Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Dezembro 30 2017

 

Garrafa antropomórfica, com tampa e cerca de 21,4 cm. de altura, ostentando a inscrição, esgrafitada e manuscrita, "Bonita moça".

 

Não apresentando qualquer marca, esta peça insere-se numa tradição que está documentada na produção oitocentista das Caldas da Rainha, em particular nas mulheres com guitarrra atribuídas a Maria Póstuma, conhecida popularmente como Maria dos Cacos (1797-1853), mas não é impossível que seja oriunda de um centro oleiro do Minho ou do Alentejo.

 

Como é evidente, o tratamento facial desta figura remete para modelos mais arcaicos, que remontam a civilizações pré-clássicas, o mesmo acontecendo com algumas características, volumétricas e posicionais, do corpo.

 

Veja-se, ainda, como estes modelos antropomórficos foram também evocados nas lambrilhas que o SPN/SNI promoveu ao longo das décadas de 1930, 1940 e 1950 (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cccliv-392994).

 

© MAFLS

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Dezembro 16 2012

 

Garrafa decorada com o motivo Quinta, variante número 2, pintado à mão sob o vidrado.

 

Como se sabe, quer o  motivo Quinta quer este formato são criações da década de 1950, pelo que se deve notar particularmente a marca reproduzida abaixo. Ao contrário do que acontece com muitos dos exemplares que chegaram aos nossos dias, este ainda apresenta a tampa em faiança e cortiça.

 

Veja-se uma outra garrafa decorada com diferente variante do motivo Quinta aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/140885.html.

 

 

© MAFLS

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Dezembro 20 2011

 

Garrafa decorada com o motivo Quinta, variante número 19, sob o vidrado.

 

Como se sabe, quer o  motivo Quinta quer este formato são criações da década de 1950.

 

Veja-se um prato com esta decoração, datado de 1956, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/130066.html, e desenhos deste formato, com outras decorações, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/botija.

 

Esta recriação decorativa de garrafas ou botijas, muitas vezes correspondendo a prévias encomendas comerciais para marcas específicas, insere-se numa renovada aproximação cerâmica às técnicas de marketing.

 

Tal recriação decorativa encontra-se bem patente em exemplares produzidos, também nas décadas de 1950 e 1960, quer pela Secla quer pela unidade fabril de Viana do Castelo da empresa Campos & Filho, de Aveiro, que havia sido adquirida por esta última em finais da década de 1940.

 

Recorde-se que no século XX essa aproximação cerâmica tinha tido uma anterior expressão em Portugal com as famosas garrafas-escultura da Vista Alegre, comercializadas maioritariamente na década de 1930.

 

 

© MAFLS

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