Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2019

 

Cinzeiro, ou aneleira, em faiança da Aleluia, Aveiro.

 

Uma das notáveis peças biomórficas produzidas pela Aleluia no período pós-guerra, particularmente na década de 1950, que evidencia a sua preocupação em se manter na vanguarda do design da cerâmica europeia.

 

 

© MAFLS

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Agosto 11 2018

 

Cinzeiro, com cerca de 2,1 x 9,8 x 9,5 cm., em faiança da fábrica Aleluia, Aveiro.

 

Note-se como a imagem da igreja matriz se encontra estampada mas apresenta alguns complementos, como o céu, pintados à mão. Do mesmo modo, a legenda "Recordação de Vouzela" encontra-se também pintada à mão.

 

 

© MAFLS

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Junho 02 2018

 

Pequeno azulejo, com cerca de 6,5 x 6,5 cm., em faiança da fábrica Aleluia, Aveiro.

 

Integralmente pintado à mão, este exemplar, que já saíu da fábrica com o cordão colorido para suspensão, ostenta um dos anexins popularizados durante as primeiras décadas do Estado Novo.

 

As inúmeras variantes destes anexins e adágios, como já foi referido, foram reproduzidas por inúmeras fábricas portuguesas de cerâmica, particularmente nas décadas de 1940 e 1950.

 

 

© MAFLS

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Junho 03 2017

 

Jarra, que originalmente apresentava uma tampa convexa, em faiança da fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

 

© MAFLS

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Maio 20 2017

 

Pequena jarra, com cerca de 7,6 cm. de altura, em faiança da fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

Ostenta uma imagem estampada, complementada com pintura manual e filetagem a dourado, do Mosteiro da Batalha e, no verso, a inscrição Batalha / Portugal, dentro de uma cercadura.

 

Curiosamente, os elementos que constituem a cercadura surgem também com frequência nos ferros forjados de alguma arquitectura da década de 1950, e ainda nalguma da década seguinte.

 

 

Esta imagem do Mosteiro da Batalha integra uma série de gravuras sobre monumentos portugueses, onde, entre outros, surgem o templo romano de Évora (conhece-se a gravura aplicada sobre um pequeno cachepot quadrangular como o que se pode ver aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/239670.html, com a referência X186) ou a estátua de D. Afonso Henriques, em Guimarães (conhece-se a gravura aplicada sobre um pequeno prato, com cerca de 9,8 cm. de diâmetro, ostentando a referência X1002).

 

O formato desta jarra produziu-se em diversas dimensões, com diferentes vidrados e em diferentes cores, incluindo o azul cobalto complementado a ouro.

 

Com esta última decoração conhece-se um outro exemplar, com cerca de 15,3 cm. de altura, ostentando a marca manuscrita X250 - E / Aleluia / [A]veiro / Feito em / Portugal.

 

 

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Setembro 04 2016

 

 

Dois cinzeiros promocionais em faiança da fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

O primeiro, com cerca de 5,6 cm. de altura, 8,1 cm. de diâmetro na base e 9,1 cm. de diâmetro máximo nos suportes para cigarro, ostenta quatro conjuntos de legendas – "CAIS / DA / FONTE / NOVA", "TELEF. / 22061 / (3 linhas) / APARTADO 13", "AZULEJOS / BRANCOS / E PINTADOS" e "LOUÇAS / DOMÉSTICAS / SANITÁRIAS / E ARTÍSTICAS".

 

O segundo, com cerca de 3,9 cm. de altura, 11,6 cm. de diâmetro na base e 13,1 cm. de diâmetro no rebordo, apresenta um vidrado pouco vulgar na produção da Aleluia e ostenta apenas as legendas que se podem observar na imagem – "Aleluia / Aveiro".

 

Obviamente, nenhum destes exemplares apresenta qualquer marca na base.

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Junho 04 2016

 

Par de azulejos em faiança, com cerca de 10,4 x 10,4 cm., produzidos na fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

Estes motivos folclóricos estiveram particularmente em voga na produção da fábrica durante a década de 1950, podendo-se encontrar dois outros exemplos aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html.

 

Tal como ali foi referido – "a recuperação e reformatação dos valores do folclore bem como a sua dinamização nas décadas de 1940 a 1960 está geralmente associada ao Estado Novo e aos vários organismos corporativos desenvolvidos pelo regime – SPN/SNI, FNAT, Casas do Povo."

 

"Um aspecto, contudo, é muitas vezes subvalorizado ou escamoteado na análise desse revivalismo. É que ele havia sido promovido já na década de 1920 por artistas como Bernardo Marques (1898-1962) ou Roberto Nobre, (1903-1969),  certamente na senda da recuperação de um imaginário popular europeu relançado anteriormente pelos Ballets Russes, de Diaghilev (Sergei Pavlovich Diaghilev, 1872-1929), e rapidamente aplaudido, acarinhado e  adoptado pelos modernistas."

 

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Dezembro 06 2015

 

Pequenas jarras em faiança da fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

Acima, exemplar com cerca de 5,8 cm. de altura e 6,4 cm. de diâmetro máximo; abaixo, exemplar com cerca de 10 cm. de altura e 7,4 cm. de diâmetro máximo.

 

 

Embora o formato 42 seja, obviamente, mais antigo que o 179, ambas as jarras apresentam combinações cromáticas e tonalidades invulgares na produção da Aleluia.

 

Traduzem estes dois exemplares, os seus motivos e as tonalidades que lhes estão associadas, uma produção claramente característica de um período posterior ao final da II Grande Guerra, mas também anterior à produção modernista e contemporânea que a Aleluia começou a desenvolver a partir da segunda metade da década de 1950. 

 

 

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Agosto 08 2015

 

Pequena jarra, com cerca de 6,1 cm. de altura, em faiança da fábrica Aleluia, de Aveiro. 

 

Como MUONT demonstrou recentemente, este formato inspirou-se num modelo que terá tido origem na consagrada fábrica alemã Rosenthal (http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2015/07/jarra-art-deco-com-tres-asas-pequena.html), embora a Vista Alegre também tenha produzido um formato semelhante, com quatro asas, a partir do final da década de 1930.

 

Através desta peça pode comprovar-se como a decoração apresentada, embora em faiança, reproduz fielmente a simples e elegante decoração minimalista patente no modelo em porcelana da Rosenthal.

 

Curioso é constatar que a Aleluia apenas tenha optado por esta réplica do original, correspondente ao formato 273, numa fase mais tardia da sua produção e em dimensões ainda mais reduzidas do que as dos formatos 20 e 21.

 

Esta opção tardia poderá relacionar-se com o domínio de certas técnicas de vidrado que a Aleluia adoptou predominantemente na década de 1950 (http://mfls.blogs.sapo.pt/154322.html), conhecendo-se um cinzeiro com este vidrado e a referência X-261-AA (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html), que ostenta a marca do cinquentenário da fábrica (1955).

 

 

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Junho 21 2015

 

O programa Perdidos e Achados, do canal SIC Notícias, divulgou ontem uma peça, intitulada Viagem pela Cerâmica Portuguesa, sobre a cerâmica portuguesa, em geral, e sobre a produção das Caldas da Rainha, em particular.

 

Nesta peça televisiva, com 13 minutos e 21 segundos de duração, que ao longo da semana vinha sendo anunciada com o título genérico "A Arte em Cacos", registam-se depoimentos de antigas funcionárias da Secla, de gestores empresariais, de marchands, de curadores, de coleccionadores e de investigadores de cerâmica, entre os quais surge a incontornável autora do blog Cerâmica Modernista em Portugal (http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/), Rita Gomes Ferrão.

 

A propósito da produção de outras notáveis regiões cerâmicas portuguesas, como a região de Aveiro, reproduz-se aqui uma das muitas e excelentes peças que foram comercializadas pela, também incontornável, fábrica Aleluia durante as décadas de 1950 e 1960.

 

Veja-se a reportagem da SIC Notícias aqui: http://sicnoticias.sapo.pt/programas/perdidoseachados/2015-06-20-Viagem-pela-ceramica-portuguesa.

 

 

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