Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Fevereiro 24 2019

 

Pequena jarra, com cerca de 7 cm. de altura, em porcelana da Artibus, Aveiro.

 

A decoração floral, de nítida influência oriental, surge estampada sobre o vidrado, tal como os complementos a dourado, que aqui não apresentam o habitual brilho claro do ouro líquido.

 

 

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Janeiro 21 2018

 

Duas pequenas taças modeladas pelo ceramista Rui Paiva (n. 1956).

 

A primeira, medindo cerca de 7,7 cm. de altura e tendo cerca de 9,7 cm. de diâmetro máximo, foi criada em 2010; a segunda, medindo cerca de 9,8 cm. de altura e tendo cerca de 9,7 cm. de diâmetro máximo, foi criada em 2011.

 

 

Estas duas peças, na sua aparente, mas intencional, imperfeição de acabamento e modelação, nos seus revestimentos, e na sugestão da sua rude origem terrosa, evocam a essência das mais interessantes e clássicas taças de chá japonesas.

 

Visite-se o site do ceramista aqui: http://ruipaiva.net/blog-do-rui, onde estão ilustradas outras peças, funcionais ou decorativas, de maior dimensão, bem como diversas esculturas e instalações cerâmicas.

 

 

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Janeiro 10 2018

 

Caixa, com cerca de 5 cm. de altura e 15,2 cm. de lado, ostentando um motivo de inspiração japonesa, estampado, e complementos a platina.

 

Este mesmo motivo foi também aplicado na decoração de pratos de parede, como anteriormente documentado num exemplar ostentando apenas a marca Coroa impressa na pasta: http://mfls.blogs.sapo.pt/17090.html.

 

Tal como acontece naquela peça, também esta apresenta alguns retoques, a esmalte branco, sobre a estampa.

 

 

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Junho 28 2015

 

Pequena taça em porcelana, com cerca de 14,6 cm. de diâmetro maior e cerca de 6,1 cm. de altura, produzida na fábrica Artibus, de Aveiro.

 

Notem-se a tendência japonizante na decoração floral e os toques distintivos da sua cuidada produção na faixa dourada interior e nos retoques a esmalte branco em relevo.

 

Esta última característica pode ser encontrada, no princípio do século XX, em diversas peças da FLS estampadas em cromolitografia, momedamente em pratos decorativos, apresentando algumas deles, também, motivos japonizantes (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/gueixa).

 

 

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Dezembro 30 2014

 

Pequena jarra, com cerca de 12,2 cm. de altura, produzida na Manufacture Imperiale et Royale, de Nimy.

 

Esta fábrica belga teve as suas origens em 1789, acabando por encerrar em 1951. A história da empresa é habitualmente dividida em cinco períodos - 1789-1849, 1849-1851, 1851-1890, 1890-1921 e 1921-1951 (veja-se um artigo, em Francês, sobre a história da fábrica, aqui: http://www.vieuxnimy.be/newsite/histoire/Page_histoire.html), correspondendo este último à época em que a fábrica foi adquirida e administrada por uma empresa holandesa de Maastricht, a Koninklijke Sphinx, já aqui referida (http://mfls.blogs.sapo.pt/227609.html).

 

A jarra agora ilustrada remete claramente para a influência das formas depuradas e contidas e para a decoração minimalista, ou limitada ao craquelé do vidrado, da cerâmica oriental, sendo um exemplo das peças europeias que, mesmo durante o período Art Déco, continuaram a seguir essa gramática.

 

Veja-se um outro artigo, em Neerlandês, sobre a história e a produção da MIRN aqui: http://rubriek-keramiek.blogspot.pt/2014/12/keizerlijke-en-koninklijke-manufactuur.html.

 

 

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Setembro 01 2014

 

Prato decorativo, com cerca de 21,7 cm. de diâmetro, apresentando decoração de inspiração japonesa sob o vidrado.

 

A imagem é estampada em policromia, apresentando a  peça, ainda, decoração complementar a dourado, no rebordo, e preto, na filetagem do círculo interior, e ligeiros retoques a esmalte branco sobre o vidrado.

 

Veja-se um outro prato deste período, também com representação de uma gueixa e rebordo da mesma tonalidade, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/prato-decorativo-314547.

 

 

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Agosto 22 2014

 

No Outono passado cometeu-se mais um dos inúmeros atentados contra o património e a memória (http://mfls.blogs.sapo.pt/269287.html), nestes tristes tempos em que a preservação da identidade nacional parece estar entre as menores das prioridades.

 

Contra o que vem sendo hábito nesta vil tristeza em que vivemos, desta vez parece que, para além do choro sobre o leite derramado, houve coimas e eficazes medidas coercivas para, pelo menos, repôr a memória através da instalação de uma réplica do painel destruído.

 

Não se sabe é se o proprietário foi, de facto, obrigado a suportar os custos da reabilitação do painel original, ou se este chegou mesmo a ser restaurado, como havia sido proposto pelos técnicos camarários.

 

Fica Lisboa, apesar de tudo, com um pastiche a suavizar a memória da dura realidade que continua a ameaçar o património municipal e nacional.

 

Pena é que, a exemplo do que se faz, ou fez, noutras intervenções, como em alguns restauros dos painéis azulejares da estação ferroviária de S. Bento, no Porto, a ninguém tenha ocorrido a ideia de assinalar que este conjunto é uma réplica, nem tenha havido o cuidado de indicar o nome da oficina que a executou. 

 

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Junho 19 2014

 

Prato decorativo, com cerca de 21,7 cm. de diâmetro, apresentando decoração de inspiração japonesa sob o vidrado.

 

A imagem é estampada em policromia, apresentando a  peça, ainda, decoração complementar a dourado, no rebordo, e preto, na filetagem do círculo interior, e ligeiros retoques a esmalte branco sobre o vidrado.

 

Não ostenta qualquer marca visível, mas a decoração integra-se, certamente, numa série de imagens orientalizantes de que é possível ver um exemplar, apresentando diferente figura feminina e rebordo cor-de-rosa, mas com o mesmo formato, no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, segunda edição, realizada no MCS em 2009.

 

A imagem exibida naquela exposição conhece-se também num outro prato, sem marca, com rebordo desta cor, como se pode verificar na fotografia reproduzida abaixo.

 

 

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Março 27 2014

 

Pires, com retoques aplicados a ouro sobre o vidrado, apresentando estampado a verde, sob o vidrado, um motivo de influência oriental.

 

Veja-se uma leiteira, formato Porto, com o mesmo motivo, estampado também na mesma cor, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/64737.html.

 

 

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Dezembro 26 2013

 

Um apurado sentido da estética contemporânea e uma grande perícia como ceramista  foram características fundamentais para estabelecer e desenvolver a qualidade e a celebridade, restrita ainda hoje a um círculo específico de especialistas e coleccionadores, das peças produzidas em grés por René Denert (1872-1937).

 

Fundada por Denert e René Louis Balichon (1885-1949), em Vierzon, França, no ano de 1910, já no período de declínio criativo do estilo Art Nouveau, a fábrica Denbac (denominação instituída c. 1914) consagrou grande parte do seu tempo à produção de exemplos notáveis e singulares de peças cerâmicas decorativas que epitomizam perfeitamente este movimento.

 

As quatro peças aqui reproduzidas ilustram, embora de forma incompleta, o aspecto ecléctico das formas e dos vidrados desenvolvidos por Denert quer no estilo Art Nouveau quer no estilo Art Déco, bem como o grande sentido escultórico que este imprimiu ao seu trabalho.

 

Apresentando vidrados quer mates quer brilhantes, ou uma combinação dos dois, mas com acentuada preferência pelos primeiros, Denert desenvolveu peças onde a estilização do figurativismo vegetal se combina com os microcristais escorridos para conceder à obra cerâmica uma harmonização simultaneamente discreta e feérica, em particular quando  a luz incide fortemente sobre o vidrado e faz cintilar a sua componente cristalina.

 

A utilização de microcristais no vidrado – técnica frequente durante o final do século XIX e princípios do século XX em fábricas como Pierrefonds, Sarreguemines e Sèvres, em França, Royal Copenhagen, na Dinamarca, Ruskin, em Inglaterra, Fulper e Roseville, nos E.U.A., e muitas mais, assumiu na fábrica Denbac uma expressão singular precisamente devido ao sentido e à harmonia escultórica que Denert desenvolveu nas peças que serviam de suporte ao vidrado microcristalino.

 

 

A primeira jarra, com cerca de 20,5 cm. de altura, ostenta uma combinação azul-esverdeada característica do vidrado da fábrica e apresenta uma notável modelação vegetalista elaborada ao sinuoso gosto Art Nouveau.

 

A segunda, com cerca de 9,8 cm. de altura, apresenta diferente combinação de vidrados numa inequívoca e clara alusão ao monte Fuji, ícone que surgia de forma algo equívoca e estilizada na peça BFK ontem apresentada (http://mfls.blogs.sapo.pt/276165.html), materializando assim mais uma homenagem ocidental à tradição cerâmica do Japão.

 

Este formato, correspondente ao número 185, não é exclusivo da Denbac, conhecendo-se variantes, com maiores ou menores semelhanças, em diversas fábricas e oficinas francesas e europeias. Aliás, dentro da própria produção da Denbac, esta mesma peça poderá ter surgido como uma variante mais depurada e harmoniosa do formato 184.

 

Fora da Denbac, a variante mais próxima deste formato 185, ligeiramente menos larga e menos achatada, é a que corresponde ao formato 124 criado em grés por Jean Pointu (1843-1925), já na fase final da sua carreira, depois de se instalar em Saint-Amand-en-Puisaye (http://www.grespuisaye.fr/ecolecarries/jpointu.html).

 

O facto de Pointu apenas ter começado a produzir grés a partir de 1906, ano da sua instalação naquela localidade, coloca a curiosa questão de saber qual das peças poderá ter inspirado a outra, pois Denert registou a empresa Denert, consagrada à produção de grès flammés e antecessora da Denbac, em 1909.

 

 

 

A terceira jarra, com cerca de 21,6 cm. de altura, ostenta novamente a mais célebre combinação cromática da Denbac, apresentando já um formato geometrizante ao gosto Art Déco.

 

Evocando, de alguma maneira, formas que surgem nas civilizações pré-colombianas e nas versões menos exuberantes da tendência Déco designada, particularmente no sudoeste dos EUA, por Pueblo Deco, esta proposta de composição haveria de surgir também numa peça de secções cilíndricas sobrepostas, da linha Futura, produzida na fábrica americana Roseville.

 

 

Finalmente, a última jarra, com cerca de 31,2 cm. de altura, apresenta de forma harmoniosa, discreta e elegante um dos símbolos da França – a flor-de-lis, integrando-o numa subtil composição escultórica de inspiração vegetalista.

 

O vidrado aqui patente, também comum a muitas outras peças Denbac, traduz nas suas tonalidades a ideia sugerida pela designação da técnica utilizada para produzir as peças – grès flammés, nesta pequena mas artisticamente importante unidade industrial cerâmica que acabou por encerrar em 1952.

 

Vejam-se diversos outros exemplares da produção Denbac aqui: http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/tag/denbac, e aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/tag/denbac, e consulte-se o fundamental trabalho de catalogação que Alexandre Hoffman está a desenvolver aqui: http://sandre74.free.fr/index%202006.htm.

 

               

 

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