Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2019

 

Duas pequenas peças em grés fino que ilustram as tendências da produção cerâmica portuguesa actual.

 

Em cima, uma taça com cerca de 6,8 cm. de altura e cerca de 10 cm. de diâmetro, em baixo, uma taça com cerca de 6,5 cm. de altura e cerca de 11,6 cm. de diâmetro.

 

As tendências minimalistas e orientalizantes, que traduzem também uma diversificada aproximação gastronómica nos recentes hábitos alimentares portugueses, têm-se multiplicado na produção cerâmica, originando não só uma consistente opção pelo corpo cerâmico em grés como uma multiplicidade de empresas que apostam na sua comercialização.

 

A Ceramirupe, fundada em 1987 (https://ceramirupe.com), a Costa Nova (https://www.costanova.pt/pt/) e a própria Vista Alegre, que recuperou a marca Casa Alegre para comercializar a sua produção nesta pasta cerâmica, são algumas das empresas que se destacam nesta produção.

 

 

A gramática oriental dos vidrados microcristalinos como decoração principal, na linha do revivalismo de um gosto que já tinha surgido na cerâmica europeia de finais do século XIX, enuncia-se aqui no apelo exercido pela subtileza de suaves combinações cromáticas criadas pelos escorridos (recordem-se os escorridos bordalianos das Caldas da Rainha), que no primeiro exemplar é ainda complementado pela decoração em relevo da pasta cerâmica.

 

Nenhuma destas duas peças se encontra marcada, embora a primeira apresente as referências internas de cozedura que se reproduzem abaixo, mas são certamente exemplares produzidos no eixo cerâmico estabelecido ao longo das zonas industriais das Caldas da Rainha, Alcobaça, Leiria, Pombal e Aveiro.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 17:01

Fevereiro 24 2019

 

Pequena jarra, com cerca de 7 cm. de altura, em porcelana da Artibus, Aveiro.

 

A decoração floral, de nítida influência oriental, surge estampada sobre o vidrado, tal como os complementos a dourado, que aqui não apresentam o habitual brilho claro do ouro líquido.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Janeiro 21 2018

 

Duas pequenas taças modeladas pelo ceramista Rui Paiva (n. 1956).

 

A primeira, medindo cerca de 7,7 cm. de altura e tendo cerca de 9,7 cm. de diâmetro máximo, foi criada em 2010; a segunda, medindo cerca de 9,8 cm. de altura e tendo cerca de 9,7 cm. de diâmetro máximo, foi criada em 2011.

 

 

Estas duas peças, na sua aparente, mas intencional, imperfeição de acabamento e modelação, nos seus revestimentos, e na sugestão da sua rude origem terrosa, evocam a essência das mais interessantes e clássicas taças de chá japonesas.

 

Visite-se o site do ceramista aqui: http://ruipaiva.net/blog-do-rui, onde estão ilustradas outras peças, funcionais ou decorativas, de maior dimensão, bem como diversas esculturas e instalações cerâmicas.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Janeiro 10 2018

 

Caixa, com cerca de 5 cm. de altura e 15,2 cm. de lado, ostentando um motivo de inspiração japonesa, estampado, e complementos a platina.

 

Este mesmo motivo foi também aplicado na decoração de pratos de parede, como anteriormente documentado num exemplar ostentando apenas a marca Coroa impressa na pasta: http://mfls.blogs.sapo.pt/17090.html.

 

Tal como acontece naquela peça, também esta apresenta alguns retoques, a esmalte branco, sobre a estampa.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Junho 28 2015

 

Pequena taça em porcelana, com cerca de 14,6 cm. de diâmetro maior e cerca de 6,1 cm. de altura, produzida na fábrica Artibus, de Aveiro.

 

Notem-se a tendência japonizante na decoração floral e os toques distintivos da sua cuidada produção na faixa dourada interior e nos retoques a esmalte branco em relevo.

 

Esta última característica pode ser encontrada, no princípio do século XX, em diversas peças da FLS estampadas em cromolitografia, momedamente em pratos decorativos, apresentando algumas deles, também, motivos japonizantes (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/gueixa).

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Dezembro 30 2014

 

Pequena jarra, com cerca de 12,2 cm. de altura, produzida na Manufacture Imperiale et Royale, de Nimy.

 

Esta fábrica belga teve as suas origens em 1789, acabando por encerrar em 1951. A história da empresa é habitualmente dividida em cinco períodos - 1789-1849, 1849-1851, 1851-1890, 1890-1921 e 1921-1951 (veja-se um artigo, em Francês, sobre a história da fábrica, aqui: http://www.vieuxnimy.be/newsite/histoire/Page_histoire.html), correspondendo este último à época em que a fábrica foi adquirida e administrada por uma empresa holandesa de Maastricht, a Koninklijke Sphinx, já aqui referida (http://mfls.blogs.sapo.pt/227609.html).

 

A jarra agora ilustrada remete claramente para a influência das formas depuradas e contidas e para a decoração minimalista, ou limitada ao craquelé do vidrado, da cerâmica oriental, sendo um exemplo das peças europeias que, mesmo durante o período Art Déco, continuaram a seguir essa gramática.

 

Veja-se um outro artigo, em Neerlandês, sobre a história e a produção da MIRN aqui: http://rubriek-keramiek.blogspot.pt/2014/12/keizerlijke-en-koninklijke-manufactuur.html.

 

 

© MAFLS

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Setembro 01 2014

 

Prato decorativo, com cerca de 21,7 cm. de diâmetro, apresentando decoração de inspiração japonesa sob o vidrado.

 

A imagem é estampada em policromia, apresentando a  peça, ainda, decoração complementar a dourado, no rebordo, e preto, na filetagem do círculo interior, e ligeiros retoques a esmalte branco sobre o vidrado.

 

Veja-se um outro prato deste período, também com representação de uma gueixa e rebordo da mesma tonalidade, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/prato-decorativo-314547.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Agosto 22 2014

 

No Outono passado cometeu-se mais um dos inúmeros atentados contra o património e a memória (http://mfls.blogs.sapo.pt/269287.html), nestes tristes tempos em que a preservação da identidade nacional parece estar entre as menores das prioridades.

 

Contra o que vem sendo hábito nesta vil tristeza em que vivemos, desta vez parece que, para além do choro sobre o leite derramado, houve coimas e eficazes medidas coercivas para, pelo menos, repôr a memória através da instalação de uma réplica do painel destruído.

 

Não se sabe é se o proprietário foi, de facto, obrigado a suportar os custos da reabilitação do painel original, ou se este chegou mesmo a ser restaurado, como havia sido proposto pelos técnicos camarários.

 

Fica Lisboa, apesar de tudo, com um pastiche a suavizar a memória da dura realidade que continua a ameaçar o património municipal e nacional.

 

Pena é que, a exemplo do que se faz, ou fez, noutras intervenções, como em alguns restauros dos painéis azulejares da estação ferroviária de S. Bento, no Porto, a ninguém tenha ocorrido a ideia de assinalar que este conjunto é uma réplica, nem tenha havido o cuidado de indicar o nome da oficina que a executou. 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:02

Junho 19 2014

 

Prato decorativo, com cerca de 21,7 cm. de diâmetro, apresentando decoração de inspiração japonesa sob o vidrado.

 

A imagem é estampada em policromia, apresentando a  peça, ainda, decoração complementar a dourado, no rebordo, e preto, na filetagem do círculo interior, e ligeiros retoques a esmalte branco sobre o vidrado.

 

Não ostenta qualquer marca visível, mas a decoração integra-se, certamente, numa série de imagens orientalizantes de que é possível ver um exemplar, apresentando diferente figura feminina e rebordo cor-de-rosa, mas com o mesmo formato, no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, segunda edição, realizada no MCS em 2009.

 

A imagem exibida naquela exposição conhece-se também num outro prato, sem marca, com rebordo desta cor, como se pode verificar na fotografia reproduzida abaixo.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Março 27 2014

 

Pires, com retoques aplicados a ouro sobre o vidrado, apresentando estampado a verde, sob o vidrado, um motivo de influência oriental.

 

Veja-se uma leiteira, formato Porto, com o mesmo motivo, estampado também na mesma cor, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/64737.html.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 21:01

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