Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Abril 15 2018

 

Jarra, com cerca de 28,2 cm. de altura, em faiança da Arfai, Alcobaça.

 

Mais uma peça que ilustra a grande diversidade de revestimentos e vidrados aplicados nesta fábrica, desta vez num formato reminiscente, se ignorarmos a ausência de asas, dos clássicos cântaros.

 

Tal como acontece com todas as outras peças aqui anteriormente reproduzidas, e executadas na Arfai, esta jarra não ostenta a marca da fábrica, apresentando apenas a notação, manuscrita, P2 na base.

 

 

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Abril 07 2018

 

Pequena jarra, com decoração pintada à mão, em faiança da OAL, Olaria de Alcobaça.

 

 

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Abril 01 2018

 

Pequena jarra, com cerca de 16,3 cm. de altura, em porcelana da fábrica Vista Alegre, de Ílhavo.

 

A decoração desta peça foi executada à mão e apresenta um motivo marinho com algas. Curiosamente, um motivo semelhante foi também aplicado numa pequena jarra, em faiança, de outra fábrica da região, a S. Roque, de Aveiro, como já foi anteriormente documentado aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cccxxxvi-385770.

 

Um outro exemplar deste formato art déco da VA, ostentando uma decoração minimalista repetitiva mas também com marca do período 1922-1947, já tinha sido aqui apresentado: http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cccxxv-382563.

 

 

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Março 24 2018

 

Duas lambrilhas ostentando no tardoz a marca, em relevo, [Viúva] Lamego.

 

Um exemplar semelhante ao do motivo com barco rabelo surge num anúncio publicado em 1959, mas estes motivos já eram comercializados no início da década anterior.

 

Aliás, de acordo com António Ferro (1895-1956), motivos deste tipo haviam sido apresentados pela primeira vez no pavilhão português da exposição de Paris de 1937 (http://mfls.blogs.sapo.pt/126700.html).

 

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Março 18 2018

 

Grande prato decorativo, pintado à mão, em cerâmica da fábrica Alfe.

 

Como se verifica pelas inscrições, esta peça foi criada para assinalar a inauguração da Pousada de Santa Marinha, em Guimarães (https://www.pousadas.pt/en/hotel/pousada-guimaraes), que ocorreu a 24 de Junho de 1985.

 

A fábrica Alfe, produtora de faianças e porcelanas, surge registada em nome de Álvaro Rodrigues Ferreira, e filho, havendo indicação de ter a sua sede no Porto mas também na Meadela, em Viana do Castelo.

 

 

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Março 10 2018

 

Pequena jarra em faiança da fábrica Artibus, Aveiro.

 

Como se tem vindo a divulgar neste espaço, a Artibus executou notáveis peças em porcelana. Contudo, produziu também alguns exemplares em faiança, como este que agora se apresenta.

 

Note-se que a marca patente nesta pequena jarra é diferente da inicial "A" que identificava as primeiras peças da Artibus, coincidindo assim com a marca mais tardia, provavelmente adoptada a partir da década de 1950, que apresenta o frontão de um templo suportado por cinco colunas.

 

 

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Março 04 2018

 

Pequeno cachepot, com cerca de 12,5 cm. de altura e 12,8 cm. de diâmetro máximo, em faiança da fábrica Raúl da Bernarda, Alcobaça.

 

Note-se como, partindo do padrão tradicional de recorte triangular que surge na base, se desenvolve nesta peça um conjunto floral de gramática essencialmente pós-modernista.

 

O motivo apresentado aqui pelo artista norte-americano Ken Cornet (1942-2015) insere-se claramente na tendência de outros motivos florais pós-modernistas, como os desenvolvidos pelo designer neerlandês Maarten Vrolijk (n. 1966), um dos quais, aplicado num notável conjunto de chávena e pires da fábrica alemã Rosenthal comercializado também na década de 1990, tal como este cachepot, pode ser visto aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/110967.html.

 

 

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Fevereiro 24 2018

 

Manteigueira, formato Porto, em porcelana da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Note-se como este formato tradicional ganhou um aspecto contemporâneo apenas com a adição da pega quadrangular. A filetagem minimalista, que também sublinha essa sua modernidade, corresponde contudo a uma combinação, até cromática, que já ocorria no século XIX.

 

Veja-se outra manteigueira deste formato, com diferente decoração, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccxvii-324657.

 

 

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Fevereiro 18 2018

 

Duas jarras em faiança produzidas na fábrica Arfai, em Alcobaça.

 

Tal como acontece com outras peças da Arfai já aqui apresentadas, que a empresa faz questão de sublinhar não serem exemplares comercializados por si, a primeira jarra, com cerca de 20,8 cm. de altura, apenas apresenta uma etiqueta de papel, obviamente ostentando referências relativas à catalogação interna de produção.

 

Note-se, contudo, como a legendagem não se encontra em Português e como são também atribuídos créditos criativos à IGM. A segunda jarra, reproduzida em baixo e com cerca de 30,4 cm. de altura, não apresenta qualquer marca ou etiqueta.

 

 

Estas duas peças ilustram a pluralidade de revestimentos e vidrados que, em conjunto com os seus inúmeros formatos, caracterizam a excelente produção da Arfai.

 

Ilustram, ainda, o craquelé natural que esta faiança, submetida a tão diversificados e múltiplos revestimentos, desenvolve algo prematuramente em consequência das diferentes contracções e expansões, assíncronas, das pastas e dos vidrados. 

 

Como já foi referido, pode-se consultar o site da empresa aqui: http://www.arfaiceramics.com/index.php.

 

 

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Fevereiro 10 2018

 

Azulejo da fábrica da Corticeira, Porto, ostentando a legenda "A MULHER QUANDO SE METE / A FALAR NA VIDA ALHEIA, / COMEÇA NA LUA NOVA / E ACABA NA LUA CHEIA."

 

Como se sabe, estas quadras ao gosto dito popular surgiram com frequência na cerâmica portuguesa – particularmente em azulejos, lambrilhas e quadrinhos de parede, durante as décadas de 1940 e 1950.

 

A declamação de semelhantes quadras, com frases chocarreiras provocando ou criticando homens e mulheres, era ainda tradicional nas zonas rurais durante o período do Carnaval, ou Entrudo, que agora se celebra.

 

 

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