Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Junho 03 2013

 

© ADLSB

 

O INÍCIO DE UMA CARREIRA NA FLS (X)


Uma vez que anteriormente já me referi aos dois irmãos Howorth ligados à FLS e à descendência do Barão Howorth de Sacavém, aproveito a oportunidade para reproduzir hoje um assento de baptismo relativo ao primeiro filho que o barão teve com Maria Margarida Pinto Bastos (1866-1936?), Henrique Anthony Stott Howorth (1891-1981):

 

"Aos sete dias do mês de Outubro do ano de mil oitocen- / tos noventa e um, n’esta igreja parochial de Santos-o-Velho, da / Cidade de Lisboa, baptizei solemnemente um individuo do / sexo masculino a quem dei o nome de Henrique Anthony, / que nasceu na freguesia da Pena d'esta Cidade, às onze / da noite de vinte e três de Agosto do mesmo anno, filho / illegitimo, primeiro do nome do Excellentissimo Barao Howor- / th de Sacavem, João  Stott Howort, casado, negociante na- / tural de Inglaterra, residente n'esta freguesia na Rua / de São Francisco de Paula e de Dona Maria Margarida / Pinto, solteira, baptizada na freguesia do Socorro n'esta / Cidade, e moradora na Rua de Santo Antonio  / dos Capuchos. Neto paterno de João Howorth e Maria / Howorth, e materno de Antonio Gonçalves Pinto Bastos e / Dona Margarida Pinto Bastos. Foram padrinhos os avós mater- / nos, moradores na mesma casa da Rua de Santo An- / tonio dos Capuchos. O pae d'este menino declarou na minha / presença e das testemunhas abaixo nomeadas e assignadas que / como tal se apresentava e assignava este termo, tendo em vis- / ta os efeitos do Codigo Civil nos seus artigos respectivos; e a mãe que o reconhecia como seu filho para todos os efeitos legais (?) / Serviram de testemunhas d'esta declaração José Eduardo / Anjos e João Carlos Martins, empregado n’esta Igreja. E para / constar se lavrou em duplicado este termo, que depois de / lido e conferido perante os paes padrinhos e testemunhas, / todos comigo assignaram. Era ut supra.

 

Barão de Howorth de Sacavem

Maria Margarida Pinto

Antonio Gonsalvez Pinto Bastos

Margarida Pinto

José Eduardo Anjos

João Carlos Martins

O Prior Domingos da Silva"

 

Nos averbamentos legíveis que surgem à margem, regista-se que Henrique Anthony casou em Lisboa com Maria Olívia Augusta Gomes d'Araújo (datas desconhecidas) no dia 11 de Fevereiro de 1915 e que o seu óbito ocorreu, também em Lisboa, na freguesia de S. José, a 19 de Janeiro de 1981.    

 

Regista-se ainda que deste assento de baptismo foi passada a cédula em 29 de Outubro de 1924. 

 

À margem dos averbamentos legíveis neste assento, acrescente-se que Henrique Anthony teve dois filhos deste casamento, António Henrique de Araújo Stott Howorth (n. 1915) e Maria de Lourdes Howorth (1917-1993), havendo notícia de posteriormente ter casado em segundas núpcias com Palmira Cardim (datas desconhecidas), de quem teve uma filha, Gastine Howorth, em 1920.

 

Agradeço ao dr. Carlos Pereira, do Museu de Cerâmica de Sacavém, a cedência da imagem do respectivo assento, cujo original se encontra no Arquivo Distrital de Lisboa.

 

© Clive Gilbert

© MAFLS

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Maio 15 2013

 

 

Pormenor da página 845 do jornal The London Gazette referente ao ano de 1854. Este jornal equivale às congéneres publicações de registos oficiais existentes em diferentes países, como o actual Diário da República (que já foi antecedido por uma publicação oficial denominada Gazeta de Lisboa, cujo título surgiu  intermitentemente entre 1715 e 1833), de Portugal, tendo o seu primeiro número sido publicado em 7 de Novembro de 1665.

 

Nesta página surge uma notícia de dissolução da sociedade anteriormente estabelecida entre Elizabeth Rawstron (1820-1893), Thomas Rawstron (1819-1860), William John Howorth (1823-1881) e John Stott Howorth (1829-1893), cuja tradução se apresenta abaixo: 

 

"Aqui se dá notícia que a Sociedade, existente até ao momento, entre a abaixo assinada Elizabeth, esposa do abaixo assinado Thomas Rawstron, de Rochdale, no condado de Lancaster, ou o dito Thomas Rawstron, na posse dos seus direitos, e os abaixo assinados William John Howorth e John Stott Howorth, ambos de Lisboa, no reino de Portugal, desenvolvendo aí o seu negócio enquanto Mercadores e Agentes de Comissão, sob o estilo ou firma de John Ashworth and Company, foi dissolvida, por mútuo acordo, no passado dia 31 de Dezembro [de 1853], no que diz respeito aos referidos Elizabeth Rawstron e Thomas Rawstrom, que a partir dessa data se retiraram da mesma. Datada este décimo oitavo dia de Fevereiro de 1854. [Seguem-se as quatro assinaturas]."

 

Registe-se que Elizabeth, a qual casou com Thomas Rawstron em 1852, tinha como apelido de solteira Beswicke, e havia casado anteriormente, em 1841, com Henry Howorth (1817-1850), irmão de William John e John Stott Howorth, de quem teve cinco descendentes, todos nascidos em Lisboa.

 

Por outro lado, uma irmã de Thomas, Alice Rawstron (1831-1925), havia casado com John Stott Howorth, de quem teve uma filha, Alice Annie Howorth, nascida e falecida em 1859.

 

Como já foi aqui referido, Alice Rawstron Howorth ainda era accionista da FLS em 1922 (http://mfls.blogs.sapo.pt/138305.html) e, segundo algumas fontes, parece ter sido tratada como Baronesa Howorth de Sacavém, muito embora no ano em que o título foi concedido a John Stott Howorth, em 1885, este já tivesse assumido uma relação com Henriquete da Conceição Almeida (datas desconhecidas), de quem teve dois descendentes, nascidos em 1865 e 1868, e posteriormente viesse a ter três outros descendentes de Maria Margarida Pinto Bastos (http://mfls.blogs.sapo.pt/611.html).


Apesar de o apelido de Maria Margarida, por lapso, surgir grafado em alguns registos genealógicos como Pinto Basto, este não deve ser confundido com o apelido Pinto Basto da família fundadora da Vista Alegre.

 

© MAFLS

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Março 01 2013

Herbert Gilbert fotografado cerca de 1900.

© Clive Gilbert

 

O INÍCIO DE UMA CARREIRA NA FLS (VII)

 

Já que no último texto falei do cemitério inglês, aproveito para continuar no mesmo tema. Aparentemente o barão Howorth, que, como escrevi, está sepultado em Lisboa, no Cemitério Inglês, à Estrela, teve duas relações extra-conjugais das quais resultaram diversos descendentes. Um deles tinha muita admiração pelo progenitor e quando estava já perto da morte pediu para ser sepultado junto do pai. No entanto, quer porque estivesse perante descendência ilegítima quer porque estivesse perante um não convertido, a igreja anglicana não achou bem esta ideia e recusou o pedido. O filho insistiu e a solução encontrada foi que ele ficasse na mesma sepultura, mas sem qualquer referência ao seu nome! Já agora, refira-se que o barão era homem de sólidas convicções, tendo na altura do Ultimato de 1890 ficado tão chocado com essa atitude do governo inglês que desistiu da nacionalidade inglesa e assumiu a portuguesa!

 

A informação sobre o filho ilegítimo do barão foi-me transmitida por uma conservadora do cemitério, a D. Adelina, que ali trabalhou até completar cem anos, após o que foi condecorada pela rainha Isabel II. Outra observação efectuada por ela veio ainda complementar aspectos do último texto, particularmente quando escrevi que o meu avô, já perto da morte, se converteu ao catolicismo. Havia ali, segundo a D. Adelina, uma pequena correcção a fazer. Sendo a minha avó Laura católica (e bastante beata!) como seria possível o meu pai ser protestante? Aparentemente o meu avô entendia que o meu pai e seu único filho, Leland, deveria ser baptizado como protestante. Sabendo que não valia a pena perder tempo a argumentar com a minha avó, decidiu, sem a avisar, levar o meu pai à igreja anglicana de S. Jorge, junto ao cemitério, onde o fez baptizar. Claro que a minha avó nunca o desculpou e, sessenta anos depois (ai estes Madeirenses!), não tendo esquecido a afronta, obrigou-o a converter-se…

 

Quanto à D. Adelina, contou-me também que o seu nascimento tinha sido o primeiro a ser registado em Viseu após a queda da monarquia. Contou-me ainda que, mais tarde, já crescida, o que ela e outros jovens da região gostavam de fazer era irem divertir-se a Aveiro!

 

Depois de mais este pequeno desvio, prometo que em breve voltarei com muito gosto a Sacavém, onde passei alguns dos melhores, bem como alguns dos piores, tempos da minha vida…

 

© Clive Gilbert

© MAFLS

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Fevereiro 01 2013

Fotografia de John Stott Howorth existente no CDMJA.

© CDMJA / MCS

 

O INÍCIO DE UMA CARREIRA NA FLS (VI)

 

Antes de continuar a recordar as minhas primeiras experiências na Sacavém, lembrei-me agora de uma curiosa carta escrita por John Stott Howorth (1829-1893) em resposta a um pedido de emprego de um técnico ou operário cerâmico de Stoke-on-Trent, que passo a transcrever:

 

"4/2/1874

 

Dear Mr. Ellis,

 

Your letter to our late manager Mr. Barlow came duly to hand. I beg to inform you that, for the present, we do not require your services. All our workmen are natives. The English that have come out here have either gone home or have died out here, they could not keep off the drink and we are doing very well without them.

 

Yours sincerely,

 

(signed) John Stott Howorth"

 

ou seja:

 

"4/2/1874

 

Prezado sr. Ellis:

 

Recebemos, em devido tempo, a sua carta dirigida ao nosso falecido encarregado-geral, Sr. Barlow. Aproveito para o informar que, de momento, não necessitamos dos seus serviços. Todos os nossos trabalhadores são portugueses. Os ingleses que para cá vieram ou voltaram para casa ou então morreram por cá, não conseguiam manter-se afastados do álcool e estamos a dar-nos muito bem sem eles.

 

Atenciosamente,

 

Ass. John Stott Howorth"

 

O encarregado-geral John Barlow, que veio de Tunstall, Stoke-on-Trent, esteve à frente da actividade fabril da Sacavém entre 1861 e 1874 tendo morrido em Sacavém em Janeiro de 1874 (um mês portanto antes de esta carta ter sido escrita), sem que conste que tenha sido pelos defeitos que John Stott Howorth aponta aos seus compatriotas...

 

John Barlow está enterrado em Lisboa no Cemitério Inglês, à Estrela, perto da campa do Barão Howorth de Sacavém, seu patrão, e de James Gilman (1854-1921) e seu filho, Ralph Gilman (?-1935), futuros donos da empresa.

 

O proprietário que sucedeu a James e Ralph Gilman, Herbert Gilbert (1878-1962), está enterrado no cemitério de S. Martinho, no Funchal. Havendo casado com Laura de Moura Teixeira (1881-1962), filha do director do Hospital do Funchal, quando trabalhava na firma Blandy Brothers da Madeira, naquele que foi o seu primeiro emprego, converteu-se ao catolicismo pouco tempo antes de morrer, pelo que não foi possível sepultá-lo no cemitério inglês que era de denominação protestante.

 

Mais tarde, no entanto, esta situação alterou-se, pelo que hoje já é possível proceder-se à sepultura de católicos neste espaço.

 

[Agradece-se ao Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso / Museu de Cerâmica de Sacavém a cedência da imagem que ilustra este artigo.]

 

© Clive Gilbert

© MAFLS

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Fevereiro 22 2012

 

Caricatura do rei consorte D. Fernando (1816-1885), realizada por Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905).

 

Esta plaquette, a décima segunda do Album das Glórias (1880-1883 e 1902) foi publicada em Novembro de 1880 com o título O senhor D. Fernando, no texto, e o subtítulo Com-sorte, na gravura (cf. http://purl.pt/14828/2/res-523-a_PDF/res-523-a_PDF_24-C-R0150/res-523-a_0000_capa-capa_t24-C-R0150.pdf).

 

Entre outras considerações sobre D. Fernando, o autor desse texto, João Ribaixo (pseudónimo de José Duarte Ramalho Ortigão, 1836-1915), refere:

 

"Quando em 1868 lhe foi offerecido o throno de Hespanha, elle recusou-o, preferindo ficar em Portugal a cultivar o seu jardim e a colligir as suas majolicas.

 

Assim como os emissarios gregos ao penetrarem na tenda d'Achiles o surprehenderam a dedilhar uma lyra, como conta Homero, assim os emissarios da futura Revolução ao penetrarem no Palacio das Necessidades encontrarão o habitante d'aquelle velho convento a pintar um prato."

 

 

No final do texto pode ainda ler-se o seguinte:

 

"Ora o Senhor D. Fernando nunca escalou os cidadãos para perceber como elles trabalham por dentro, e é o primeiro dos operarios da fabrica de Sacavem.

 

Rei pintando louça, elle poderá dizer, sem magoar ninguem, perante a Carta e perante a posteridade, como nas Georgicas dizia Virgilio, tratando modestamente das abelhas:

 

In tenui labor; at tenuis non  gloria."

 

Alguns dos trabalhos executados por D. Fernando em loiça da FLS ainda hoje podem ser apreciados nas colecções do Palácio Nacional da Ajuda e do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

 

Da estreita ligação do monarca, de seu filho D. Luís (1838-1889; rei, 1861-1889) e de seu neto D. Carlos (1863-1908; rei, 1889-1908), à fábrica e ao seu dono, John Stott Howorth (1829-1893), resultaram a atribuição do título de barão a este (1885) e a concessão do título de Real à empresa, a qual poderá ter ocorrido antes dessa data.

 

Logo após a sua morte, D. Fernando foi homenageado pela FLS através de um prato que apresentava a sua fotografia estampada a preto e a inscrição Em Memória. / D. Fernando II.

 

Um exemplar desse prato foi exibido na exposição Porta Aberta às Memórias, segunda edição, realizada no MCS em 2009, e uma imagem do mesmo pode ser vista no catálogo do evento.

 


 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Setembro 01 2009

 

Secção do Museu de Cerâmica de Sacavém que preserva no local original o forno número 18.

 

Fundada entre 1856 e 1859 na localidade de Sacavém, à época pertencente a Lisboa e a partir de 1886 ao então recém-criado concelho de Loures, a fábrica manteve durante décadas a mítica referência a 1850 como ano de fundação, tendo a administração celebrado oficialmente o seu centenário em 1950.

 

Não se conhece, contudo, documentação que consolide a referência de 1850 como data de fundação da empresa, pelo que actualmente se aceita 1856 como o ano em que Manuel Joaquim Afonso (1804-1871) procedeu à efectiva fundação da fábrica, embora João Teodoro Ferreira Pinto Basto (1870-1953), na sua obra A Cerâmica Portuguesa (1935), indique a data de 1859.

 

Antes de estabelecer esta empresa, Manuel Joaquim Afonso administrara a fábrica de vidros da Marinha Grande, que fora de John Beare (datas desconhecidas) e depois dos irmãos Stephens (Guilherme, 1731-1803, e João Diogo, 1748-1826), e a fábrica de vidros da Rua das Gaivotas, em Lisboa.

 

A permanência de Manuel Joaquim Afonso na empresa que fundara foi breve, tendo-a vendido entre 1861-1863 a John Stott Howorth (1829-1893; nomeado Barão Howorth de Sacavém em 1885). Logo após a morte deste último proprietário, os seus herdeiros estabeleceram uma parceria empresarial em comandita com James Gilman (1854-1921), antigo funcionário da fábrica.

 

John Stott Howorth teve descendêndia de três senhoras – Alice Rawstron (1831-1925), mãe de Alice Annie Howorth (nasceu e faleceu em 1859); Henriquete da Conceição Almeida (datas desconhecidas), mãe de João George Howorth (1865-?) e Henrique Almeida Howorth (1868-?); e Maria Margarida Pinto Bastos (1866-1916; registos alternativos referem 1936 como data de falecimento), mãe de John Pinto Stott Howorth (?-1949), Mary Stott Howorth (1890-1977) e Henrique Anthony Stott Howorth (1891-1981).

 

Embora este assunto esteja longe de ser consensual, algumas fontes referem que foi Maria Margarida Pinto Bastos quem usou o título de Baronesa Howorth de Sacavém, e não Alice Rawstron, o que parece consentâneo quer com as suas datas de maternidade quer com a data em que o título foi conferido a John Stott Howorth.

 

No entanto, nem ela (entretanto falecida?) nem nenhum dos seus descendentes surgiam como accionistas da FLS entre 1922 e 1946, ao contrário do que acontecia com Alice Rawstron, que, com o apelido Howorth, surgia ainda como accionista da FLS em 1922.

 

Espaço envolvente do Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

Após a morte de James Gilman, sucedeu-lhe na orientação da fábrica seu filho Raul Gilman (?-1935), em associação com Herbert Gilbert, tendo a fábrica sido administrada até ao seu encerramento por três gerações desta última família, que entretanto se tornara proprietária da FLS  –  Herbert Gilbert (1878-1962), Leland Gilbert (1907-1979) e Clive Gilbert (n. 1938).

 

Depois de um período áureo que se desenvolveu até princípios da década de 1970, a fábrica acabou por encerrar, segundo algumas fontes em 1983 (embora se conheçam peças datadas de 1986...), segundo fontes mais fidedignas, como Clive Gilbert e o MCS, em 1989, tendo a falência judicial sido declarada em 1994.

 

Contudo, segundo os registos do MCS, cerca de meia centena de trabalhadores garantiram o funcionamento da empresa entre 1989 e 1994.

 

No local onde originalmente se encontrava a fábrica desenvolveu-se uma urbanização que, entre as contrapartidas negociadas pelo município com a empresa construtora, promoveu a preservação de um pequeno espaço da zona fabril, onde se veio a implantar o Museu de Cerâmica de Sacavém (http://www.cm-loures.pt/aa_patrimonioredemuseussacavema.asp), inaugurado em 2000.

 

Este museu integrou parte dos arquivos da antiga FLS no acervo do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso (http://www.ipmuseus.pt/pt-PT/rpm/museus_rpm/admin_local/PrintVersionContentDetail.aspx?id=1234) e apresenta algumas centenas de peças da produção da fábrica, promovendo ainda exposições e actividades regulares de divulgação da história, do património e do saber-fazer na cerâmica.

 

O Museu Nacional do Azulejo (http://mnazulejo.imc-ip.pt/) é também depositário de parte do património cerâmico da Fábrica de Loiça de Sacavém, conservando nas sua reservas exemplares de particular relevância na história dos vidrados, da modelagem e das diversas técnicas da fábrica.

 

Em 2007 constituiu-se a Associação Amigos da Loiça de Sacavém, que conta entre os seus associados com Clive Gilbert, último administrador e proprietário da fábrica.

 

Veja mais algumas fotografias do exterior do museu aqui: http://www.trekearth.com/viewphotos.php?l=3&p=1018222 e aqui: http://www.trekearth.com/gallery/Europe/Portugal/South/Lisboa/Sacavem/photo883468.htm.

 

Uma das entradas do Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

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