Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 03 2013

© Clive Gilbert

Efígies de Herbert (1878-1962) e Laura Gilbert (1881-1962) modeladas em barro parian por Armando Mesquita (1907-1982). 

 

O INÍCIO DE UMA CARREIRA NA FLS (XIII)


Os investimentos realizados na Sacavém até à década de sessenta permitiram que os materiais de construção (loiça sanitária, azulejos e mosaicos) tomassem a dianteira em termos de vendas globais da empresa.

 

Isto porque o período pós-Guerra veio dinamizar a construção em todo o país. O turismo também veio reforçar o sector da construção civil e, aqui, a Sacavém dominou o fornecimento aos novos hotéis, em particular aos das redes internacionais, tais como Sheraton, Holiday Inn, Hilton e Penta, mas também aos nacionais.

 

Naquela altura as vendas dos materiais da construção civil chegaram a representar cerca de 70% das vendas da empresa (55% para sanitários e 15% para azulejos e mosaicos), enquanto a loiça de mesa representaria 27,5% e a loiça decorativa uns meros 2,5%.

 

Entre o final dos anos sessenta e o princípio dos anos setenta tornou-se óbvio que seria indispensável a Sacavém passar por uma reestruturação, pois o espaço fabril onde se encontrava instalada, pelas razões já explicadas anteriormente, não permitia um desenvolvimento racional.

 

Nesta altura existia uma pequena produção de azulejos (cerca de 500 a 600 metros quadrados por dia) e uma ainda menor produção de mosaico de pavimento, claramente insuficiente perante a crescente procura de loiça sanitária, e uma produção de loiça de mesa com qualidade pouco concorrencial para enfrentar um mercado cada vez mais exigente em termos de qualidade e design.  

 

Perante uma situação destas, que haveria a fazer? Em 1962 morreu Herbert Gilbert, o grande impulsionador da Sacavém nos anos 30 e nos difíceis anos da Segunda Guerra Mundial. O problema da gestão de meu avô era que ele centralizava tudo na sua pessoa, tentando controlar todas as áreas e trabalhando até às duas da manhã.

 

Assim sendo, meu pai Leland Gilbert, seu filho e continuador, concentrara-se num conjunto específico de produtos de loiça decorativa – tais como os cavaleiros medievais, a série de figuras da Guerra Peninsular (Invasões Francesas), as peças em loiça parian e a série Arte Nova, entre outras, que criaram um grande nome à Sacavém no estrangeiro mas pouco ou nada fizeram financeiramente pela empresa, pois a sua produção pouco representava em termos de vendas globais.

 

Como consequência desta situação, os investimentos que se seguiram foram manifestamente insuficientes para garantir um futuro seguro à empresa. Nesta altura, a Sacavém detinha ainda a Fábrica Cerâmica do Carvalhinho, em Vila Nova de Gaia. Esta, adquirida nos anos 30, fabricava azulejos, loiça sanitária e decorativa mas, tal como a Sacavém, também em pequenas quantidades.

 

Numa fase vital para o futuro da empresa, tomaram-se decisões pouco ambiciosas que propiciaram as condições para que se reestruturassem, e viessem a conquistar significativa quota de mercado, algumas empresas concorrentes, tais como a Valadares (1921), de V. N. de Gaia, a Estatuária Artística de Coimbra (1943) e a Ceres (1956), também de Coimbra, nos materiais de construção, ou se fundassem outras, como a SPAL (1965), de Alcobaça, na loiça de mesa.

 

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Abril 02 2013

Herbert Gilbert fotografado cerca de 1900.

© Clive Gilbert


O INÍCIO DE UMA CARREIRA NA FLS (VIII)

 

Voltando aos meus primeiros tempos na Sacavém, que, como já referi, decorreram a partir de Julho de 1960, devo notar que passei esse período nos laboratórios da empresa, principalmente no dos ensaios físicos. Aqui eram ensaiadas diariamente amostras das três linhas de produção - loiça de mesa, sanitária, azulejo e mosaico, bem como amostras de cada remessa das várias matérias-primas que entravam, tanto das diversas pastas como dos vidros.

 

Este trabalho permitiu-me conhecer ao longo dos primeiros anos as várias linhas de produção da empresa numa altura importante, pois a Sacavém estava a investir em equipamento que permitisse não só melhorar a qualidade dos produtos como também melhorar a produtividade.

 

No entanto, este programa teve lugar numa altura em que o meu avô, como presidente do conselho de administração, já contava com mais de oitenta anos e com cinquenta e cinco anos de trabalho na empresa. Era um trabalhador incansável. Ia para Sacavém de manhã e durante a parte da tarde ia para os escritórios de Lisboa, por cima da loja da Avenida da Liberdade, onde se encontravam a Direcção Comercial e Compras e a Direcção Administrativa.

 

Para além de tudo isto, ao chegar a casa, no fim do dia, continuava a trabalhar até bem para além da meia-noite. Isto significava que ele é que controlava tudo na empresa. Até que um dia se esqueceu de encomendar uma remessa de barro e a fábrica esteve quase a parar a sua produção.

 

Com este contratempo, chegou à conclusão que não podia continuar a gerir a empresa daquela forma e ele próprio tomou a decisão de se reformar. Assim sendo, o conselho de administração resolveu chamar uma empresa francesa de organização, a Paul Planus, que durante vários meses trabalhou na Sacavém a montar um sistema que permitisse à empresa funcionar de uma forma mais descentralizada.

 

Entretanto, eu, já mais dentro dos vários processos de fabrico, comecei a reparar que as perdas na produção eram excessivamente elevadas, principalmente porque, devido às dificuldades existentes durante a Segunda Guerra Mundial em termos de importação de materiais acessórios à produção - tais como corantes ou placas refractárias para apoio no cozimento da loiça, a empresa se vira forçada a desenvolver por si própria muitos destes produtos. Mas estes não apresentavam a mesma qualidade do material importado, pois não detínhamos nem a técnica nem o equipamento especializado para o produzir.

 

A partir do momento em que começámos novamente a importar estes produtos, a melhoria na qualidade da loiça e azulejos foi notável, de tal forma que a Sacavém passou a fornecer loiça sanitária aos hotéis de luxo, que começaram a ser inaugurados no final da década de sessenta e o início da década de setenta, até porque foi possível começar a produzir a loiça na pasta vitrificada (vitreous china) exigida para este tipo de fornecimento.

 

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Março 01 2013

Herbert Gilbert fotografado cerca de 1900.

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O INÍCIO DE UMA CARREIRA NA FLS (VII)

 

Já que no último texto falei do cemitério inglês, aproveito para continuar no mesmo tema. Aparentemente o barão Howorth, que, como escrevi, está sepultado em Lisboa, no Cemitério Inglês, à Estrela, teve duas relações extra-conjugais das quais resultaram diversos descendentes. Um deles tinha muita admiração pelo progenitor e quando estava já perto da morte pediu para ser sepultado junto do pai. No entanto, quer porque estivesse perante descendência ilegítima quer porque estivesse perante um não convertido, a igreja anglicana não achou bem esta ideia e recusou o pedido. O filho insistiu e a solução encontrada foi que ele ficasse na mesma sepultura, mas sem qualquer referência ao seu nome! Já agora, refira-se que o barão era homem de sólidas convicções, tendo na altura do Ultimato de 1890 ficado tão chocado com essa atitude do governo inglês que desistiu da nacionalidade inglesa e assumiu a portuguesa!

 

A informação sobre o filho ilegítimo do barão foi-me transmitida por uma conservadora do cemitério, a D. Adelina, que ali trabalhou até completar cem anos, após o que foi condecorada pela rainha Isabel II. Outra observação efectuada por ela veio ainda complementar aspectos do último texto, particularmente quando escrevi que o meu avô, já perto da morte, se converteu ao catolicismo. Havia ali, segundo a D. Adelina, uma pequena correcção a fazer. Sendo a minha avó Laura católica (e bastante beata!) como seria possível o meu pai ser protestante? Aparentemente o meu avô entendia que o meu pai e seu único filho, Leland, deveria ser baptizado como protestante. Sabendo que não valia a pena perder tempo a argumentar com a minha avó, decidiu, sem a avisar, levar o meu pai à igreja anglicana de S. Jorge, junto ao cemitério, onde o fez baptizar. Claro que a minha avó nunca o desculpou e, sessenta anos depois (ai estes Madeirenses!), não tendo esquecido a afronta, obrigou-o a converter-se…

 

Quanto à D. Adelina, contou-me também que o seu nascimento tinha sido o primeiro a ser registado em Viseu após a queda da monarquia. Contou-me ainda que, mais tarde, já crescida, o que ela e outros jovens da região gostavam de fazer era irem divertir-se a Aveiro!

 

Depois de mais este pequeno desvio, prometo que em breve voltarei com muito gosto a Sacavém, onde passei alguns dos melhores, bem como alguns dos piores, tempos da minha vida…

 

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Fevereiro 01 2013

Fotografia de John Stott Howorth existente no CDMJA.

© CDMJA / MCS

 

O INÍCIO DE UMA CARREIRA NA FLS (VI)

 

Antes de continuar a recordar as minhas primeiras experiências na Sacavém, lembrei-me agora de uma curiosa carta escrita por John Stott Howorth (1829-1893) em resposta a um pedido de emprego de um técnico ou operário cerâmico de Stoke-on-Trent, que passo a transcrever:

 

"4/2/1874

 

Dear Mr. Ellis,

 

Your letter to our late manager Mr. Barlow came duly to hand. I beg to inform you that, for the present, we do not require your services. All our workmen are natives. The English that have come out here have either gone home or have died out here, they could not keep off the drink and we are doing very well without them.

 

Yours sincerely,

 

(signed) John Stott Howorth"

 

ou seja:

 

"4/2/1874

 

Prezado sr. Ellis:

 

Recebemos, em devido tempo, a sua carta dirigida ao nosso falecido encarregado-geral, Sr. Barlow. Aproveito para o informar que, de momento, não necessitamos dos seus serviços. Todos os nossos trabalhadores são portugueses. Os ingleses que para cá vieram ou voltaram para casa ou então morreram por cá, não conseguiam manter-se afastados do álcool e estamos a dar-nos muito bem sem eles.

 

Atenciosamente,

 

Ass. John Stott Howorth"

 

O encarregado-geral John Barlow, que veio de Tunstall, Stoke-on-Trent, esteve à frente da actividade fabril da Sacavém entre 1861 e 1874 tendo morrido em Sacavém em Janeiro de 1874 (um mês portanto antes de esta carta ter sido escrita), sem que conste que tenha sido pelos defeitos que John Stott Howorth aponta aos seus compatriotas...

 

John Barlow está enterrado em Lisboa no Cemitério Inglês, à Estrela, perto da campa do Barão Howorth de Sacavém, seu patrão, e de James Gilman (1854-1921) e seu filho, Ralph Gilman (?-1935), futuros donos da empresa.

 

O proprietário que sucedeu a James e Ralph Gilman, Herbert Gilbert (1878-1962), está enterrado no cemitério de S. Martinho, no Funchal. Havendo casado com Laura de Moura Teixeira (1881-1962), filha do director do Hospital do Funchal, quando trabalhava na firma Blandy Brothers da Madeira, naquele que foi o seu primeiro emprego, converteu-se ao catolicismo pouco tempo antes de morrer, pelo que não foi possível sepultá-lo no cemitério inglês que era de denominação protestante.

 

Mais tarde, no entanto, esta situação alterou-se, pelo que hoje já é possível proceder-se à sepultura de católicos neste espaço.

 

[Agradece-se ao Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso / Museu de Cerâmica de Sacavém a cedência da imagem que ilustra este artigo.]

 

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Abril 18 2012

© MCS/CDMJA 

 

Capa do exemplar existente no CDMJA/MCA da tabela de preços de loiças domésticas editada em Janeiro de 1932.

 

No interior desse exemplar surge a seguinte inscrição, manuscrita: 

 

"As tabelas que haviam da n/ fabrica / eram antiquissimas e eu como tinha uma / feita para mim, pediu-me o meu grande / e saudoso patrão e grande meu amigo / que era o já falecido, Exmo. Senhor / Herbert Gilbert, para fazer uma e dar-lhe / para ele mandar fazer eguaes.

 

Assim as mandou fazer e o primeiro / exemplar ou seja este, veio acompanhado / duma sua nota a oferecer-mo e um / envelope nessa altura com quinhentos / escudos (500$00) o que eu nunca / esperava e lhe agradeci e que em tudo / não esquecerei.

 

José Aníbal da Costa Abreu

 

=1972= (rubrica) "

 

Esta imagem foi utilizada para ilustrar um dos textos do catálogo da exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos EUA em 2005.

 

A sua reprodução é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

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Fevereiro 16 2012

 

 

 

De acordo com o Diário do Governo, por escritura de 11 de Março de 1946, a FLS procedeu a um novo aumento do capital social, de 2.000.000$00 para 3.000.000$00, estando a subscrição desse capital definida da seguinte forma:

 

"Evelyne Maria Howorth, 1.497.000$00; 

 Rupert Beswicke Howorth, 1.500$00;

 Herbert Gilbert, 1.422.000$00;

 Leland Gilbert, 75.000$00; e

 Laura de Moura Teixeira Gilbert, 4.500$00"

 

Com um total de 1.501.500$00, ficou assim estabelecida a posição maioritária da família Gilbert no capital da FLS. Este aumento de capital havia sido decidido na assembleia geral da empresa realizada em 28 de Dezembro de 1944.

 

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Janeiro 21 2012

 

 

 

De acordo com o Diário do Govêrno, por escritura de 17 de Abril de 1929, a FLS passou de "sociedade anonima de responsabilidade limitada" a "sociedade por cotas, de responsabilidade limitada", mantendo o seu capital de 2.000.000$00 assim subscrito:

 

"D. Elvira James Gilman, 679.000$00;

 Raúl Gilman, 180.000$00;

 D. Evelyne Maria Howorth, 618.000$00; 

 Rupert Beswicke Howorth, 1.000$00; e

 Herbert Gilbert, 522.000$00."

 

O artigo 4 dos novos estatutos estabelecia: "A denomição social continua a ser a mesma Fábrica de Louça de Sacavém e seguida da palavra Limitada."

 

O parágrafo 2 do artigo 7 indicava a gerência: "Ficam desde já nomeados gerentes efectivos os sócios Raúl Gilman e Herbert Gilbert, e substitutos João Hermenegildo Nogueira de Araújo, o Dr. Nuno de Moura Teixeira e José de Sousa." 

 

O parágrafo único do artigo 11 admitia ainda a possível entrada de mais membros da família Gilbert na gestão da empresa, pois estabelecia o seguinte: "Fica, desde já, expressamente autorizado o sócio Herbert Gilbert [1878-1962] a ceder uma parte da sua cota a seu filho Leland Herbert Gilbert [1907-1979], ficando, depois da cessão, constituindo [sic] duas cotas distintas".

 

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Janeiro 03 2012

 

 

 

De acordo com o Diário do Govêrno, por escritura de 12 de Abril de 1924, a FLS procedeu a um novo aumento do capital social, de 1.000.000$00 para 2.000.000$00, sendo subscritos:

 

"270.000$00 por D. Elvira James Gilman;

 90.000$00 por Raúl Gilman; 

 200.000$00 por Herbert Gilbert;

 178.000$00 por D. Irene Gonta Ribeiro;

 250.000$00 por D. Eveline E. Howorth;

 2.000$00 por D. Ester Gilman de Carvalho;

 2.000$00 por D. Hermengarda Gilman de Carvalho; 

 2.000$00 por José Maria Pereira;

 2.000$00 por Guilherme Gilman;

 2.000$00 por Edgar H. Hikie; e

 2.000$00 por José de Sousa"

 

As acções passaram a ser 20.000, com o valor de 100$00 cada.

 

Note-se como a posição de Herbert Gilbert (1878-1962), com nova subscrição de 20% neste aumento de capital, fica já consolidada na empresa, apesar de ainda ser manifestamente minoritária.

 

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Dezembro 18 2011

 

 

 

De acordo com o Diário do Govêrno, por escritura de 24 de Outubro de 1923, a FLS procedeu a um aumento do capital social de 500.000$00 para 1.000.000$00, sendo subscritos:

 

"135.000$00 por D. Elvira James Gilman,

 45.000$00 por Raúl Gilman, 

 100.000$00 por Herbert E. O. Gilbert,

 89.000$00 por D. Irene Gontha Ribeiro,

 125.000$00 por D. Eveline E. Howorth,

 1.000$00 por D. Ester Gilman de Carvalho,

 1.000$00 por D. Hermengarda Gilman de Carvalho, 

 1.000$00 por José Maria Pereira,

 1.000$00 por Guilherme Gilman,

 1.000$00 por Edgar Henry Hikie, e

 1.000$00 por José de Sousa"

 

As acções passaram a ser 10.000, com o valor de 100$00 cada.

 

Note-se como a posição de Herbert Gilbert (1878-1962), apesar de ter subscrito 20% deste aumento de capital, é ainda manifestamente minoritária na empresa, tendo embora ultrapassado já, largamente, a participação do mestre José de Sousa (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/57700.html e http://mfls.blogs.sapo.pt/58098.html).

 

Tal facto viria a ter nova alteração no aumento de 1924.

 

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Dezembro 02 2011

 

 

 

De acordo com o Diário do Govêrno, por escritura de 5 de Junho de 1922 a FLS constituíu-se como "sociedade anónima, de responsabilidade limitada", com um capital social de 500.000$00 repartido por 5.000 acções, que ficaram assim subscritas:

 

"D. Elvira James Gilman, com mil trezentas e cinqüenta acções.

 Raúl Gilman, com mil trezentas e trinta acções.

 D. Alice Howorth, com setecentas e cinqüenta acções.

 Sir Henry Howorth, com setecentas e cinqüenta acções.

 D. Evelyne Howorth, com setecentas e cinqüenta acções.

 D. Ester Gilman de Carvalho, com dez acções.

 D. Hermengarda Gilman de Carvalho, com dez acções.

 Guilherme Gilman, com dez acções.

 Herbert Gilbert, com dez acções.

 José de Sousa, com dez acções.

 José Maria Pereira, com dez acções.

 Edgar Henry Hikie, com dez acções."

 

Atendendo à designação "sociedade anónima, de responsabilidade limitada" e às 2.710  acções ainda detidas pela família Gilman é possível, pois, que a marca Gilman Lda., habitualmente indicada como correspondendo apenas ao ano de 1918, tenha sido utilizada, pelo menos, até 1922, ou mesmo 1924.

 

Note-se como a posição de Herbert Gilbert (1878-1962) é ainda manifestamente minoritária na empresa, sendo equivalente à do mestre José de Sousa (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/57700.html e http://mfls.blogs.sapo.pt/58098.html), facto que se manteve no aumento de capital do ano seguinte e só registou significativa alteração no aumento de 1924.

 

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