Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Junho 19 2016

 

Dípticos azulejares, executados em oficina não identificada, ostentando a assinatura de José de Sousa (datas desconhecidas) e a data de 2005.

 

 

Embora estes não sejam exemplares de produção industrializada e comercialização em larga escala, destinam-se obviamente a apelar a um público, eventualmente turístico, que identificará a tradição azulejar e o peixe como ícones de Portugal.

 

 

© MAFLS

 

publicado por blogdaruanove às 21:01

Junho 02 2014

James Gilman, à esquerda, e José de Sousa.

Fotografia publicada na revista Ilustração Portuguesa, número 346, de 7 de Outubro de 1912.

 

Um Pequeno Mundo…

 

Depois de acabar os meus estudos secundários segui para Stoke-on-Trent, a cidade da cerâmica, inserida numa área urbana e industrial conhecida como as "Potteries" (http://www.thepotteries.org/index.html), como já referi num anterior artigo (http://mfls.blogs.sapo.pt/185878.html).

 

Para complementar aquele relato, gostaria de contar um episódio curioso que teve lugar pouco tempo depois de eu chegar a Stoke-on-Trent. Entre outros colegas de curso, fiquei a conhecer uma colega, a Janet Hanley, a qual veio a saber que eu vivia em Portugal.

 

Passados uns tempos, ela convidou-me a ir tomar chá (tinha que ser!) a casa de uma tia dela, pois essa tia queria mostrar-me uma coisa.

 

Lá fui, então, e depois de alguma conversa a senhora entregou-me uma fotografia, perguntando-me se eu conhecia a pessoa que lá estava representada.

 

Olhei e qual não foi o meu espanto quando reconheci um João de Sousa muito mais novo, o filho do Mestre José de Sousa, que tinha sido o primeiro chefe fabril português da Sacavém!

 

De facto, o João de Sousa fez o mesmo curso que eu, como também já tive oportunidade de relatar anteriormente (http://mfls.blogs.sapo.pt/194586.html), e na altura ele tinha namorado com a tia daquela minha colega de curso!

 

Num caso posterior, e já no meu último ano, conheci outra colega de curso, a Kendal Heath. Um dia, em conversa, fiquei a saber que ela era neta do Sr. Heath, técnico de tintas e vidros (corantes e esmaltes) que prestou assistência técnica à Sacavém na segunda metade dos anos 40.

 

O seu nome completo era Sidney George Heath e de acordo com um registo da secretaria da FLS, actualmente depositado no CDMJA, colaborou com a empresa entre 5 de Abril de 1946 e 7 de Outubro de 1947.

 

Entre outros trabalhos inovadores que realizou para a FLS, foi o criador do vidrado Porto, um vidrado mate creme, muito bonito, que foi aplicado a serviços de chá e café cuja decoração era complementada ainda com as asas e as pegas pintadas a ouro.

 

Como o mundo é pequeno!

 

 

© Clive Gilbert

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 13:09

Dezembro 02 2011

 

 

 

De acordo com o Diário do Govêrno, por escritura de 5 de Junho de 1922 a FLS constituíu-se como "sociedade anónima, de responsabilidade limitada", com um capital social de 500.000$00 repartido por 5.000 acções, que ficaram assim subscritas:

 

"D. Elvira James Gilman, com mil trezentas e cinqüenta acções.

 Raúl Gilman, com mil trezentas e trinta acções.

 D. Alice Howorth, com setecentas e cinqüenta acções.

 Sir Henry Howorth, com setecentas e cinqüenta acções.

 D. Evelyne Howorth, com setecentas e cinqüenta acções.

 D. Ester Gilman de Carvalho, com dez acções.

 D. Hermengarda Gilman de Carvalho, com dez acções.

 Guilherme Gilman, com dez acções.

 Herbert Gilbert, com dez acções.

 José de Sousa, com dez acções.

 José Maria Pereira, com dez acções.

 Edgar Henry Hikie, com dez acções."

 

Atendendo à designação "sociedade anónima, de responsabilidade limitada" e às 2.710  acções ainda detidas pela família Gilman é possível, pois, que a marca Gilman Lda., habitualmente indicada como correspondendo apenas ao ano de 1918, tenha sido utilizada, pelo menos, até 1922, ou mesmo 1924.

 

Note-se como a posição de Herbert Gilbert (1878-1962) é ainda manifestamente minoritária na empresa, sendo equivalente à do mestre José de Sousa (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/57700.html e http://mfls.blogs.sapo.pt/58098.html), facto que se manteve no aumento de capital do ano seguinte e só registou significativa alteração no aumento de 1924.

 

© MAFLS

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Setembro 06 2010

Legenda original, no artigo: "O novo forno, que tem 85 metros de comprimento [e] 6 d'alto."

 

Transcreve-se de seguida, integralmente, o artigo Uma Festa Operária publicado na revista Ilustração Portuguesa, número 346, de 7 de Outubro de 1912:

 

"A vida do trabalhador vae-se modificando por toda a parte. Ha sempre uma grande lição a tirar das relações entre o proletariado e o capitalismo. São eles unidos que fomentam a riqueza e se equilibram. As festas de trabalhadores em que tomam parte n'uma confraternisação comovente ficam sempre assinaladas como promessas de bom futuro.

 

Realisou-se ha dias na fabrica de louça de Sacavem uma d'essas festas em que o proprietario do grande estabelecimento, sr. Gilman, se mostrou um devotado amigo dos seus operarios, aos quaes ofereceu o seu retrato, com as palavras do maior carinho.

 

Legenda original, no artigo: "A' entrada do novo forno [17?]: As vagonetas da louça."

 

Inaugurou-se tambem no mesmo dia na fabrica um grande forno para cosedura [sic], o que representa um importante melhoramento na industria da louça d'aquela fabrica já classica em Portugal.

 

O sr. Gilman passou entre os seus operarios e de todos ouviu os mais entusiasticos aplausos, sendo uma verdadeira confraternisação essa festa do industrial e dos seus obreiros.

 

As raparigas empregadas nas oficinas fizeram tambem uma calorosa recéção ás senhoras da familia Gilman e ás suas convidadas, sendo tocante e enternecedor esse espetaculo nas vastas dependencias e nos terrenos da fabrica no dia da festa aos trabalhadores dedicada."

 

Legenda original, no artigo: "Uma operaria da fabrica, transportando louça."

 

Todas as fotografias que ilustram o artigo, e foram aqui reproduzidas, são da autoria de Joshua Benoliel (1873-1932).

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Agosto 29 2010

 

Imagens publicadas originalmente na revista Ilustração Portuguesa, número 346, de 7 de Outubro de 1912, a complementar o artigo Uma Festa Operária.

 

Em ambas se pode observar James Gilman (1854-1921), sendo particularmente notável na imagem de cima a numerosa presença e a importância das operárias na FLS.

 

Na fotografia de baixo, à direita de James Gilman, pode-se ver novamente o mestre geral da fábrica, José de Sousa (datas desconhecidas).

 

 

© MAFLS

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Agosto 25 2010

 

Imagens publicadas originalmente na revista Ilustração Portuguesa, número 346, de 7 de Outubro de 1912, a complementar o artigo Uma Festa Operária.

 

Na fotografia de cima vê-se a família de James Gilman (1854-1921) caminhando entre uma alameda de palmas ornamentadas com pratos decorativos, cromolitografados com figuras femininas. No desenho da cercadura, notem-se as vinhetas alusivas à diversa produção cerâmica da FLS.

 

Na fotografia de baixo pode-se observar James Gilman, à esquerda,  acompanhado do mestre geral da fábrica, José de Sousa (datas desconhecidas).

 

 

© MAFLS

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