Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 31 2016

 

Taça fruteira produzida em faiança pela unidade de Coimbra da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia, ostentando decoração floral estilizada, ao gosto Art Déco, aplicada a aerógrafo sobre stencil (chapa recortada).

 

Como já foi aqui referido em devido tempo (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/malga), na FLS este formato era habitualmente designado como malga.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Junho 29 2014

 

Malga, ou taça fruteira, com decoração policromática aplicada sobre stencil (chapa recortada) no motivo central e rebordo decorado a aerógrafo.

 

O motivo central foi aplicado em duas fases distintas – uma em que as três cores foram colocadas separadamente, outra em que os contornos a preto delinearam os pormenores das figuras e dos elementos secundários.

 

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Junho 23 2014

 

Malga, ou taça fruteira, com decoração policromática aplicada sobre stencil (chapa recortada).

 

Esta decoração policromática corresponde ao motivo 969, como se pode comprovar abaixo, sendo de sublinhar que a tarja azul com a legenda LEMBRANÇA DA FIGUEIRA [da Foz] foi estampada.

 

Embora as inscrições referentes a diversos topónimos sejam vulgares na produção da FLS, não é comum encontrarem-se peças cujo motivo, como acontece neste exemplar, tenha sido truncado para receber essas legendas aplicadas com uma outra técnica e apresentando outra cor.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Junho 29 2013

 

Taça fruteira em faiança, com cerca de 8,5 de altura e 28,9 cm. de diâmetro, sem qualquer marca visível. A decoração do motivo central foi aplicada sobre stencil (chapa recortada) enquanto o rebordo recebeu complementos esponjados a verde.

 

A denominação destes recipientes deu origem a diferentes vocábulos, que muitas vezes são usados indistintamente - alguidar, bacia, escudela, malga, palangana, taça, tigela.

 

Neste conjunto lexical há alguns vocábulos mais arcaizantes, como o castelhanismo palangana ou o termo medieval escudela, e outros de aplicação mais discutível, como o termo malga, que em certas regiões é sinónimo de tigela.

 

A já mencionada (http://mfls.blogs.sapo.pt/103727.html) obra Cerâmica Portuguesa (1931), onde a figura tutelar do coleccionador e estudioso de cerâmica José Queirós (1856-1920) é evocada através da caricatura reproduzida abaixo, regista também um léxico alargado onde, entre as dezenas de vocábulos, surgem referências a "malgas, cuncas, covilhetes tigellas, almofias ou almofas (que eram antigamente vasos grandes do feitio de tigellas)" e "Alguidares, bacias de mãos, palanganas (vasos de muita circunferencia e pouco pé), tigellas da casa (...)".

 

 

O vocábulo cuncas é obviamento um castelhanismo, estando os recipientes denominados concas, cuencos e cuncas bem ilustrados na obra Cerámica Popular Española (1970), da autoria do poeta e historiador de arte J. Corredor-Matheos (n. 1929) e do célebre ceramista J. Llorens Artigas (1892-1980).

 

Já o vocábulo de origem árabe almofia surge referido na obra Vestigios da Lingoa Arabica em Portugal (1830), de frei João de Sousa (1735-1812) e frei José de Santo António Moura (1770-1840), sendo tal recipiente aí definido como uma "Sopeira de estanho, ou de barro vidrado".

 

Visando uma uniformização e aplicação mais precisa de terminologia, o volume Itinerário de Faiança do Porto e Gaia (2001) observa e propõe: "Ao longo dos tempos, os termos malga e tigela foram sendo utilizados para descrever indiferentemente peças de loiça fosca, de vidrado plumbífero, estanífero ou porcelana. Assim sendo, e para que se comece a constituir um corpus terminológico para a descrição das formas cerâmicas, propomos que se passe a utilizar o termo malga para descrever tão só as peças de barro com as características atrás definidas [Vasilha de faiança em forma de calote esférica, com pé, com ou sem perfil carenado.] e revestidas de esmalte estanífero (faiança) ficando o termo tigela cativo para as peças de barro fosco (vermelha ou preta) ou de vidrado plumbífero."

 

Esta proposta, que, além de subestimar a importância do substrato regionalista na pluralidade da oferta lexical, pretende curiosamente constituir um corpus terminológico de formatos com base nas pastas e nos vidrados, acaba por contribuir, obviamente, para aumentar ainda mais a galáxia da disparidade e confusão terminológica.

 

Seja como for, nos catálogos da FLS, e sem que se pretenda sugerir de forma alguma que esta é uma peça dessa fábrica, os recipientes semelhantes a este surgem catalogados quer sob a designação malgas quer sob a designação fruteiras, coadunando-se esta última, sem dúvida, com a decoração da peça que aqui se ilustra.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Maio 14 2012

 

Malga, com cerca de 6,6 cm. de altura e 23,6 cm. de diâmetro, apresentando uma imagem da charola do Convento de Cristo, em Tomar, estampada sob o vidrado.

 

Uma peça similar a esta foi exibida na exposição Porta Aberta às Memórias, realizada em 2008 no MCS, e pode ser consultada no primeiro volume do catálogo.

 

Conhece-se um outro exemplar, também estampado a azul, com uma imagem da janela da Sala do Capítulo.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

mais sobre mim
Junho 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


pesquisar
 
subscrever feeds