados do século XX.

 

De acordo com a obra Faiança de Alcobaça (1997), de Jorge Pereira de Sampaio (n. 1965), a Vestal foi fundada em 1947. A ser assim, como se comprova pelo anúncio reproduzido abaixo, e ao contrário do que se afirma nessa obra, a grafia Vistal não esteve em vigor apenas durante o primeiro ano de existência da fábrica.

 

Segundo anúncio publicado no Diário de Notícias de 17 de Maio de 2006, após a declaração de falência os bens da empresa foram colocados à venda, em hasta pública, nesse ano.

 

 

Anúncio, com o monograma do pintor e designer gráfico Fred Kradolfer (1903-1968), publicado no opúsculo As Plantas dos Cinemas e Teatros de Lisboa (1949), oferecido pela casa Larbelo aos seus clientes.

 

Neste opúsculo são publicadas a plantas das seguintes salas, por ordem de apresentação – Cinema Capitólio, no Parque Mayer, Cinema Condes, na Avenida da Liberdade, Eden-Teatro, na Praça dos Restauradores, Cinema Ginásio, na Rua Nova da Trindade, Cinema Odéon, na Rua dos Condes, Cinema Palácio, na Avenida Duque de Ávila, Teatro Politeama, na Rua Eugénio dos Santos, S. Luiz Cine, na Rua António Maria Cardoso, Cinema Tivoli, na Avenida da Liberdade, Teatro da Trindade, na Rua Nova da Trindade, Chiado Terrasse, na Rua António Maria Cardoso, Cinema Lys, na Avenida Almirante Reis, Teatro Apolo, na Rua da Palma, Teatro Avenida, na Avenida da Liberdade, Teatro Maria Victória, no Parque Mayer, Teatro Nacional, na Praça D. Pedro IV, e Teatro Variedades, no Parque Mayer.

 

 

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Agosto 06 2017

 

Pequeno prato, ou alfineteira, em porcelana da SPAL, Alcobaça, de concavidade acentuada e com cerca de 2,9 cm. de altura e 12,1 cm. de diâmetro, comercializado através da empresa Solafrance.

 

A empresa Solafrance era uma subsidiária da SPAL em França, que esteve registada no Tribunal Comercial de Paris, onde se encontrava a sua sede, entre 25 de Junho de 1969 e 3 de Novembro de 2009, embora a sua dissolução tivesse sido declarada já em 31 de Janeiro de 2005, data em que foi nomeado um liquidatário.

 

Não foi possível encontrar qualquer informação sobre D. Roubin, que, supostamente, terá concebido esta decoração, mas no século XIX existiu também um compositor francês chamado Amédée de Roubin (Victor Marie Paul Amédée de Roubin ?, 1824-1864).

 

 

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