Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Março 04 2018

 

Pequeno cachepot, com cerca de 12,5 cm. de altura e 12,8 cm. de diâmetro máximo, em faiança da fábrica Raúl da Bernarda, Alcobaça.

 

Note-se como, partindo do padrão tradicional de recorte triangular que surge na base, se desenvolve nesta peça um conjunto floral de gramática essencialmente pós-modernista.

 

O motivo apresentado aqui pelo artista norte-americano Ken Cornet (1942-2015) insere-se claramente na tendência de outros motivos florais pós-modernistas, como os desenvolvidos pelo designer neerlandês Maarten Vrolijk (n. 1966), um dos quais, aplicado num notável conjunto de chávena e pires da fábrica alemã Rosenthal comercializado também na década de 1990, tal como este cachepot, pode ser visto aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/110967.html.

 

 

 © MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Agosto 04 2013

 

Tinteiro em porcelana da Vista Alegre com motivos florais estilizados ao gosto Art Déco.

 

Apresentando decoração esmaltada e complementos a dourado, pintados à mão sobre o vidrado, ostenta na base a marca correspondente ao período de 1922 a 1947.

 

O tinteiro propriamente dito, avulso, mede cerca de 4,5  cm. de altura, apresentando um diâmetro de cerca de 4,7 cm. em cima e 3 cm. em baixo. Conhecem-se outros exemplares com distintos formatos e dimensões.

 

Diversas outras fábricas produziam também tinteiros avulso em diferentes tamanhos, como a Electro-Cerâmica do Candal, de que se conhecem, por exemplo, peças com apenas cerca de 2,7 cm. de altura e um diâmetro de cerca de 3,4 cm. em cima e 2,4 cm. em baixo.

 

Tinteiros avulso com dimensões-padrão semelhantes às do exemplar da VA estiveram em produção, pelo menos, até à década de 1960, sendo de uso comum nas carteiras, individuais ou colectivas, de madeira das escolas nacionais, as quais apresentavam um orifício destinado a encastrar o tinteiro.

 

 

Tinteiro em porcelana, constituído por três elementos distintos, apresentando conceitos claramente associáveis à gramática decorativa pós-modernista.

 

Conjugando alusões à esfera armilar com alusões aos mon (brasões) japoneses, este tinteiro surge como uma das escassas peças produzidas pela VA no último quartel do século XX em consonância com as tendências do design contemporâneo.

 

Concebida na sua forma e decoração pelo artista plástico António Viana (n. 1947), esta peça, intitulada Calamus, integra um conjunto de três diferentes tinteiros de sua autoria, produzidos em 1998 para comemorar o quinto centenário da viagem de Vasco da Gama (c.1469-1524) à Índia (1497-98).

 

Como se pode observar, ostenta o número 185 de uma edição limitada a 250 exemplares. Curiosamente, os outros dois tinteiros do conjunto – intitulados Armilar e Pentecostes, tiveram uma tiragem superior, limitada a 350 exemplares cada um.

 

     

 

© MAFLS

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