Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 19 2019

Pequeno cinzeiro circular, com a inscrição "HOTEL DE ANGRA / ILHA TERCEIRA / AÇORES", produzido pela extinta fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

Este vidrado amarelo, evocativo de muita da cerâmica popular da zona de Barcelos, e de outras regiões portuguesas, surgiu com frequência, durante as décadas de 1960 e 1970, nas peças promocionais que a Secla desenvolveu. Entre outras cores, conhece-se vidrado com tonalidade semelhante em cinzeiros que o Turismo de Portugal encomendou à Secla neste período.

 

O motivo central do cinzeiro remete para as tradicionais touradas à corda da Ilha Terceira.

 

 

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Dezembro 23 2018

 

Grande placa circular em faiança com a inscrição manuscrita "De um Sobrinho pobre / A um "Tio Rico".

 

Notem-se os três conjuntos de iniciais patentes no tardoz – "J.P.V.", impresso na pasta, corresponderá a quem modelou a placa, "R.C.R." corresponde a quem pintou a peça e desenhou a caricatura e "H.P.F." corresponderá ao "Sobrinho pobre".

 

 

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Setembro 08 2018

 

Cinzeiro em faiança, produzido pelas Faianças Subtil, comemorativo da festa do jornal Avante! realizada em 1986.

 

A fábrica de Faianças Subtil tinha sede nas Caldas da Rainha, embora seja possível encontrar referências ao seu endereço comercial e empresarial também em Coimbra, e não sobreviveu às inúmeras vicissitudes que afectaram diversas empresas cerâmicas portuguesas no último quartel do século XX e na viragem para o século actual.

 

Depois de um período de agitação laboral em 2001, que se veio a revelar fatal, a empresa viria a ser reestruturada e renomeada como Le Faubourg, mas esta alteração parece não ter resolvido os eventuais problemas estruturais, produtivos, competitivos e de reposicionamento no mercado, pelo que o seu encerramento acabou por ocorrer em 2005.

 

Note-se como este cinzeiro, enquanto ampliação de uma carica, evoca o princípio de sobredimensionamento das peças do quotidiano, característico da Arte Pop, e como o motivo traduz claramente as dimensões e o formato de um autocolante.

 

 

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Agosto 19 2018

 

Jarra em faiança, com cerca de 28 cm. de altura, sem qualquer marca visível.

 

Como já se referiu aqui (https://mfls.blogs.sapo.pt/227609.html), o alaranjado foi uma tonalidade que, a partir de finais do século XVIII, traduziu um certo sentido revivalista na faiança e até na porcelana.

 

Foi ainda uma tendência cromática frequentemente associada ao período Art Déco, surgindo em Portugal, nessa época, em diversas produções do Carvalhinho, da Lusitânia, da Sacavém e da Vista Alegre.

 

O formato desta jarra, contudo, evidencia uma produção do pós-guerra, sendo possivelmente uma peça produzida nas áreas de Alcobaça ou Caldas da Rainha durante as décadas de 1960 ou 1970, período da Arte Pop em que, mais uma vez, o alaranjado surgiu com frequência no revestimento cerâmico.

 

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Julho 14 2018

 

Caixa sextavada, moldada e relevada, em faiança da fábrica Frazão, das Caldas da Rainha.

 

 

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Junho 24 2018

 

Em plena celebração das festas dos Santos Populares, reproduzem-se hoje dois exemplares da vasta série de sardinhas de autor que a fábrica Bordalo Pinheiro tem vindo a comercializar nos últimos anos.

 

A decoração da sardinha Farol foi concebida por Ana Sofia Gonçalves (n. 1979) e a da sardinha Preia-Mar por Filipa Oliveira (datas desconhecidas).

 

O formato destes exemplares surgia já nas peças criadas no século XIX por Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), seguindo a tradição cerâmica de Palissy (1510-c. 1590).

 

O conceito da sardinha enquanto ícone identitário do design contemporâneo português, comum às festas de Lisboa, à cerâmica das Caldas da Rainha e até a Portugal, foi propulsionado já no século XXI pelo gabinete Silva Designers (http://www.silvadesigners.com/).

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Março 28 2018

 

Numa invulgar operação de marketing e filantropia, a Fábrica Bordallo Pinheiro, das Caldas da Rainha, ofereceu esta semana duas peças de cerâmica à Junta de Freguesia do Areeiro e à cidade de Lisboa.

 

Em cerimónia que teve lugar no passado dia 26 de Março, uma escultura, de grandes dimensões, de um gato assanhado e uma peça de mobiliário urbano, um banco, também com um caracol de grandes dimensões, revestido a azulejos com motivos bordalianos, foram inauguradas na zona sul da Praça de Londres e num extremo da Rua Guerra Junqueiro.

 

 

A escultura do gato assanhado reproduz um modelo bordaliano criado em 1896. Na tarde do evento, foram oferecidas a alguns visitantes e clientes da loja Bordallo Pinheiro, na Rua Guerra Junqueiro, réplicas, de pequena dimensão, dessa figura.

 

Foram ainda distribuídos vouchers de 10% de desconto para aquisição de peças na mesma loja.

 

 

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Janeiro 13 2018

 

Pequena jarra bojuda, em pasta cerâmica vermelha e com cerca de 13 cm de altura, apresentando vidrado escorrido policromático.

 

Embora a marca não seja legível, parece corresponder a uma das marcas circulares da fábrica Bordalo Pinheiro, das Caldas da Rainha, do período posterior a Gustavo Bordalo Pinheiro (1867-1920) e à Fábrica San Rafael.

 

 

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Dezembro 30 2017

 

Garrafa antropomórfica, com tampa e cerca de 21,4 cm. de altura, ostentando a inscrição, esgrafitada e manuscrita, "Bonita moça".

 

Não apresentando qualquer marca, esta peça insere-se numa tradição que está documentada na produção oitocentista das Caldas da Rainha, em particular nas mulheres com guitarrra atribuídas a Maria Póstuma, conhecida popularmente como Maria dos Cacos (1797-1853), mas não é impossível que seja oriunda de um centro oleiro do Minho ou do Alentejo.

 

Como é evidente, o tratamento facial desta figura remete para modelos mais arcaicos, que remontam a civilizações pré-clássicas, o mesmo acontecendo com algumas características, volumétricas e posicionais, do corpo.

 

Veja-se, ainda, como estes modelos antropomórficos foram também evocados nas lambrilhas que o SPN/SNI promoveu ao longo das décadas de 1930, 1940 e 1950 (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cccliv-392994).

 

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Novembro 18 2017

 

Pequena jarra, com cerca de 13,2 cm. de altura, apresentando decoração escorrida.

 

Embora não ostente qualquer marca na base, decoração escorrida semelhante a esta é característica, em Portugal, da produção de várias fábricas das Caldas da Rainha.

 

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