Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2018

 

Azulejo em relevo, com cerca de  15,5 cm. de lado, ostentando a marca Sacavém no tardoz.

 

Para além do motivo, que concede à flor-de-lis um tratamento ao gosto Art Nouveau, com um relevo mais profundo do que o habitual na azulejaria da FLS, este exemplar tem ainda a particularidade de apresentar a sua tonalidade azulada aplicada a aerógrafo.

 

Entrando hoje no seu décimo ano de publicação, periódica e regular, o espaço MAFLS continuará a divulgar, semanalmente, peças de cerâmica portuguesa e eventos relacionados com a mesma.

 

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Julho 22 2018

 

Azulejo reproduzindo um desenho original de Júlio Pomar (1926-2018).

 

Produzida pela Fábrica Cerâmica Viúva Lamego, esta peça integrava uma edição de 5.000 exemplares lançada no âmbito da série Os Azulejos e os Oceanos, uma colecção de diversos azulejos de autor promovida pelo Banco Nacional Ultramarino e a Caixa Geral de Depósitos, no ano da Expo' 98, exposição mundial que decorreu em Lisboa e foi consagrada à temática dos oceanos.

 

Na Viúva Lamego, Pomar produziu ainda um outro azulejo da mesma série, mas com diferente desenho, intitulado Sereia II, em tons de preto e rosa. Curiosamente, Pomar havia já abordado a temática das sereias na cerâmica durante a década de 1950, período em que colaborou quer com a Cerâmica Bombarralense quer com a Secla, das Caldas da Rainha – https://mfls.blogs.sapo.pt/148664.html.

 

Veja-se um conjunto azulejar da série Os Azulejos e os Oceanos, também com desenho de uma sereia, mas da autoria de Maria Keil (1914-2012), aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/101747.html.

 

 

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Fevereiro 14 2018

 

Termina na próxima segunda-feira, dia 19 de Fevereiro, o prazo para as inscrições, gratuitas, na conferência sobre a obra de Jorge Colaço, a realizar no Museu de Cerâmica de Sacavém, durante a manhã e a tarde do dia 26 de Fevereiro de 2018.

 

Veja-se a lista de oradores convidados aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/conferencia-sobre-jorge-colaco-397558.

 

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Fevereiro 10 2018

 

Azulejo da fábrica da Corticeira, Porto, ostentando a legenda "A MULHER QUANDO SE METE / A FALAR NA VIDA ALHEIA, / COMEÇA NA LUA NOVA / E ACABA NA LUA CHEIA."

 

Como se sabe, estas quadras ao gosto dito popular surgiram com frequência na cerâmica portuguesa – particularmente em azulejos, lambrilhas e quadrinhos de parede, durante as décadas de 1940 e 1950.

 

A declamação de semelhantes quadras, com frases chocarreiras provocando ou criticando homens e mulheres, era ainda tradicional nas zonas rurais durante o período do Carnaval, ou Entrudo, que agora se celebra.

 

 

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Janeiro 24 2018

 

No dia 26 de Fevereiro de 2018, segunda-feira, entre as 09h30 e as 17h00, decorrerá no Museu de Cerâmica de Sacavém uma conferência inserida nas comemorações dos 150 anos do nascimento de Jorge Rey Colaço (1868-1942), notável pintor cerâmico que colaborou com as fábricas Lusitânia e Sacavém e é autor de diversos painéis azulejares, como os que revestem o Hotel do Buçaco, ou a estação de S. Bento, no Porto.

 

A entrada na conferência é gratuita e encontra-se aberta ao público em geral, mas requer pré-inscrição até ao dia 19 de Fevereiro de 2018, que poderá ser efectuada junto dos serviços da Câmara Municipal de Loures / MCS (carlos_pereira@cm-loures.pt), e estará limitada ao número de lugares disponíveis no auditório do museu.

 

O programa apresenta como moderadores Carlos Luís, Carlos Pereira e Conceição Serôdio, da CM Loures e do MCS, e como oradores convidados Ana Sousa, Augusto Moutinho Borges, Cláudia Emanuel, João Manuel Mimoso, José Meco, Maria Alexandra Gago da Câmara, Paula Azevedo, Pedro Almeida, Rosário Salema de Carvalho, Sílvia Santa-Rita, Teresa Verão, Tiago Borges Lourenço e Tomás Colaço.

 

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Outubro 16 2016

 

Placa cerâmica decorada a stencil e esponjado, com cerca de 0,7 x 20,1 x 30,1 cm., comercializada pelo Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, no primeiro lustro do século XXI.

 

A nota impressa que originalmente acompanhava a peça apresenta a seguinte inscrição: "Azulejos / azul e amarelo / Adaptação livre a partir dos "Biombos Nambam" pertencentes à época clássica da Escola de Kano – Japão séc. XVI, XVII. Pormenor de detalhes do biombo atribuído a Kano Domi (1593-1600). / Ana Cordovil Wemans / M. N. A. A. 2 / IPM".

 

A autora deste motivo, que reinterpreta uma criação artística directamente relacionada com a presença dos portugueses e dos gaijin em solo nipónico durante os séculos XVI e XVII, a ceramista Ana Cordovil Wemans (n. 1956), dispõe de uma oficina própria de azulejaria, em Lisboa, e de um site onde ilustra a sua produção: http://www.anacordovil.com/home/projectos-realizados.

 

Uma vez que o tardoz se encontra revestido a aglomerado de cortiça, não é possivel identificar qualquer marca da fábrica / oficina que produziu esta placa cerâmica.

 

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Julho 30 2016

 

Conjunto de azulejos decorativos, com cerca de 15,2 cm. de lado, ostentando decoração aplicada a stencil (chapa recortada) e aerógrafo sobre o vidrado.

 

No tardoz ostentantam, em relevo, a inscrição LUFAPO / Coimbra, que, como se sabe, correspondia a uma das marcas do grupo Lusitânia.

 

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Junho 19 2016

 

Dípticos azulejares, executados em oficina não identificada, ostentando a assinatura de José de Sousa (datas desconhecidas) e a data de 2005.

 

 

Embora estes não sejam exemplares de produção industrializada e comercialização em larga escala, destinam-se obviamente a apelar a um público, eventualmente turístico, que identificará a tradição azulejar e o peixe como ícones de Portugal.

 

 

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Junho 09 2016

 

Azulejo em relevo, com o motivo 17, apresentando mais uma das variantes cromáticas comercializadas pela FLS.

 

Tal como alguns dos exemplares anteriormente apresentados (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/azulejo+motivo+17), também este ostenta a inscrição SACAVEM moldada no tardoz.

 

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Junho 04 2016

 

Par de azulejos em faiança, com cerca de 10,4 x 10,4 cm., produzidos na fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

Estes motivos folclóricos estiveram particularmente em voga na produção da fábrica durante a década de 1950, podendo-se encontrar dois outros exemplos aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html.

 

Tal como ali foi referido – "a recuperação e reformatação dos valores do folclore bem como a sua dinamização nas décadas de 1940 a 1960 está geralmente associada ao Estado Novo e aos vários organismos corporativos desenvolvidos pelo regime – SPN/SNI, FNAT, Casas do Povo."

 

"Um aspecto, contudo, é muitas vezes subvalorizado ou escamoteado na análise desse revivalismo. É que ele havia sido promovido já na década de 1920 por artistas como Bernardo Marques (1898-1962) ou Roberto Nobre, (1903-1969),  certamente na senda da recuperação de um imaginário popular europeu relançado anteriormente pelos Ballets Russes, de Diaghilev (Sergei Pavlovich Diaghilev, 1872-1929), e rapidamente aplaudido, acarinhado e  adoptado pelos modernistas."

 

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