Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Fevereiro 10 2018

 

Azulejo da fábrica da Corticeira, Porto, ostentando a legenda "A MULHER QUANDO SE METE / A FALAR NA VIDA ALHEIA, / COMEÇA NA LUA NOVA / E ACABA NA LUA CHEIA."

 

Como se sabe, estas quadras ao gosto dito popular surgiram com frequência na cerâmica portuguesa – particularmente em azulejos, lambrilhas e quadrinhos de parede, durante as décadas de 1940 e 1950.

 

A declamação de semelhantes quadras, com frases chocarreiras provocando ou criticando homens e mulheres, era ainda tradicional nas zonas rurais durante o período do Carnaval, ou Entrudo, que agora se celebra.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Junho 22 2014

 

Travessa em faiança da fábrica da Corticeira, no Porto, com cerca de 37,2 x 25,8 x 3,3 cm., ostentando uma variante do motivo Estátua (Cavalinho) estampada a verde sob o vidrado.

 

Como se pode observar, esta é uma versão grosseira da estampa que originalmente surgiu em Inglaterra, sendo também uma versão muito inferior àquela que a FLS veio a celebrizar em Portugal.

 

É ainda claramente inferior, mesmo, às versões de algumas outras fábricas da área do Porto, como a das Devesas (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cxciv-295734), que também teve as suas variantes de menor qualidade (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/18604.html).

 

Embora este formato seja comum a outras fábricas portuguesas e, no nosso país, característico do final do século XIX, deve sublinhar-se que, no resto da Europa, ocorria já em meados do século XVIII, surgindo inicialmente como uma assimilação do formato das porcelanas chinesas importadas.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Maio 15 2011

 

 

Prato em faiança da Fábrica da Corticeira, Porto, recortado e pintado à mão sob o vidrado.

 

Sobre esta fábrica a bibliografia é escassa, sabendo-se muito pouco quer sobre a sua administração quer sobre as suas datas de actividade, embora pareça que terá funcionado até à década de 1960.

 

O Itinerário da Faiança do Porto e Gaia, publicado em 2001 pelo Museu Nacional Soares dos Reis, dedica-lhe este curto parágrafo, repleto de incertezas e de uma marcante frase no condicional:

 

"Desta fábrica quase nada sabemos, apenas que teria ficado a laborar em parte das instalações abandonadas [em 1923] pela fábrica do Carvalhinho, na [Calçada e Rua da] Corticeira, sob a direcção do industrial António Silva, passando posteriormente a um funcionário, António Pereira da Silva."

 

A data de início da sua laboração é desconhecida, devendo no entanto notar-se que nem o opúsculo Cerâmica Portuguesa (1931), integrado na colecção Patrícia dirigida por Albino Forjaz de Sampaio (1884-1949), nem a conferência de um especialista na área, J. T. Ferreira Pinto Basto (1870-1953), intitulada A Cerâmica Portuguesa, proferida em 20 de Dezembro de 1934 e publicada no ano seguinte, mencionam a existência desta fábrica.

 

 

Nesta fotografia, inédita, do século XIX pode-se observar, do centro para a direita, o espaço que corresponde hoje à Alameda das Fontaínhas e logo abaixo, na encosta que desce para o rio Douro, parte das edificações originais da fábrica do Carvalhinho, contíguas à Rua da Corticeira e à antiga Calçada da Corticeira, actual Calçada das Carquejeiras.

 

Acerca da produção da Fábrica da Corticeira, e acerca deste prato em particular, note-se como segue a gramática dos pratos reticulados que imitam o artesanato de verguinha entretecida, uma prática comum a diversas fábricas portuguesas que reproduziram já no século XX este tradicional formato – Carvalhinho (http://mfls.blogs.sapo.pt/30760.html), Sant'Anna (http://mfls.blogs.sapo.pt/61269.html) e Soares dos Reis (http://mfls.blogs.sapo.pt/68135.html), e as características da pintura manual sob o vidrado e da decoração floral dessas mesmas fábricas.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

mais sobre mim
Agosto 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


arquivos

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

pesquisar