Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 19 2019

Pequeno cinzeiro circular, com a inscrição "HOTEL DE ANGRA / ILHA TERCEIRA / AÇORES", produzido pela extinta fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

Este vidrado amarelo, evocativo de muita da cerâmica popular da zona de Barcelos, e de outras regiões portuguesas, surgiu com frequência, durante as décadas de 1960 e 1970, nas peças promocionais que a Secla desenvolveu. Entre outras cores, conhece-se vidrado com tonalidade semelhante em cinzeiros que o Turismo de Portugal encomendou à Secla neste período.

 

O motivo central do cinzeiro remete para as tradicionais touradas à corda da Ilha Terceira.

 

 

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Outubro 06 2018

 

Mais um exemplar da Empresa Electro-Cerâmica do Candal, desta vez um cinzeiro, ilustrando uma das combinações decorativas mais comuns da fábrica – áreas parcialmente esmaltadas a uma só cor conjugadas com motivos florais estampados sobre o fundo branco da porcelana, desta vez sem qualquer filetagem a dourado.

 

 

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Setembro 08 2018

 

Cinzeiro em faiança, produzido pelas Faianças Subtil, comemorativo da festa do jornal Avante! realizada em 1986.

 

A fábrica de Faianças Subtil tinha sede nas Caldas da Rainha, embora seja possível encontrar referências ao seu endereço comercial e empresarial também em Coimbra, e não sobreviveu às inúmeras vicissitudes que afectaram diversas empresas cerâmicas portuguesas no último quartel do século XX e na viragem para o século actual.

 

Depois de um período de agitação laboral em 2001, que se veio a revelar fatal, a empresa viria a ser reestruturada e renomeada como Le Faubourg, mas esta alteração parece não ter resolvido os eventuais problemas estruturais, produtivos, competitivos e de reposicionamento no mercado, pelo que o seu encerramento acabou por ocorrer em 2005.

 

Note-se como este cinzeiro, enquanto ampliação de uma carica, evoca o princípio de sobredimensionamento das peças do quotidiano, característico da Arte Pop, e como o motivo traduz claramente as dimensões e o formato de um autocolante.

 

 

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Agosto 11 2018

 

Cinzeiro, com cerca de 2,1 x 9,8 x 9,5 cm., em faiança da fábrica Aleluia, Aveiro.

 

Note-se como a imagem da igreja matriz se encontra estampada mas apresenta alguns complementos, como o céu, pintados à mão. Do mesmo modo, a legenda "Recordação de Vouzela" encontra-se também pintada à mão.

 

 

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Agosto 05 2018

 

Cinzeiro em porcelana da fábrica Electro-Cerâmica do Candal, reproduzindo o brasão de armas do município de Vila Nova de Gaia, concelho a que pertence o Candal.

 

Note-se como esta peça com decoração policromática, complementada a ouro e platina, ostenta a marca Porcec.

 

 

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Outubro 29 2017

 

Cinzeiro em faiança da efémera fábrica Faianças GAL, de Lisboa.

 

Como é característica das peças desta fábrica, o formato, a decoração e as cores traduzem uma gramática declaradamente modernista.

 

 

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Fevereiro 11 2017

 

Dois cinzeiros em faiança da fábrica Cerâmica da Madalena, Limitada, Leiria.

 

Fundada por escritura lavrada em 31 de Julho de 1945, esta empresa tinha um capital inicial de 260.000$00, distribuído pelos seguintes accionistas – José António Lagoa, com 60.000$00, António Ferreira Morgado, Costa & Irmãos, Lda., Luiz de Sousa Carpalhoso, Manuel Carpalhoso Júnior, Manuel da Venda Júnior e Vergílio Hasse de Oliveira, com 30.000$00 cada, e Manuel António Pinto, com 20.000$00.

 

Posteriormente, já no final da década de 1960, esta fábrica veio a ter como accionista a empresa J. Pimenta, S.A.R.L., cujo logótipo está patente nestas peças.

 

O primeiro cinzeiro alude ainda à célebre publicidade gráfica e televisiva que, no início da década de 1970, apresentava o slogan "Pois, pois... J. Pimenta!", promovendo os empreendimentos do construtor civil João Pimenta (c.1925-2015).

 

 

 

Em 1986 a Cerâmica da Madalena, que entretanto já se tinha vindo a especializar na loiça sanitária durante as últimas duas décadas, passou a integrar o grupo espanhol Roca (http://www.pt.roca.com/home/home) e produziu 200.000 peças. No ano seguinte, registava já uma produção de um milhão de peças.

 

Esta empresa de origem catalã havia-se estabelecido em Portugal em 1972, comercializando produtos de aquecimento e banheiras de ferro fundido.

 

Em 1995 consolidou a sua posição no mercado inaugurando uma unidade de produção de banheiras em aço esmaltado, em Águeda, e no ano seguinte construiu uma segunda unidade em Leiria, que começou por produzir 233.000 peças e em 1998 produzia já 1.800.000 peças.

 

No âmbito desta diversificação na área sanitária, em 1999 a  Roca veio ainda a inaugurar, em Cantanhede, uma unidade de produção de torneiras. 

 

 

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Dezembro 31 2016

 

Cinzeiro, com cerca de 9,6 x 15,9 x 2,7 cm., em faiança da OAL, Olaria de Alcobaça.

 

Este exemplar documenta uma curiosa conjugação da tradicional decoração floral da loiça de Alcobaça com um inesperado formato modernista.

 

Reminiscente de alguns exemplares modernistas alemães das décadas de 1920 e 1930, este formato teve também algumas variantes produzidas em Portugal, nomeadamente durante o período de administração da Fábrica do Carvalhinho pela Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

 

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Setembro 04 2016

 

 

Dois cinzeiros promocionais em faiança da fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

O primeiro, com cerca de 5,6 cm. de altura, 8,1 cm. de diâmetro na base e 9,1 cm. de diâmetro máximo nos suportes para cigarro, ostenta quatro conjuntos de legendas – "CAIS / DA / FONTE / NOVA", "TELEF. / 22061 / (3 linhas) / APARTADO 13", "AZULEJOS / BRANCOS / E PINTADOS" e "LOUÇAS / DOMÉSTICAS / SANITÁRIAS / E ARTÍSTICAS".

 

O segundo, com cerca de 3,9 cm. de altura, 11,6 cm. de diâmetro na base e 13,1 cm. de diâmetro no rebordo, apresenta um vidrado pouco vulgar na produção da Aleluia e ostenta apenas as legendas que se podem observar na imagem – "Aleluia / Aveiro".

 

Obviamente, nenhum destes exemplares apresenta qualquer marca na base.

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Agosto 16 2014

 

Cinzeiro sem qualquer marca, com cerca de 8,6 x 10,7 x 11,2 cm., apresentando pigmentação azul esparsa sob o vidrado e a legenda comemorativa TAN [TANTAN ?] 4º ANIVERSÁRIO.

 

Embora este formato possa ter outras utilidades, no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, segunda edição, realizada no MCS em 2009, surge uma versão com vidrado alaranjado semi-mate classificada como cinzeiro.

 

Ao contrário da hipótese levantada na entrada de catálogo daquela peça, este exemplar vem provar que não nos encontramos, de facto, apenas perante um ensaio de formato.

 

Apesar das pesquisas, e da leitura alternativa da inscrição, quer como TAN, quer como Tantan, não foi possível encontrar qualquer referência àquele que poderá ser o nome de uma eventual empresa.

 

 

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