Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2019

 

Breve chamada de atenção para um novo catálogo que em breve será publicado, apresentando mais um conjunto de reflexões sobre a consagrada produção bordaliana, desta vez com um inovador destaque na capa.

 

Realce-se o conceito subjacente a esta imagem, uma vez que centra a nossa atenção numa quase ignorada abordagem cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), aquela que o coloca a par do que se fazia na vanguarda de outros centros cerâmicos contemporâneos, como em França, na fábrica de Sarreguemines, ou nos EUA, na olaria que George Ohr (1857-1918) mantinha em Biloxi, Mississipi – a desconstrução intencional da forma cerâmica simétrica e perfeitamente acabada.

 

© MAFLS

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Setembro 01 2019

 

Jarra em faiança, com cerca 18,2 de cm. de altura e 16,9 cm. de diâmetro máximo,  ostentando a inscrição "CEVIDER'93 EX-AEQUO / -AWARD-"

 

A CEVIDER'93 foi uma feira de design que decorreu em Valência, Espanha, durante o ano de 1993. Incluía uma secção de competição, nomeadamente para cerâmica e vidro, onde foram galardoados artistas como os polacos Jan Siedlecki (n. 1948), no vidro, e Piotr Kołomański (datas desconhecidas), na cerâmica, ou a espanhola Gemma Bernal (n. 1949), na cerâmica.

 

A concepção deste formato, que surge também inúmeras vezes com a marca Secla, será atribuível a Maria João Braga de Melo (datas desconhecidas), professora e designer que trabalhou na Secla entre 1991 e 1995 e recebeu um prémio Cevider, precisamente em 1993.

 

Conhecem-se diversos exemplares monocromáticos desta peça ostentanto diferentes outras cores, como o amarelo, o azul, o preto ou o vermelho e ainda, em consonância com a sua gramática formal pós-modernista, outros exemplares em que as duas peças apresentam cores distintas, combinando, por exemplo, o azul e o vermelho.

 

 

© MAFLS

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Agosto 03 2019

 

Pequena figura feminina, da primeira metade da década de 1980, modelada por Armando Correia (1936-2008).

 

Tal como acontece com diversas outras peças de Armando Correia, esta figura é um dos muitos exemplares de reprodução moldada, a partir do original, que o ceramista comercializou.

 

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Junho 08 2019

 

Pequena figura feminina modelada por Armando Correia (1936-2008).

 

Tal como acontece com diversas outras peças de Armando Correia, esta figura é um dos muitos exemplares de reprodução moldada, a partir do original, que o ceramista comercializou.

 

Exemplar da primeira metade da década de 1980.

 

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Abril 27 2019

 

Pequena caixa alfineteira decorada por Armando Correia (1936-2008).

 

Esta peça foi executada na primeira metade da década de 1980.

 

 

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Fevereiro 16 2019

 

Pequena figura feminina modelada por Armando Correia (1936-2008).

 

Para além das peças únicas, Armando Correia modelou, durante o final da década de 1970 e início da década seguinte, diversas figuras – animais, guerreiros e figuras femininas, que depois reproduzia em múltiplos utilizando moldes, tal como acontece com esta peça.

 

 

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Janeiro 19 2019

Pequeno cinzeiro circular, com a inscrição "HOTEL DE ANGRA / ILHA TERCEIRA / AÇORES", produzido pela extinta fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

Este vidrado amarelo, evocativo de muita da cerâmica popular da zona de Barcelos, e de outras regiões portuguesas, surgiu com frequência, durante as décadas de 1960 e 1970, nas peças promocionais que a Secla desenvolveu. Entre outras cores, conhece-se vidrado com tonalidade semelhante em cinzeiros que o Turismo de Portugal encomendou à Secla neste período.

 

O motivo central do cinzeiro remete para as tradicionais touradas à corda da Ilha Terceira.

 

 

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Dezembro 23 2018

 

Grande placa circular em faiança com a inscrição manuscrita "De um Sobrinho pobre / A um "Tio Rico".

 

Notem-se os três conjuntos de iniciais patentes no tardoz – "J.P.V.", impresso na pasta, corresponderá a quem modelou a placa, "R.C.R." corresponde a quem pintou a peça e desenhou a caricatura e "H.P.F." corresponderá ao "Sobrinho pobre".

 

 

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Setembro 08 2018

 

Cinzeiro em faiança, produzido pelas Faianças Subtil, comemorativo da festa do jornal Avante! realizada em 1986.

 

A fábrica de Faianças Subtil tinha sede nas Caldas da Rainha, embora seja possível encontrar referências ao seu endereço comercial e empresarial também em Coimbra, e não sobreviveu às inúmeras vicissitudes que afectaram diversas empresas cerâmicas portuguesas no último quartel do século XX e na viragem para o século actual.

 

Depois de um período de agitação laboral em 2001, que se veio a revelar fatal, a empresa viria a ser reestruturada e renomeada como Le Faubourg, mas esta alteração parece não ter resolvido os eventuais problemas estruturais, produtivos, competitivos e de reposicionamento no mercado, pelo que o seu encerramento acabou por ocorrer em 2005.

 

Note-se como este cinzeiro, enquanto ampliação de uma carica, evoca o princípio de sobredimensionamento das peças do quotidiano, característico da Arte Pop, e como o motivo traduz claramente as dimensões e o formato de um autocolante.

 

 

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Agosto 19 2018

 

Jarra em faiança, com cerca de 28 cm. de altura, sem qualquer marca visível.

 

Como já se referiu aqui (https://mfls.blogs.sapo.pt/227609.html), o alaranjado foi uma tonalidade que, a partir de finais do século XVIII, traduziu um certo sentido revivalista na faiança e até na porcelana.

 

Foi ainda uma tendência cromática frequentemente associada ao período Art Déco, surgindo em Portugal, nessa época, em diversas produções do Carvalhinho, da Lusitânia, da Sacavém e da Vista Alegre.

 

O formato desta jarra, contudo, evidencia uma produção do pós-guerra, sendo possivelmente uma peça produzida nas áreas de Alcobaça ou Caldas da Rainha durante as décadas de 1960 ou 1970, período da Arte Pop em que, mais uma vez, o alaranjado surgiu com frequência no revestimento cerâmico.

 

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