Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Novembro 16 2012

 

Azulejo com uma figura tradicional, provavelmente uma varina do Tejo, pintada à mão sob o vidrado. Este exemplar apresenta no tardoz a inscrição "SACAVEM 8", em relevo.

 

Os traços existentes no canto inferior direito poderão traduzir-se pelas iniciais A. C. M., correspondentes a António de Castro Mourinho (1892-1963; cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/ant%C3%B3nio+castro+mourinho), pois têm uma disposição gráfica muito semelhante à tradicional assinatura deste artista. 

 

Como tem vindo a ser divulgado este pintor executou, entre outros, diversos painéis azulejares com motivos regionais durante as décadas de 1930 e 1940.

 

© MAFLS

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Outubro 23 2012

 

Painel de azulejos existente no antigo edifício do Matadouro Municipal de Sobral de Monte Agraço. Datado de 1940 representa, tal como os restantes, cenas rurais da Estremadura. 

 

A fachada do edifício apresenta quatro painéis figurativos ao alto, assinando A. C. Mourinho (António Castro Mourinho, 1892-1963) este e outro painel, e A. R. Santos (Abel Reis Santos, datas desconhecidas) os restantes dois. Apresenta ainda um painel ao baixo, sobre a entrada, com a legenda "Matadouro Municipal / 1940" e o brasão da "Vila do Sobral do Monte Agraço".

 

Fotografias de Arlindo Lopes.

 

 

© MAFLS

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Fevereiro 28 2012

 

 

 

Motivo central de um painel azulejar de António de Castro Mourinho (1892-1963), executado em 1960 na FLS para os jardins do Palácio de Coina, também conhecido como Torre de Coina ou Palácio do Rei do Lixo, em Coina, concelho do Barreiro.

 

A quinta onde se encontra a torre já existia no século XVIII, tendo a propriedade sido adquirida em finais do século XIX por Manuel Martins Gomes Júnior (1860-1943), que recebeu o cognome de rei do lixo por, durante alguns anos, ter tido o monopólio da recolha do lixo de Lisboa.

 

O edifício existente parece ter sido construído durante o período da I República (1910-1926), na quinta que Gomes Júnior veio a denominar Quinta do Inferno. Depois do seu falecimento, a propriedade passou para o seu genro, tendo sido vendida cerca de 1957 a José Baptista Mota (datas desconhecidas). 

 

Foi no tempo deste último que a propriedade se passou a chamar Quinta de S. Vicente e foi por sua iniciativa que os painéis de inspiração bíblica de António de Castro Mourinho aí foram colocados, como se de um exorcismo aos malefícios da Quinta do Inferno se tratasse.

 

Considerando o estado actual de abandono e degradação do local (cf. http://lugaresesquecidos.com/forum/viewtopic.php?f=13&t=106&start=30), parece que o exorcismo não foi suficiente...

 

Fotografias de Carlos Caria.

 

 

© MAFLS

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Fevereiro 18 2012

© CDMJA/MCS

 

Vista parcial do pavilhão da FLS na Exposição Colonial Portuguesa, realizada em 1934 no edifício e nos jardins do Palácio de Cristal, Porto, podendo ver-se dois dos oito painéis azulejares que decoravam o seu exterior.

 

Como se referiu anteriormente, estes painéis são da autoria de António de Castro Mourinho (1892-1963).

 

Abaixo apresenta-se um desenho aguarelado, original que serviu para um painel não fotografado desta série, exibido na exposição Porta Aberta às Memórias, realizada em 2008 no MCS. No segundo volume do catálogo desse evento, por lapso, este desenho também surge datado de 1940-1950.

 

A reprodução da fotografia do pavilhão é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 


 

© MAFLS

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Fevereiro 12 2012

© CDMJA/MCS

 

Vista parcial do pavilhão da FLS na Exposição Colonial Portuguesa, realizada em 1934 no edifício e nos jardins do Palácio de Cristal, Porto, podendo ver-se dois dos oito painéis azulejares que decoravam o seu exterior.

 

Como se referiu anteriormente, estes painéis são da autoria de António de Castro Mourinho (1892-1963).

 

Abaixo apresenta-se um desenho aguarelado, original que serviu para um painel não fotografado desta série, exibido na exposição Porta Aberta às Memórias, realizada em 2008 no MCS. No segundo volume do catálogo desse evento, por lapso, este desenho também surge datado de 1940-1950.

 

A reprodução da fotografia do pavilhão é uma cortesia do CDMJA/MCS. 

 


 

© MAFLS

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Fevereiro 04 2012

© CDMJA/MCS

 

Vista parcial do pavilhão da FLS na Exposição Colonial Portuguesa, realizada em 1934 no edifício e nos jardins do Palácio de Cristal, Porto, podendo ver-se dois dos oito painéis azulejares que decoravam o seu exterior.

 

Abaixo encontra-se reproduzido o desenho aguarelado que serviu para a elaboração do painel visível à direita. Da autoria de um dos mais talentosos pintores de azulejos da FLS, António de Castro Mourinho (1892-1963), este original foi exibido na exposição Porta Aberta às Memórias, realizada em 2008 no MCS.

 

Castro Mourinho trabalhou na FLS desde a década de 1920 até ao seu falecimento, conhecendo-se grandes painéis azulejares de sua autoria produzidos na fábrica e datados ainda do ano de 1960.

 

O desenho, com cerca de 20x13 cm., foi doado no ano dessa exposição ao CDMJA/MCS pelo também pintor de azulejos Manuel Vieira Prazeres (n. 1939), que entrou para a FLS em 1954 e aí permaneceu até ao seu encerramento. 

 

No segundo volume do catálogo da referida exposição, por lapso, este desenho surge datado de 1940-1950.

 

A reprodução da fotografia do pavilhão é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 

 

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Agosto 20 2011

 

Painel de azulejos existente no antigo edifício do Matadouro Municipal de Sobral de Monte Agraço, representando, tal como os restantes três, cenas rurais da Estremadura. 

 

Datado também de 1940, este painel encontra-se assinado A. R. Santos (datas desconhecidas).

 

Será interessante comparar esta representação com o desenho pastoril, relativo a outra região, que António de Castro Mourinho (1892-1963) criou em 1936 e foi reproduzido no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, Segunda Edição, realizada em 2009 no MCS.

 

Nessa comparação, para além de se notar a mesma cercadura e a semelhante estilização vegetal que a delimita, note-se a forma como estão representados quer o carneiro quer o cão de A. C. Mourinho.

 

Fotografias de Arlindo Lopes.

 

 

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Julho 17 2011

 

Painel de azulejos existente no antigo edifício do Matadouro Municipal de Sobral de Monte Agraço. Datado de 1940 representa, tal como os restantes, cenas rurais da Estremadura. 

 

A fachada do edifício, recentemente recuperada, apresenta quatro painéis figurativos ao alto, assinando A. C. Mourinho (António Castro Mourinho, 1892-1963) este e outro painel, e A. R. Santos (Abel Reis Santos, datas desconhecidas) os restantes dois.

 

Apresenta ainda um painel ao baixo, sobre a entrada, com a legenda "Matadouro Municipal / 1940" e o brasão da "Vila do Sobral do Monte Agraço".

 

Fotografias de Arlindo Lopes.

 

 

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Abril 11 2010

  

 

Painéis de azulejos do Mercado Municipal de Vila Franca de Xira, representando cenas da lezíria ribatejana, com particular destaque para os touros e os campinos. 

 

Uma fotografia patente no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, Segunda Edição (MCS, 2009) mostra uma versão não montada do painel reproduzido acima que apresenta, em segundo plano, diferentes figuras e diferente paisagem, bem como uma cercadura completamente diferente. Apresenta ainda em azulejo, abaixo da imagem, uma legenda com o título A Primeira Lição.

 

  

 

O painel de cima encontra-se assinado A. P. Gomes (Álvaro Pedro Gomes, 1894-1974) e o de baixo, com a data de 1930, A. C. M. (António Castro Mourinho, 1892-1963).

 

© MAFLS

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Março 12 2010

 

Painéis de azulejos do Mercado Municipal de Vila Franca de Xira, representando um cais de avieiros na lezíria, um pescador e uma varina. O primeiro painel encontra-se assinado com as iniciais A. C. M. (António Castro Mourinho, 1892-1963), Sacavém, estando datado de 1930.

 

Os avieiros e as varinas são exemplos da migração de gentes da zona costeira atlântica para as margens do rio Tejo, pois, como o nome indica, estes grupos são originários, respectivamente, de Vieira de Leiria e de Ovar.

 

Os escritores neo-realistas consagraram a estas gentes e à zona ribeirinha do Tejo algumas das sua páginas mais significativas, tendo Alves Redol (1911-1969) escrito o romance Avieiros em 1942.

 

      

 

No âmbito da recuperação deste edifício, os azulejos foram submetidos a uma acção de inventariação, limpeza e restauro entre os anos de 2000 e 2006.

 

O processo de tratamento,conservação e restauro foi desenvolvido em 2005 e 2006 pelo Instituto Politécnico de Tomar (http://portal.ipt.pt/portal), em colaboração com a fábrica Aleluia, que há alguns anos adquiriu e actualmente administra a também consagrada fábrica, especializada em azulejos, Viúva Lamego (http://www.aleluia.pt/).

 

 

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