Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Novembro 27 2010

 

Estatueta apeada modelada por Armando Mesquita (1907-1982), representando um oficial de Caçadores 2, em uniforme de 1810.

 

Exemplar do acervo do Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras.

 

O Batalhão de Caçadores 2 esteve empenhado nas batalhas do Buçaco, a 27 de Setembro de 1810, de Fuentes de Oñoro, a 5 de Março de 1811, de Salamanca, a 22 de Julho de 1812, de Vitoria, a 21 de Julho de 1813, dos Pirinéus, entre 28 e 30 de Julho de 1813, de Nivelle, a 10 de Novembro de 1813, de Nive, a 9 de Dezembro de 1813, e de Orthez, a 27 de Fevereiro de 1814.

 

Participou também nos combates de Riobena, a 20 de Outubro de 1812, da ponte de Valladolid, a 28 de Outubro de 1812, de Huerba e San Muñoz, a 17 de Novembro de 1812, de Alturas de Zarza, a 31 de Julho de 1813, de Echalar, a 2 de Agosto de 1813, de Zugaramurdi, a 13 de Agosto de 1813, de Hastingues, a 23 de  Fevereiro de 1814, e Blaye, a 5 de Abril de 1814.

 

Interveio ainda nos sítios da Praça de Badajoz (segundo), entre 19 de Maio e 17 de Junho de 1811, da Praça de Ciudad Rodrigo, entre 7 e 19 de Janeiro de 1812, e do Fuerte del Retiro, em Madrid, entre 11 a 13 de Agosto de 1812.

 

Finalmente, refira-se que este batalhão tomou parte no assalto à Praça de Ciudad Rodrigo, a 19 de Janeiro de 1812.

 

PLANTA das OPERAÇÕES Á VOLTA DE BAYONNA desde Dezembro de 1813 a Fevereiro de 1814 e Batalha de 10 de Dezembro de 1813.

 

De acordo com a já referida obra de Luz Soriano, na época da Guerra Peninsular existiam doze batalhões de Caçadores em Portugal, com os seguintes números e aquartelamentos – 1, em Portalegre, 2, em Tomar, 3, em Vila Real, 4, em Penamacor, 5, em Miranda do Douro, 6, em Penafiel, 7, na Guarda, 8, em Trancoso, 9, em S. Pedro do Sul, 10, em Aveiro, 11, na Feira, e 12, em Ponte de Lima.

 

Entre 1808 e 1814 os efectivos desses batalhões registaram os seguintes números totais – 3.335 em 1808, 3.355 em 1809, 3.878 em 1810, 7.913 em 1811, 7.968 em 1812, 7.074 em 1813 e 6.352 em 1814.

 

Ainda de acordo com Luz Soriano, no final da guerra este Batalhão regressou ao seu aquartelamento a 19 de Agosto de 1814.

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Maio 31 2010

 

Estatueta apeada modelada por Armando Mesquita (1907-1982), representando um soldado de Infantaria 6, em uniforme de 1810.

 

Exemplar do acervo do Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras.

 

O Regimento de Infantaria 6, da Guarnição Militar do Porto, esteve empenhado em acções da Guerra Peninsular desde 1808 até 1814, em Portugal, Espanha e França.

 

Assim, participou no bloqueio da Praça de Almeida, entre 16 de Julho e 1 de Outubro de 1808, nas defesas do Porto, entre 26 e 29 de Março de 1809, da Ponte de Amarante, entre 18 de Abril e 2 de Maio do mesmo ano, e da passagem do Tormes, entre 8 e 14 de Novembro de 1812.

 

Interveio também nos combates da ponte de Alcantara, a 10 de Junho de 1809, Redinha, a 12 de Março de 1811, Arroio Molinos, a 28 de Outubro de 1811, Mirabet, a 18 de Maio de 1812, Berlanga, a 10 de Julho de 1812, Matilha, a 16 de Novembro de 1812, Berrueta, a 1 de Julho de 1813, Aniz, a 4 de Julho de 1813, Elizondo, a 5 de Julho de 1813, Urdach, a 8 de Julho e 4 de Agosto de 1813, Porto de Maia, a 25 de Julho de 1813, Lizasso, a 31 de Julho de 1813, Cambo, a 12 de Novembro de 1813, Garriz, a 15 de Fevereiro de 1814, Saint-Palais, a 16 de Fevereiro de 1814, e Aire, a 2 de Março de 1814.

 

Tomou ainda parte nas batalhas do Buçaco, a 27 de Setembro de 1810, Fuentes de Oñoro, a 5 de Março de 1811, Vitoria, a 21 de Junho de 1813, Pirinéus, entre 28 e 30 de Julho de 1913, Nivelle, a 10 de Novembro de 1813, Nive, a 9 de Dezembro de 1813, Orthez, a 27 de Fevereiro de 1814, e Toulouse, a 10 de Abril de 1814.

 

No final da guerra o Regimento de Infantaria 6 regressou ao seu aquartelamento em 15 de Agosto de 1814.

 

As informações referidas acima, bem como a planta reproduzida abaixo, constam da obra Historia da Guerra Civil e do Estabelecimento do Governo Parlamentar em Portugal [de 1777 a 1834], Tomo IV, Parte II (1876), de Simão José da Luz Soriano (1802-1891).

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Março 02 2010

 

 

Estatueta representando um soldado do 95.º Regimento de Infantaria (Britânico).

 

Modeladas por Armando Mesquita (1907-1982), estas estatuetas, alusivas às Invasões Francesas e aos exércitos que tomaram parte na Guerra Peninsular, surgiram em duas séries.

 

A primeira surgiu em finais de 1945 e apresentava as seguintes peças, num total de quinze – "407, Oficial Caçadores 2; 407a, Soldado Caçadores 2; 408, Oficial Caçadores 7; 408a, Soldado Caçadores 7; 409, Oficial Infantaria 19; 409a, Soldado Infantaria 19; 410, Oficial Infantaria 6; 410a, Soldado Infantaria 6; 411, Cabo 18.º – Brigada Ordenança; 412, Servente Artilharia 1; 413, Oficial Escocês; 413a, Soldado Escocês; 414, Oficial Infantaria Britânico; 414a, Soldado Infantaria Britânico; 415, Soldado Caçadores Britânico".

 

Na tabela de Novembro de 1945 os oficiais surgiam a  200$00 e o cabo, soldados e servente a 175$00, para "Colorido s/ ouro". Na tabela de Maio de 1951 os preços já eram de 230$00 e 200$00, respectivamente, para "Côres Mates ou coloridos s/ ouro". Na tabela de Maio de 1960 os preços de 1951 mantinham-se, para "Vidros cores s/ dec. Branco col. c/ ouro Pint. mod. s/ ouro". No exemplar desta última tabela existente no CDMJA o peso indicado para cada peça é de 180 gramas.

 

A segunda série, que já incluía militares franceses, surgiu em finais de 1951, ou princípios de 1952, com as seguintes peças, num total de dez – "549/1, Oficial Regimento 14 de Dragões; 549/2, Soldado Voluntários Reais do Comércio; 549/3, Oficial Regimento Scots Grey; 549/4, Soldado Legião de Alorna; 549/5, Oficial do Regimento Life Guards; 549/6, Oficial Cavalaria 2; 549/7, Oficial Cuirassier; 549/8, Oficial Colonel General; 549/9, Oficial La Grande Armée; 549/10, Oficial Colonel".

 

Na tabela de Maio de 1960 todas estas peças surgem a 550$00, com excepção da peça 549/10, que surge a 750$00, para "Vidros cores s/ dec. Branco col. c/ ouro Pint. mod. s/ ouro". O peso de cada peça, indicado no exemplar desta tabela existente no CDMJA, é no entanto variável – 1,500 gramas para as 549/1 e 549/3; 1,220 para a 549/7; 1,150 para as 549/5 e 549/10; 1,120 para a 549/8; 1,100 para a 549/2; 1,070 para a 549/4; 1,050 para a 549/6 e 990 gramas para a 549/9.

 

A diferença de peso e de preço entre as séries deve-se ao facto de a primeira apresentar figuras apeadas e a segunda figuras a cavalo.

 

 

Exemplar do acervo do Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras, que possui 14 peças destas séries. Integradas no núcleo 1, Não Passarão! A Importância das Linhas de Torres Vedras para a Defesa de Lisboa, da exposição 1807-1814, Guerra Peninsular, Comemorações do Bicentenário das Linhas de Torres Vedras, estas 14 peças poderão ser vistas no museu até Novembro de 2012.

 

Outros exemplares destas duas séries produzidas pela FLS, bem como das duas que se lhes seguiram – Cavaleiros Medievais e Uniformes do Século XVIII, podem ser encontrados no Museu Militar (onde actualmente apenas há um cavaleiro medieval em exibição), em Lisboa, e no Museu do Buçaco. No entanto, segundo Clive Gilbert, o conjunto mais completo destas estatuetas encontrar-se-á numa colecção privada dos EUA.

 

Uma análise comparativa das duas peças aqui reproduzidas permite encontrar diversas diferenças entre o modelo original (primeira imagem) e o modelo posterior – para além da alteração da posição da baioneta amovível, em prata, que se encontrava inicialmente na parte exterior da espingarda, a figura original sofreu, entre outras, alterações no rosto, na posição do polegar da mão esquerda, na posição das pernas, que passaram a estar mais unidas, no consequente distanciamento dos pés e da coronha da espingarda e na própria base, que passou a incluir informações sobre a patente, a unidade do militar representado e, nalguns casos, o ano a que o uniforme respeitava.

 

Além disso, é importante notar que a peça original não está pintada a ouro, como acontece com a versão posterior.

 

O facto de a estatueta do modelo original, aqui apresentada, pesar cerca de 225 gramas, e não os 180 indicados na tabela de 1960, e ter a  assinatura, A. Mesquita,  e a data, 1945, incisas na pasta permite-nos conjecturar que esta imagem teria sido um protótipo ou então uma peça de tiragem limitada.

 

Note-se, finalmente, que a VA havia começado já em 1943 a produção de estatuetas em porcelana representando militares da Guerra Peninsular, peças essas que foram modeladas por Américo Gomes (datas desconhecidas).

 

Em 14 de Março de 1944, uma estatueta de Voluntário Real do Comércio produzida pela VA custava 180$00. Na VA o preço de venda era calculado multiplicando por 10 o preço de custo, que neste caso havia sido de 19$00. Verificou-se, assim, uma redução de 10$00 para colocação da peça no mercado.

 

Este valor evidencia um preço de venda semelhante para as peças da VA e da FLS, visto que em 1945 as peças desta última fábrica custavam entre 175$00 e 200$00. As dimensões são também semelhantes, tendo as peças originais e apeadas da FLS cerca de 2 a 3 centímetros mais que as da VA, as quais apresentam uma altura média de 21 centímetros.

 

 

Storming of the Centre Pass at Rolica. Gravura de meados do século XIX, executada por J. T. Willmore (datas desconhecidas) e impressa por A. H. Baily & Co., Londres, a partir de uma pintura da autoria de A. Cooper (Abraham Cooper, 1787-1868).

 

O primeiro grande embate da Guerra Peninsular a ter lugar em Portugal foi a batalha da Roliça, que ocorreu a 17 de Agosto de 1808 e resultou na retirada das tropas francesas. 

 

Por parte do exército Anglo-Português, participaram nesta batalha seis brigadas inglesas, que incluíam tropas dos 5.º, 6.º, 9.º, 29.º, 32.º, 36.º, 38.º, 40.º, 45.º, 50.º, 60.º, 71.º, 82.º, 91.º e 95.º Regimentos de Infantaria, do 20.º Regimento de Cavalaria Ligeira e de Artilharia, e o destacamento português, que incluía tropas dos 12.º, 21.º e 24.º Regimentos de Infantaria, dos Caçadores do Porto, dos 6.º, 11.º e 12.º Regimentos de Cavalaria e do Regimento de Cavalaria de Polícia de Lisboa.

 

Por parte do exército francês, participaram tropas dos 2.º, 4.º e 70.º Regimentos de Infantaria, do 4.º Regimento de Infantaria Suíça, do 26.º Regimento de Caçadores a Cavalo e de Artilharia.

 

Poucos dias depois, a 21 de Agosto, travou-se mais a sul a batalha do Vimeiro. As derrotas das forças napoleónicas nestas duas batalhas conduziram à assinatura da Convenção de Sintra, efectuada a 30 de Agosto, que pôs termo à primeira invasão francesa.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

mais sobre mim
Maio 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

14
15
16
17
18

20
21
24
25
26

27
28
29
30
31


pesquisar