Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Dezembro 11 2011

 

 

Grande prato de parede, com cerca de 36,8 cm. de diâmetro, pintado à mão sob o vidrado e com aplicação de stencil (chapa recortada) na legenda e nos triângulos.

 

Tal como acontece com um exemplar anteriormente reproduzido (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/68510.html), esta será já uma peça da Fábrica Cerâmica do Cavaco, Lda.

 

Havendo adoptado a designação Fábrica Cerâmica do Cavaco, Lda. em 1920, como já foi referido (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/68510.html), a empresa veio a alterar o seu pacto social em 1931.

 

Através dessa alteração, Júlio Teixeira de Queiroz consolidou a sua posição na gestão técnica da empresa e viu consagrada a obrigatoriedade de a sua assinatura ser necessária para corroborar as assinaturas das sócias, D. Isaura Celeste Ramos de Macedo e D. Ana de Sousa Varela de Queiroz, e lhes conferir validade em quaisquer documentos relacionados com os negócios sociais.

 

Conforme também já foi aqui referido (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/90088.html), em 1 de Agosto de 1936 Luciano Pereira Valente constituiu sociedade com António Augusto Fragateiro Júnior e Manuel Rodrigues Ferreira da Costa para adquirir a fábrica, que ficou com um capital social de 15.000$00, equitativamente repartido pelos sócios.

 

Não tendo sido exibida nos E.U.A., esta peça encontra-se a ilustrar, no entanto, um dos textos do único exemplar conhecido do catálogo da exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Dezembro 04 2010

 

Prato com decoração, pintada à mão e aplicada a stencil (chapa recortada), sob o vidrado.

 

De acordo com o Itinerário da Faiança do Porto e Gaia, publicado pelo Museu Nacional de Soares dos Reis em 2001 e do qual também há uma versão em língua inglesa publicada em 2002, entre as décadas de 1860 e 1870 laborou uma fábrica com a denominação Fábrica do Cavaco, coexistindo com as fábricas do Cavaquinho e do Monte Cavaco, três empresas cujas instalações eram quase contíguas e pertenciam, cada uma delas, a diferentes membros, irmãos, de uma família de apelido Cunha.

 

Atendendo à modelação, à pasta e ao vidrado, o exemplar ilustrado não parece ser do século XIX, pelo que foi provavelmente produzido na fábrica do Monte Cavaco, que existiu até meados do século XX e em 1920 havia já adoptado a designação Fábrica Cerâmica do Cavaco, Lda.

 

 

© MAFLS

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