Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2019

 

Jarra em faiança com cerca de 14,5 cm. de altura e cerca de 17,5 cm. de diâmetro máximo.

 

Embora não ostente qualquer marca visível, a não ser o código alfa-numérico "4BC" impresso na pasta, este corresponde a um dos formatos conhecidos da produção da FLS, conforme se pode comprovar aqui: https://mfls.blogs.sapo.pt/190654.html.

 

A combinação da decoração geométrica e floral, as combinações cromáticas do amarelo e do laranja, e ainda a combinação da pintura manual com a decalcografia, constituem-se  também como características comuns de alguma produção da década de 1930 na FLS.

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 05:01

Setembro 01 2016

 

Jarra, com cerca de 11,7 cm. de altura, em faiança da fábrica Belo, das Caldas da Rainha.

 

Esta peça ostenta na base as inscrições, incisas, "184/2 / BELO / C. DA RAINHA" e no corpo cilíndrico a legenda, pintada à mão sobre uma faixa desdobrada na diagonal, "VI TORNEIO ABERTO / DE / TENIS DE MESA / DAS / CALDAS DA RAINHA / 29-4-1962".

 

Como se viu anteriormente (http://mfls.blogs.sapo.pt/61006.html), este tamanho corresponde à dimensão intermédia deste tipo de jarras, que evocam um dos tradicionais formatos orientais dos balões de iluminação (http://mfls.blogs.sapo.pt/17090.html).

 

 

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Setembro 01 2016

 

 

Molheira em faiança, formato Paris (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/formato+paris), sem marca da FLS mas indubitavelmente da sua produção, com as dimensões aproximadas de 8,2 x 21,8 x 14,6 cm.

 

Esta molheira seria complementada com uma concha, que neste exemplo ostenta diferente decoração floral, embora seja também característica do século XIX, deste tipo: http://mfls.blogs.sapo.pt/concha-313780.

 

Entrando hoje no seu oitavo ano de publicação, o espaço MAFLS continuará a divulgar com alguma periodicidade, agora semanal, peças de cerâmica portuguesa.

 

A exemplo dos últimos dois anos, essa apresentação centrar-se-á, predominantemente, na produção de outras fábricas em detrimento daquela que foi desenvolvida pela Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

Pontualmente, contudo, serão ainda reproduzidas peças desta fábrica fundada, de acordo com a documentação actualmente conhecida, há cento e sessenta anos.

 

 

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Dezembro 01 2015

 

Quadra de azulejos ostentando no tardoz de um exemplar a legenda SACAVEM U 1, em relevo, e o carimbo numérico 149. Outro exemplar apresenta os carimbos numéricos 17 (maiúsculo), 3 (minúsculo) e ainda o número 315 manuscrito a preto.

 

Este conjunto, propositadamente combinando azulejos com cores diferentes e omitindo as espigas que constituíam a quadra original (http://mfls.blogs.sapo.pt/26731.html), ilustra duas das três variantes cromáticas conhecidas nas papoilas e nos laços – azul, laranja e roxo.

 

A decoração encontra-se aplicada sobre o vidrado.

 

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Setembro 25 2015

Prato de cozinha, com cerca de 29,3 cm. de diâmetro, do último período de produção da FLS.

 

Seguindo uma tendência revivalista, adoptada durante este período em alguns formatos e decorações, esta peça apresenta um motivo floral aplicado a aerógrafo sobre stencil (chapa recortada) que remete para algumas decorações Art Déco muito características das décadas de 1920, 1930 e 1940.

 

 

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Setembro 01 2015

 

Acima, pequeno azulejo de friso, com cerca de 4 x 15,8 x 1 cm., apresentando motivos florais estilizados aplicados a stencil (chapa recortada) e aerógrafo sob o vidrado, ostentando no tardoz a inscrição SACAVEM, em relevo, e um X carimbado a verde.

 

Abaixo, decoração rural oitocentista (http://mfls.blogs.sapo.pt/9037.html) numa terrina que recria um formato da FLS do segundo quartel do século XX – denominado D. João V, em edição promovida no ano de 1999, já depois do encerramento da fábrica, pelo município de Loures.  

 

 

Entrando hoje no seu sétimo ano de publicação, o espaço MAFLS continuará a divulgar, com alguma periodicidade, peças de cerâmica portuguesa.

 

Tal como no ano anterior, essa apresentação centrar-se-á agora, predominantemente, na produção de outras fábricas em detrimento daquela que foi desenvolvida pela centenária (passarão em 2016 cento e sessenta anos da sua fundação) Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

 

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Agosto 23 2015

 

Díptico de azulejos da fábrica Viúva Lamego, com cerca de 28,6 x 14,3 cm., decorado com um motivo floral assinado mas de autor/a não identificado/a, talvez Maria Emília Silva Araújo (n. 1940), produzido provavelmente em oficina de ceramista durante o último quartel do século XX.

 

Conforme já foi aqui referido, a fábrica Viúva Lamego, fundada no ano de 1849, em Lisboa, integra actualmente o grupo Aleluia, que teve origem na fábrica homónima fundada no ano de 1905, em Aveiro (http://www.aleluia.pt/).

 

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Maio 16 2015

 

Pequeno prato em faiança, com cerca de 18 cm. de diâmetro, apresentando decoração floral policromática pintada à mão sob o vidrado.

 

Embora este formato seja semelhante a alguns dos formatos produzidos pela fábrica portuense da Corticeira e pela fábrica gaiense Soares dos Reis (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/abas+recortadas), as iniciais C. V. não correspondem a qualquer assinatura fabril ou oficinal identificada.

 

Além do mais, não só a execução formal e decorativa se afasta da qualidade destas duas fábricas como as opções cromáticas se afastam, também, da palette habitual das mesmas.

 

Por sua vez, a pasta apresenta-se demasiado granulada, exsudando em demasiada e formando excrescências de aspecto salitroso quando submetida a imersão aquosa prolongada e posterior secagem natural.

 

Saliente-se, no entanto, que a assinatura a castanho vinoso não é invulgar na Soares dos Reis e que a tonalidade azul, aqui aplicada no reticulado, também surgiu nesta fábrica, aplicada em filetagem e ramagem pintadas à mão que complementam frutas executadas a stencil (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/f%C3%A1brica+soares+dos+reis).

 

Uma outra hipótese seria a de a inicial "V" corresponder a Viana do Castelo. No entanto, embora na década de 1940 tenha existido produção de faiança nesta localidade, a marca que se conhece corresponde à designação Louça de Viana e a não a uma hipotética Cerâmica de Viana.

 

 

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Dezembro 27 2014

 

Pratos em porcelana com decoração floral cromolitografada sobre o vidrado e vestígios de dourado no rebordo.

 

Acima, um prato de sobremesa com cerca de 18,1 cm. de diâmetro. Abaixo, um prato raso, com cerca de 23,9 cm. de diâmetro, e um prato fundo, de sopa, também com cerca de 24 cm. de diâmetro.

 

 

Embora não apresentem qualquer marca, de acordo com as características do tardoz, com os formatos e com a decoração, estes pratos terão sido muito provavelmente produzidos na fábrica da Vista Alegre, durante o primeiro quartel do século XX.

 

Actualmente, a decoração em porcelana sob o vidrado, denominada tecnicamente inglaze, em inglês, efectua-se a cerca de 1240º C, enquanto a decoração sobre o vidrado, onglaze, se efectua a cerca de 820º C.

 

Para além da diferença ao tacto, nota-se um ligeiro relevo sobre o vidrado na versão onglaze, e de tonalidade, sendo esta mais escura que a outra, a decoração aplicada inglaze tem a grande vantagem de não sofrer qualquer desgaste com a utilização, uma vez que fica integrada na pasta e no vidrado.

 

 

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Setembro 01 2014

 

Caixa rectangular em aglomerado de cortiça, com cerca de 6 x 22,4 x 12,7 cm., cuja tampa apresenta embutida uma placa azulejar decorada com uma flor estilizada.

 

Produzida provavelmente no último quartel do século XX, e não ostentando qualquer marca, esta peça exemplifica o uso combinado de dois dos materiais habitualmente associados a Portugal – o azulejo e a cortiça.

 

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