Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Março 28 2018

 

Numa invulgar operação de marketing e filantropia, a Fábrica Bordallo Pinheiro, das Caldas da Rainha, ofereceu esta semana duas peças de cerâmica à Junta de Freguesia do Areeiro e à cidade de Lisboa.

 

Em cerimónia que teve lugar no passado dia 26 de Março, uma escultura, de grandes dimensões, de um gato assanhado e uma peça de mobiliário urbano, um banco, também com um caracol de grandes dimensões, revestido a azulejos com motivos bordalianos, foram inauguradas na zona sul da Praça de Londres e num extremo da Rua Guerra Junqueiro.

 

 

A escultura do gato assanhado reproduz um modelo bordaliano criado em 1896. Na tarde do evento, foram oferecidas a alguns visitantes e clientes da loja Bordallo Pinheiro, na Rua Guerra Junqueiro, réplicas, de pequena dimensão, dessa figura.

 

Foram ainda distribuídos vouchers de 10% de desconto para aquisição de peças na mesma loja.

 

 

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Junho 21 2015

 

O programa Perdidos e Achados, do canal SIC Notícias, divulgou ontem uma peça, intitulada Viagem pela Cerâmica Portuguesa, sobre a cerâmica portuguesa, em geral, e sobre a produção das Caldas da Rainha, em particular.

 

Nesta peça televisiva, com 13 minutos e 21 segundos de duração, que ao longo da semana vinha sendo anunciada com o título genérico "A Arte em Cacos", registam-se depoimentos de antigas funcionárias da Secla, de gestores empresariais, de marchands, de curadores, de coleccionadores e de investigadores de cerâmica, entre os quais surge a incontornável autora do blog Cerâmica Modernista em Portugal (http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/), Rita Gomes Ferrão.

 

A propósito da produção de outras notáveis regiões cerâmicas portuguesas, como a região de Aveiro, reproduz-se aqui uma das muitas e excelentes peças que foram comercializadas pela, também incontornável, fábrica Aleluia durante as décadas de 1950 e 1960.

 

Veja-se a reportagem da SIC Notícias aqui: http://sicnoticias.sapo.pt/programas/perdidoseachados/2015-06-20-Viagem-pela-ceramica-portuguesa.

 

 

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Março 02 2014

 

Pratos rasos em faiança, produzidos na Oficina da Formiga, de Ílhavo, com decoração floral aplicada sobre papel recortado (stencil), sob o vidrado.

 

Note-se como o motivo central destes pratos produzidos na década de 1990 é exactamente o mesmo, registando-se apenas uma variação cromática.

 

Já a decoração dos rebordos é distinta, acompanhando as diferentes dimensões das peças – cerca de 21,2 cm. de diâmetro, no prato apresentado acima, e cerca de 27,2 cm. no exemplar apresentado abaixo.

 

 

Como se pode verificar no espaço da OF (http://oficinadaformiga.com/), a empresa, fundada por Jorge Saraiva (cujas iniciais surgem associadas à marca) no ano de 1992, dedica-se essencialmente à produção de réplicas:

 

"As peças da Oficina da Formiga são reproduções fieis dos formatos e motivos de louça utilitária, fabricadas na segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX provenientes de diversas unidades industriais nacionais que já encerraram, nomeadamente de Aveiro, Coimbra, Lisboa, Sacavém, Caldas da Rainha e Gaia."

 

Efectivamente, uma rápida mas atenta observação dos motivos que se podem encontrar nos diversos pratos desta oficina, permite identificar nas peças actualmente comercializadas decorações da FLS (http://mfls.blogs.sapo.pt/158530.html) e da fábrica do Cavaco (http://mfls.blogs.sapo.pt/238099.html), entre outras.

 

No entanto, a empresa tem ensaiado recentemente variantes aos motivos decorativos tradicionais e alternativas às réplicas integrais, nomeadamente através da formulação de convites para residências artísticas.

 

Floreira Archeiro numa montra da loja Vista Alegre do Chiado, em Lisboa.

 

O artista brasileiro Fábio Carvalho, cujo blog Porcelana Brasil (http://porcelanabrasil.blogspot.pt/) já tinha sido aqui destacado em Dezembro de 2011 (http://mfls.blogs.sapo.pt/2011/12/15/), foi há alguns anos convidado, conjuntamente com outros artistas brasileiros, pela fábrica Bordallo Pinheiro para conceber uma peça que celebrasse a herança bordaliana. 

 

Na sequência desse convite, de que resultou a peça reproduzida acima, e das exposições que se organizaram no Brasil e em Portugal para expôr as peças de todos os artistas convidados, Fábio Carvalho deslocou-se novamente a Portugal em 2013.

 

Aproveitando essa estadia, a Oficina da Formiga endereçou ao artista um convite para residência artística nas suas instalações, a qual veio a concretizar-se em Dezembro passado.

 

O resultado dos trabalhos desenvolvidos nessa residência, onde as asas de borboleta, evidente alusão ao termo fairy nas suas diversas acepções, colocadas na figura daquele arqueiro que Fábio Carvalho recriou para a Bordallo Pinheiro e tanto evoca D. João VI, voltam a surgir, desta vez na figura de militares brasileiros, pode ser visto no blog da OF: http://oficinadaformiga.com/fabio-carvalho-em-residencia-artistica-na-oficina-da-formiga-%E2%80%A2-fabio-carvalho-in-artistic-residency-at-ofceramics/.

 

     

 

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