Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Maio 11 2019

 

Pequena jarra, ou o pote a que falta a tampa, com cerca 8,5 de cm. de altura, em porcelana da fábrica da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Note-se, na metade esquerda, a linha de junção do motivo estampado, correspondente à decoração 349, como se pode verificar na anotação manuscrita junto à marca.

 

Motivos similares a este foram aplicados, no mesmo período, que corresponderá às décadas de 1960 e 1970, em peças cerâmicas de outras fábricas portuguesas.

 

 

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Março 10 2019

Cafeteira formato Belga, com cerca de 18,8 cm. de altura, em porcelana da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Juntamente com os formatos Angola, Cúbico e Porto, este é um dos formatos dos serviços de café e chá da SP característicos do período Art Déco.

 

Vejam-se alguns exemplares de peças formato Porto, que erroneamente ostentam a designação Belga, aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccxvii-324657.

 

 

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Janeiro 13 2019

 

Figura, com cerca de 19,4 cm. de altura, em faiança não vidrada.

 

Não apresenta qualquer marca, mas o seu revestimento amarelo e castanho, aplicado a aerógrafo, recorda a técnica e as tonalidades utilizadas na Cerâmica Macedo, de Barcelos. A pasta branca, contudo, poderá indiciar uma produção oriunda de Coimbra.

 

Esta figura é característica de certas representações cerâmicas, de traço caricatural e infantilizante, que evocam as cowgirls Calamity Jane (Martha Jane Canary-Burke, 1852-1903) e, particularmente, Annie Oakley (Phoebe Ann Moses, 1860-1926), bem como as suas posteriores actuações circenses.

 

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Junho 30 2018

 

Taça com asas, com cerca de 6,8 cm. de altura x 14,2 cm. e 12,6 cm. de diâmetro máximo, produzida na fábrica Viúva de Alfredo de Oliveira, Coimbra.

 

Este formato com asas é evocativo das antigas escudelas, embora tradicionalmente essas taças apresentassem asas na horizontal, e também das mais recentes taças para consommé.

 

Note-se com a decoração floral, que surge também na concavidade da taça, apresenta uma estilização semelhante a certas representações pictóricas de Manuel Cargaleiro (n. 1927), as quais ocorrem ainda em algumas das suas produções cerâmicas.

 

 

Conhecida inicialmente como Fábrica do Lagar, situada já então na Rua Direita, esta empresa tem o primeiro documento conhecido datado de 24 de Junho de 1824, através de um contrato de arrendamento em nome de Joaquim da Silva (datas desconhecidas), arrendatário que viria a ser substituído pouco depois, a 3 de Julho do mesmo ano, por Angelina Ludovina, Joanna de Mesquita, Joaquim Ignacio e Joaquim da Silva (datas desconhecidas).

 

Joaquim da Silva viria a adquirir outras fábricas em Coimbra durante os anos de 1834 e 1835, atribuindo em 1840 a seu filho, Leonardo Ferreira da Cunha (datas desconhecidas), como dote de noivado, a fábrica da Rua Direita, que este viria a arrendar, em 1867, a Francisco António Maria de Sousa e Francisco Ferreira Duarte (datas desconhecidas).

 

Em 1873 lavrou-se nova escritura, em nome de Adelino Augusto Pessoa, Adriano Augusto Pessoa, Alberto Pessoa e Ermelinda do Ceo Pessoa (datas desconhecidas), ocorrendo em 1897 a constituição da empresa Afonso Pessoa & Pimentel, que viria a ser dissolvida pouco depois. A fábrica passou então a ser detida exclusivamente por Afonso Augusto Pessoa, pelo menos até ao ano de 1905.

 

No século XX, a fábrica esteve a ser explorada por António Cardoso de Carvalho (datas desconhecidas), desde 1915. Já na década de 1920, passou para a posse e administração de Alfredo de Oliveira (datas desconhecidas). Após a sua morte, que terá ocorrido antes de 1942, a viúva, Maria do Nascimento Almeida Martinho (datas desconhecidas), requereu que a fábrica passasse a ter a denominação correspondente à marca que se reproduz abaixo.

 

Embora algumas fontes refiram que esta fábrica encerrou há várias décadas, uma recente publicação do Museu de Lamego, da autoria de Filipa Formigo (datas desconhecidas) e Luís Sebastian (datas desconhecidas), intitulada A Última Olaria de Faiança de Coimbra (2016), de onde se retiraram as informações patentes nos quatro parágrafos anteriores, documenta a sua produção até àquele ano, sob a designação Sociedade Cerâmica Antiga de Coimbra, Lda., empresa constituída em 13 de março de 1965.

 

 

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Maio 05 2018

 

Mostardeira, pequena molheira, ou ainda jardinière em miniatura, com cerca de 6,8 x 13,8 x 6,8 cm., em porcelana da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Note-se como a tradicional decoração de florinhas estampadas, complementadas com filetagem dourada, apresenta uma, na altura da sua produção, moderna e estilizada gramática floral, que se conjuga com o invulgar e inovador formato desta pequena peça.

 

 

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Abril 21 2018

 

Pequena escultura, em faiança, representando um cervo.

 

Embora esta peça não apresente qualquer marca, conhece-se um exemplar semelhante com a marca circular da Estatuária, de Coimbra.

 

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Fevereiro 24 2018

 

Manteigueira, formato Porto, em porcelana da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Note-se como este formato tradicional ganhou um aspecto contemporâneo apenas com a adição da pega quadrangular. A filetagem minimalista, que também sublinha essa sua modernidade, corresponde contudo a uma combinação, até cromática, que já ocorria no século XIX.

 

Veja-se outra manteigueira deste formato, com diferente decoração, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccxvii-324657.

 

 

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Fevereiro 04 2018

 

Açucareiro, chávena de café e pires, em porcelana da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Estas peças correspondem ao formato Tânger, formato que a Vista Alegre, detentora dos direitos de este e muitos outros formatos da Electro-Cerâmica do Candal e da Sociedade de Porcelanas de Coimbra, reeditou já no início do século XXI.

 

Veja-se uma outra decoração deste modelo, ostentando apenas simples filetagem múltipla, em MUONT: http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2012/03/servico-de-cafe-art-deco-modelo-tanger.html.

 

 

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Setembro 17 2017

 

Pequena jarra, com cerca de 7,4 cm. de altura, em faiança da fábrica Cesol, de Souselas, Coimbra.

 

Esta peça apresenta um vidrado beige pouco comum na produção da Cesol, mas que, curiosamente, é semelhante a um revestimento aplicado em alguma produção da fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

A decoração dourada patente nesta peça e a marca, aplicada a carimbo e também dourada, são incomuns na maioria da produção da Cesol.

 

 

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Setembro 01 2017

 

Conjunto de figuras em terracota pintada, com cerca de 13,4 cm. de altura, sem qualquer marca visível.

 

Trata-se, obviamente, de uma réplica das famosas figuras Hümmel comercializadas pela fábrica alemã Goebel, que, em Portugal, foram também integralmente reproduzidas, ou mesmo adaptadas, quer em faiança quer em porcelana (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/h%C3%BCmmel).

 

É muito provável que estas figuras em terracota moldada tenham sido produzidas numa das fábricas, ou oficinas, de Coimbra, como a Estatuária, A Moderna Industrial Decorativa ou A Nova Decorativa.

 

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