Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Junho 22 2014

 

Travessa em faiança da fábrica da Corticeira, no Porto, com cerca de 37,2 x 25,8 x 3,3 cm., ostentando uma variante do motivo Estátua (Cavalinho) estampada a verde sob o vidrado.

 

Como se pode observar, esta é uma versão grosseira da estampa que originalmente surgiu em Inglaterra, sendo também uma versão muito inferior àquela que a FLS veio a celebrizar em Portugal.

 

É ainda claramente inferior, mesmo, às versões de algumas outras fábricas da área do Porto, como a das Devesas (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cxciv-295734), que também teve as suas variantes de menor qualidade (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/18604.html).

 

Embora este formato seja comum a outras fábricas portuguesas e, no nosso país, característico do final do século XIX, deve sublinhar-se que, no resto da Europa, ocorria já em meados do século XVIII, surgindo inicialmente como uma assimilação do formato das porcelanas chinesas importadas.

 

 

© MAFLS

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Abril 20 2013

 

Açucareiro, produzido na Fábrica do Cavaco, em Vila Nova de Gaia, com decoração aplicada sob o vidrado.

 

Notem-se as duas técnicas decorativas distintas – pintura manual para os motivos florais e pintura sobre stencil (chapa recortada) para os corações minhotos.

 

Note-se também alguma semelhança da decoração floral, e sua envolvente, com aquela que se produziu em diferentes regiões do país, nomeadamente em Alcobaça e Coimbra.

 

Finalmente, note-se ainda como a marca desta fábrica, aplicada a stencil, é distinta das outras anteriormente aqui apresentadas (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/f%C3%A1brica+do+cavaco).

 

 

© MAFLS

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Dezembro 11 2011

 

 

Grande prato de parede, com cerca de 36,8 cm. de diâmetro, pintado à mão sob o vidrado e com aplicação de stencil (chapa recortada) na legenda e nos triângulos.

 

Tal como acontece com um exemplar anteriormente reproduzido (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/68510.html), esta será já uma peça da Fábrica Cerâmica do Cavaco, Lda.

 

Havendo adoptado a designação Fábrica Cerâmica do Cavaco, Lda. em 1920, como já foi referido (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/68510.html), a empresa veio a alterar o seu pacto social em 1931.

 

Através dessa alteração, Júlio Teixeira de Queiroz consolidou a sua posição na gestão técnica da empresa e viu consagrada a obrigatoriedade de a sua assinatura ser necessária para corroborar as assinaturas das sócias, D. Isaura Celeste Ramos de Macedo e D. Ana de Sousa Varela de Queiroz, e lhes conferir validade em quaisquer documentos relacionados com os negócios sociais.

 

Conforme também já foi aqui referido (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/90088.html), em 1 de Agosto de 1936 Luciano Pereira Valente constituiu sociedade com António Augusto Fragateiro Júnior e Manuel Rodrigues Ferreira da Costa para adquirir a fábrica, que ficou com um capital social de 15.000$00, equitativamente repartido pelos sócios.

 

Não tendo sido exibida nos E.U.A., esta peça encontra-se a ilustrar, no entanto, um dos textos do único exemplar conhecido do catálogo da exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005.

 

 

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Maio 15 2011

 

 

Prato em faiança da Fábrica da Corticeira, Porto, recortado e pintado à mão sob o vidrado.

 

Sobre esta fábrica a bibliografia é escassa, sabendo-se muito pouco quer sobre a sua administração quer sobre as suas datas de actividade, embora pareça que terá funcionado até à década de 1960.

 

O Itinerário da Faiança do Porto e Gaia, publicado em 2001 pelo Museu Nacional Soares dos Reis, dedica-lhe este curto parágrafo, repleto de incertezas e de uma marcante frase no condicional:

 

"Desta fábrica quase nada sabemos, apenas que teria ficado a laborar em parte das instalações abandonadas [em 1923] pela fábrica do Carvalhinho, na [Calçada e Rua da] Corticeira, sob a direcção do industrial António Silva, passando posteriormente a um funcionário, António Pereira da Silva."

 

A data de início da sua laboração é desconhecida, devendo no entanto notar-se que nem o opúsculo Cerâmica Portuguesa (1931), integrado na colecção Patrícia dirigida por Albino Forjaz de Sampaio (1884-1949), nem a conferência de um especialista na área, J. T. Ferreira Pinto Basto (1870-1953), intitulada A Cerâmica Portuguesa, proferida em 20 de Dezembro de 1934 e publicada no ano seguinte, mencionam a existência desta fábrica.

 

 

Nesta fotografia, inédita, do século XIX pode-se observar, do centro para a direita, o espaço que corresponde hoje à Alameda das Fontaínhas e logo abaixo, na encosta que desce para o rio Douro, parte das edificações originais da fábrica do Carvalhinho, contíguas à Rua da Corticeira e à antiga Calçada da Corticeira, actual Calçada das Carquejeiras.

 

Acerca da produção da Fábrica da Corticeira, e acerca deste prato em particular, note-se como segue a gramática dos pratos reticulados que imitam o artesanato de verguinha entretecida, uma prática comum a diversas fábricas portuguesas que reproduziram já no século XX este tradicional formato – Carvalhinho (http://mfls.blogs.sapo.pt/30760.html), Sant'Anna (http://mfls.blogs.sapo.pt/61269.html) e Soares dos Reis (http://mfls.blogs.sapo.pt/68135.html), e as características da pintura manual sob o vidrado e da decoração floral dessas mesmas fábricas.

 

 

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Dezembro 04 2010

 

Prato com decoração, pintada à mão e aplicada a stencil (chapa recortada), sob o vidrado.

 

De acordo com o Itinerário da Faiança do Porto e Gaia, publicado pelo Museu Nacional de Soares dos Reis em 2001 e do qual também há uma versão em língua inglesa publicada em 2002, entre as décadas de 1860 e 1870 laborou uma fábrica com a denominação Fábrica do Cavaco, coexistindo com as fábricas do Cavaquinho e do Monte Cavaco, três empresas cujas instalações eram quase contíguas e pertenciam, cada uma delas, a diferentes membros, irmãos, de uma família de apelido Cunha.

 

Atendendo à modelação, à pasta e ao vidrado, o exemplar ilustrado não parece ser do século XIX, pelo que foi provavelmente produzido na fábrica do Monte Cavaco, que existiu até meados do século XX e em 1920 havia já adoptado a designação Fábrica Cerâmica do Cavaco, Lda.

 

 

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