Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Março 10 2018

 

Pequena jarra em faiança da fábrica Artibus, Aveiro.

 

Como se tem vindo a divulgar neste espaço, a Artibus executou notáveis peças em porcelana. Contudo, produziu também alguns exemplares em faiança, como este que agora se apresenta.

 

Note-se que a marca patente nesta pequena jarra é diferente da inicial "A" que identificava as primeiras peças da Artibus, coincidindo assim com a marca mais tardia, provavelmente adoptada a partir da década de 1950, que apresenta o frontão de um templo suportado por cinco colunas.

 

 

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Fevereiro 18 2018

 

Duas jarras em faiança produzidas na fábrica Arfai, em Alcobaça.

 

Tal como acontece com outras peças da Arfai já aqui apresentadas, que a empresa faz questão de sublinhar não serem exemplares comercializados por si, a primeira jarra, com cerca de 20,8 cm. de altura, apenas apresenta uma etiqueta de papel, obviamente ostentando referências relativas à catalogação interna de produção.

 

Note-se, contudo, como a legendagem não se encontra em Português e como são também atribuídos créditos criativos à IGM. A segunda jarra, reproduzida em baixo e com cerca de 30,4 cm. de altura, não apresenta qualquer marca ou etiqueta.

 

 

Estas duas peças ilustram a pluralidade de revestimentos e vidrados que, em conjunto com os seus inúmeros formatos, caracterizam a excelente produção da Arfai.

 

Ilustram, ainda, o craquelé natural que esta faiança, submetida a tão diversificados e múltiplos revestimentos, desenvolve algo prematuramente em consequência das diferentes contracções e expansões, assíncronas, das pastas e dos vidrados. 

 

Como já foi referido, pode-se consultar o site da empresa aqui: http://www.arfaiceramics.com/index.php.

 

 

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Julho 23 2017

 

Peça para sala de fumo, com cerca de 6,3 x 13,7 x 6,9 cm., em faiança da fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

 

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Julho 01 2017

 

Caixa em faiança produzida na fábrica Raul da Bernarda, de Alcobaça.

 

Pintada à mão e modelada num tradicional formato de coração, apresenta a legenda  "Amor com / Amor se / paga", característica das frases populares reproduzidas em cerâmica nas décadas de 1940 e 1950, mas que se prolongaram ainda pela década seguinte.

 

 

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Março 25 2017

 

Taça em faiança, com cerca de 4,8 cm. de altura e 23,2 cm. de diâmetro máximo, e ostentando como motivo central a imagem de um veado, produzida pela fábrica Estatuária Artística de Alcobaça.

 

Como se comprova por este exemplar, a decoração revivalista apresentando animais, reminiscente de alguma produção cerâmica dos séculos XVII e XVIII, não se limitou no século XX à mais conhecida loiça policromática de Coimbra.

 

No caso da E.A.L., não será alheio à existência destes motivos o facto de um dos seus sócios e modeladores ser alegadamente oriundo de Coimbra e, eventualmente, também alguns pintores.

 

As datas habitualmente apontadas para a laboração desta fábrica situam-se entre 1945 e 1949, tendo pouco depois sido declarada a sua falência e ficando as instalações abandonadas até 1953.

 

Neste último ano, o consagrado ceramista José Pedro (datas desconhecidas), que havia saído da O.A.L. para a E.A.L., e posteriormente para a Olajul, no Juncal, retomou a laboração nas instalações da E.A.L., onde a Pedros viria ser fundada, pelo seu filho Silvino Ferreira Pedro (n. 1925), em 1955.

 

De acordo com a obra Faiança de Alcobaça (1997), de Jorge Pereira de Sampaio (n. 1965), de onde foram adaptadas as informações dos dois parágrafos anteriores, a assinatura corresponderá ao pintor Noel Costa (datas desconhecidas), que posteriormente transitou para a Vestal.

 

 

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Janeiro 22 2017

 

Conjunto de duas chávenas de café, e pires, em faiança da J.P.M., empresa fundada em 1996 e com sede nas Caldas da Rainha.

 

A conjugação dos formatos e das combinações cromáticas foi concebida pelo artista plástico José de Guimarães (n. 1939), correspondendo a uma gramática bem característica das suas criações tridimensionais.

 

Na base, estas peças ostentam os logótipos da Expo'98 e do ICEP (Investimentos, Comércio e Turismo de Portugal), bem como o logótipo que José de Guimarães criou em 1993 para o Turismo de Portugal.

 

 

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Dezembro 31 2016

 

Cinzeiro, com cerca de 9,6 x 15,9 x 2,7 cm., em faiança da OAL, Olaria de Alcobaça.

 

Este exemplar documenta uma curiosa conjugação da tradicional decoração floral da loiça de Alcobaça com um inesperado formato modernista.

 

Reminiscente de alguns exemplares modernistas alemães das décadas de 1920 e 1930, este formato teve também algumas variantes produzidas em Portugal, nomeadamente durante o período de administração da Fábrica do Carvalhinho pela Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

 

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Novembro 19 2016

 

Prato em faiança, com cerca de 22,4 cm. de diâmetro, da fábrica Sant'Anna, de Lisboa.

 

Apresenta uma mancha mais clara na cercadura interior que se deve a um retoque aplicado na pasta ainda antes de a pintura manual ser executada.

 

 

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Outubro 30 2016

 

Grande castiçal em faiança, com cerca de 50,4 cm. de altura, modelado pela ceramista Bela Silva (n. 1966).

 

Produzido na fábrica Bordallo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, e comercializado em 2005 pelo Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, esta peça inseria-se num conjunto de criações contemporâneas que pretendia evocar e homenagear a herança da cerâmica caldense, em geral, e celebrar, em particular, o impulso criativo e artístico que Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) trouxe a esta indústria no último quartel do século XIX.

 

Na mesma ocasião o museu promoveu e comercializou também recriações de conjuntos tradicionais das peças bordalianas em faiança, recobertas a crochet, concebidos por Joana Vasconcelos (n. 1971).

 

 

Capa do catálogo, com design de Jorge Colombo (n. 1963), da exposição de Bela Silva intitulada Antes do Mar, As Águas, que esteve patente no Museu Nacional do Azulejo entre 15 de Abril e 25 de Junho de 1999.

 

 

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Outubro 16 2016

 

Placa cerâmica decorada a stencil e esponjado, com cerca de 0,7 x 20,1 x 30,1 cm., comercializada pelo Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, no primeiro lustro do século XXI.

 

A nota impressa que originalmente acompanhava a peça apresenta a seguinte inscrição: "Azulejos / azul e amarelo / Adaptação livre a partir dos "Biombos Nambam" pertencentes à época clássica da Escola de Kano – Japão séc. XVI, XVII. Pormenor de detalhes do biombo atribuído a Kano Domi (1593-1600). / Ana Cordovil Wemans / M. N. A. A. 2 / IPM".

 

A autora deste motivo, que reinterpreta uma criação artística directamente relacionada com a presença dos portugueses e dos gaijin em solo nipónico durante os séculos XVI e XVII, a ceramista Ana Cordovil Wemans (n. 1956), dispõe de uma oficina própria de azulejaria, em Lisboa, e de um site onde ilustra a sua produção: http://www.anacordovil.com/home/projectos-realizados.

 

Uma vez que o tardoz se encontra revestido a aglomerado de cortiça, não é possivel identificar qualquer marca da fábrica / oficina que produziu esta placa cerâmica.

 

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