Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Abril 10 2012

© MCS/CDMJA 

 

Fotografia do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso reproduzindo uma jarra formato A-23 da série Arte Nova, formato já aqui apresentado anteriormente com outra decoração (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/formato+a-23).

 

Este formato terá sido produzido pela FLS entre os finais da década de 1950 e os princípios da década de 1970, pois surge na tabela de preços de 1960, é conhecido com o último logótipo da FLS mas já não consta da tabela de 1979.

 

A reprodução desta fotografia é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

© MAFLS

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Março 11 2012

© CDMJA/MCS

 

Folha, com desenhos para cinco diferentes formatos Arte Nova da FLS, que se encontra depositada nos arquivos do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso/Museu de Cerâmica de Sacavém. 

 

À esquerda, em baixo, observa-se o desenho correspondente à jarra formato A–21 apresentada há algumas semanas no espaço CMP* – http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.com/2012/02/gomil-fabrica-de-loica-de-sacavem.html#comment-form.

 

Na tabela de Maio de 1960 esta peça surge com a referência A-21, sob a designação "Jarro [sic] n.º 4", ao preço de 100$00 para "colorido s/ ouro". No exemplar dessa tabela existente no CDMJA uma anotação manuscrita indica que o seu peso é de 380 gramas. Na tabela de Maio de 1979 a peça já surge com a referência 9408, sob a designação "Jarra n.º 4 (A-21)", ao preço de 187$00. 

 

Note-se também, logo a seguir, a jarra número 2 (A-23), cujo formato foi anteriormente aqui ilustrado (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/21995.html). Esta jarra já não se encontra referenciada na tabela de 1979.

 

A reprodução desta imagem é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 

© MAFLS

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Novembro 22 2009

 

Jarra da série Arte Nova, com decoração de Nuno Lopes (1920-1974).

 

Nuno Lopes entrou a serviço da FLS em 2 de Maio de 1951, como pintor de 2.ª, de barro branco, categoria que mantinha ainda em 1969, com a designação barro branco substituída por loiça doméstica, segundo os registos da empresa.

 

Foi precisamente na década de 1950, num contexto de modernização do design cerâmico português protagonizado pelas fábricas Aleluia (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/148829.html), de Aveiro, e Secla, das Caldas da Rainha, que a FLS lançou a série Arte Nova.

 

A inovação deste conjunto de peças não se limitou à decoração, traduzindo também, tal como acontecera nas referidas fábricas, uma renovação das formas. Em certos exemplares, esta série transmitiu à loiça decorativa e à loiça de mesa um maior sentido escultórico, a que se podia aliar, no caso desta última, uma tentativa de lhe conferir maior e melhor funcionalidade. Como se pode observar pela marca reproduzida, foi uma série que se manteve em produção até à década de 1970.

 

Na tabela de preços de Maio de 1960, existente no CDMJA, a série Arte Nova aparece com 57 peças registadas, surgindo esta jarra sob o número A-23, Jarra n.º 2, ao preço de 60$00 para colorido sem ouro, e com a anotação manuscrita de um peso de 720 gramas.

 

Na tabela de Maio de 1979 surgem indicados apenas modelos 18 desta série, que já não incluem este formato.

 

Para mais informação sobre Nuno Lopes consulte o livro Dar Sentido à Argila, Os Ateliês de Decoração na Fábrica da Loiça de Sacavém, publicado pelo Museu de Cerâmica de Sacavém em 2007, onde se reproduzem também algumas das suas peças.

 

 

© MAFLS

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