Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Agosto 31 2014

 

Pequena placa, com cerca de 6,4 x 2,7 cm., em argila vermelha brunida, de homenagem a Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905).

 

Modelada pelo seu discípulo Francisco Elias (1869-1937), como se verifica pela assinatura inscrita sob o busto, apesar de a data do sarau ser de 22 de Abril de 1906, esta parece ter sido uma peça evocativa dos 60 anos de nascimento de Rafael Bordalo Pinheiro, efeméride que decorrera a 21 de Março de 1906.

 

Para outras breves referências a Francisco Elias veja-se: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/francisco+elias.

 

 

© MAFLS

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Setembro 18 2011

 

Medalha em cerâmica não vidrada, alusiva às Caldas da Rainha e à sua banda musical. A medalha não está datada mas encontra-se assinada HE (na imagem de cima, à direita, sob os louros), iniciais que correspondem ao conhecido ceramista caldense Herculano Elias (1864-1939).

 

Nas Caldas da Rainha as medalhas em terracota não foram exclusivas deste ceramista, pois Avelino António Soares Belo (1872-1927) executou também várias medalhas neste material.

 

Deste último artista conhecem-se, entre outras, quatro medalhas – uma alusiva ao centenário da descoberta da Índia, que foi enviada para  Exposição de Paris de 1900; outra, com o mesmo formato, alusiva à descoberta do Brasil; uma terceira, datada do Natal de 1901, alusiva aos refugiados Boers; e finalmente ainda uma outra, com o  mesmo formato e temática semelhante, datada de 1902.

 

Além destes, o consagrado escultor e ceramista Francisco Elias (1869-1937) elaborou em 1906 uma curiosa e rara medalha de homenagem a Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), em terracota não patinada, que será aqui reproduzida posteriormente.

 

 

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Setembro 11 2010

 

Jarra com decoração policromática, aplicada à mão sob o vidrado.

 

Na base apresenta as seguintes inscrições: "X: 1 [pintada a negro] / 184/3 / BELO / C. DA RAINHA [incisas] / E. L. [pintada a negro]". Os números incisos referem-se ao formato (184) e ao tamanho (3) da peça, sendo que os números mais altos indicam peças maiores. Neste caso a peça mede cerca de 17,3 cm. de altura, correspondendo o tamanho 1 a cerca de 10,5 cm.

 

De acordo com a brochura Caldas da Rainha, Roteiro-Guia, publicada pelo jornal Gazeta das Caldas em 1926, a situação da indústria cerâmica de então era a seguinte:

 

"Ha muitas fabricas de Faianças nesta vila: Fabrica Bordalo Pinheiro, Lt,ª − junto ao Parque das Faianças nesta vila; Francisco Elias, R. Tenente Sangreman Henriques; José A. Cunha, Sucessores, Lt.ª, R. Candido dos Reis; Avelino Belo, R. da Liberdade; José Belo, R. da Liberdade; Salvador F. Souza, Rua Candido dos Reis; Eduardo Elias, R. Sebastião de Lima; João Arroja, R. Miguel Bombarda; João Angelico, R. da Liberdade; Herculano Serra, Largo da Copa."

 

A mesma publicação destaca ainda os seguintes ceramistas:

 

"Dos actuais ceramistas sobresae Francisco Elias, o miniaturista que todo o Paiz conhece pelos seus trabalhos que mais dignos eram de ser feitos em ouro e prata do que no barro fragil; Avelino Belo, considerado o melhor tecnico da ceramica caldense; José Carlos dos Santos e Acelino de Carvalho, os dois mestres da actual Fabrica Bordalo Pinheiro; Eduardo Elias, que se tem dedicado a faiança religiosa, tendo imagens de valor; Salvador Fausto de Sousa, Raul Figueiredo, José Belo, Germano da Silva, Francisco do Couto, Herculano Serra entre outros, havendo em todas as fabricas trabalhos de muito merecimento que colocam a faiança caldense num logar de destaque – sendo de maior valor as terras-cotas e as tintas de fogo com vidrados perfeitos, sempre superiores á louça pintada depois de cosida."

 

 

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