Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Março 28 2018

 

Numa invulgar operação de marketing e filantropia, a Fábrica Bordallo Pinheiro, das Caldas da Rainha, ofereceu esta semana duas peças de cerâmica à Junta de Freguesia do Areeiro e à cidade de Lisboa.

 

Em cerimónia que teve lugar no passado dia 26 de Março, uma escultura, de grandes dimensões, de um gato assanhado e uma peça de mobiliário urbano, um banco, também com um caracol de grandes dimensões, revestido a azulejos com motivos bordalianos, foram inauguradas na zona sul da Praça de Londres e num extremo da Rua Guerra Junqueiro.

 

 

A escultura do gato assanhado reproduz um modelo bordaliano criado em 1896. Na tarde do evento, foram oferecidas a alguns visitantes e clientes da loja Bordallo Pinheiro, na Rua Guerra Junqueiro, réplicas, de pequena dimensão, dessa figura.

 

Foram ainda distribuídos vouchers de 10% de desconto para aquisição de peças na mesma loja.

 

 

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Janeiro 13 2018

 

Pequena jarra bojuda, em pasta cerâmica vermelha e com cerca de 13 cm de altura, apresentando vidrado escorrido policromático.

 

Embora a marca não seja legível, parece corresponder a uma das marcas circulares da fábrica Bordalo Pinheiro, das Caldas da Rainha, do período posterior a Gustavo Bordalo Pinheiro (1867-1920) e à Fábrica San Rafael.

 

 

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Dezembro 30 2017

 

Garrafa antropomórfica, com tampa e cerca de 21,4 cm. de altura, ostentando a inscrição, esgrafitada e manuscrita, "Bonita moça".

 

Não apresentando qualquer marca, esta peça insere-se numa tradição que está documentada na produção oitocentista das Caldas da Rainha, em particular nas mulheres com guitarrra atribuídas a Maria Póstuma, conhecida popularmente como Maria dos Cacos (1797-1853), mas não é impossível que seja oriunda de um centro oleiro do Minho ou do Alentejo.

 

Como é evidente, o tratamento facial desta figura remete para modelos mais arcaicos, que remontam a civilizações pré-clássicas, o mesmo acontecendo com algumas características, volumétricas e posicionais, do corpo.

 

Veja-se, ainda, como estes modelos antropomórficos foram também evocados nas lambrilhas que o SPN/SNI promoveu ao longo das décadas de 1930, 1940 e 1950 (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cccliv-392994).

 

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Novembro 18 2017

 

Pequena jarra, com cerca de 13,2 cm. de altura, apresentando decoração escorrida.

 

Embora não ostente qualquer marca na base, decoração escorrida semelhante a esta é característica, em Portugal, da produção de várias fábricas das Caldas da Rainha.

 

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Outubro 07 2017

 

Conjunto em cerâmica vidrada, com cerca de 32,2 x 22,2 x 9,3 cm., representando cinco bananas assentes sobre folhagem. 

 

Não apresenta qualquer marca visível, mas conjuntos semelhantes a estes foram produzidos em diversas oficinas e fábricas portuguesas, particularmente nas regiões de Barcelos e Caldas da Rainha.

 

O livro de Adélio Macedo Correia (n. 1943), João Macedo Correia (1908-1987): O Legado de um Ceramista, recentemente publicado, apresenta um conjunto algo diferente deste, mas com vidrado, colorido, composição e dimensões semelhantes, atribuído à Fábrica de Cerâmica de Joaquim Macedo Correia, em Barcelos.

 

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Agosto 20 2017

 

Conjunto de bule e açucareiro, em faiança da fábrica Secla, das Caldas da Rainha, com vidrado verde semi-mate.

 

Note-se como estes formatos, embora tenham sido produzidos e comercializados no pós-guerra, podem perfeitamente enquadrar-se na gramática Art Déco.

 

 

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Julho 23 2017

 

Peça para sala de fumo, com cerca de 6,3 x 13,7 x 6,9 cm., em faiança da fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

 

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Fevereiro 19 2017

 

Dois açucareiros em faiança da fábrica Secla, Caldas da Rainha.

 

Este formato, com o código P.2942, foi concebido cerca de 1970 pelo designer Joaquim Alberto Pinto Ribeiro (1921-1989), fundador e gerente responsável pela fábrica Secla, para um serviço de café.

 

Exemplares semelhantes estão ilustrados na página 109 do livro A Nova Cerâmica das Caldas (1989), da autoria do mesmo Alberto Pinto Ribeiro, e na página 131 do catálogo da exposição Estúdio Secla: Uma renovação na cerâmica portuguesa, realizada em 1999 no Museu Nacional do Azulejo.

 

 

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Janeiro 22 2017

 

Conjunto de duas chávenas de café, e pires, em faiança da J.P.M., empresa fundada em 1996 e com sede nas Caldas da Rainha.

 

A conjugação dos formatos e das combinações cromáticas foi concebida pelo artista plástico José de Guimarães (n. 1939), correspondendo a uma gramática bem característica das suas criações tridimensionais.

 

Na base, estas peças ostentam os logótipos da Expo'98 e do ICEP (Investimentos, Comércio e Turismo de Portugal), bem como o logótipo que José de Guimarães criou em 1993 para o Turismo de Portugal.

 

 

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Dezembro 03 2016

 

Taça em faiança rodada e moldada manualmente, com cerca de 5,2 cm. de altura e 14,3 de diâmetro máximo, da oficina de Germano Luís da Silva (1890-1957), nas Caldas da Rainha.

 

Este exemplar foi exibido na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005 nos EUA, correspondendo a faixa branca horizontal, que surge junto da marca, à banda magnética de segurança aplicada durante aquele evento.

 

Leia-se uma pequena nota sobre a fábrica e veja-se outra peça, já de um período posterior, com a marca Faianças Germano, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/129008.html.

 

 

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