Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Maio 05 2018

 

Mostardeira, pequena molheira, ou ainda jardinière em miniatura, com cerca de 6,8 x 13,8 x 6,8 cm., em porcelana da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Note-se como a tradicional decoração de florinhas estampadas, complementadas com filetagem dourada, apresenta uma, na altura da sua produção, moderna e estilizada gramática floral, que se conjuga com o invulgar e inovador formato desta pequena peça.

 

 

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Fevereiro 24 2018

 

Manteigueira, formato Porto, em porcelana da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Note-se como este formato tradicional ganhou um aspecto contemporâneo apenas com a adição da pega quadrangular. A filetagem minimalista, que também sublinha essa sua modernidade, corresponde contudo a uma combinação, até cromática, que já ocorria no século XIX.

 

Veja-se outra manteigueira deste formato, com diferente decoração, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccxvii-324657.

 

 

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Fevereiro 04 2018

 

Açucareiro, chávena de café e pires, em porcelana da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Estas peças correspondem ao formato Tânger, formato que a Vista Alegre, detentora dos direitos de este e muitos outros formatos da Electro-Cerâmica do Candal e da Sociedade de Porcelanas de Coimbra, reeditou já no início do século XXI.

 

Veja-se uma outra decoração deste modelo, ostentando apenas simples filetagem múltipla, em MUONT: http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2012/03/servico-de-cafe-art-deco-modelo-tanger.html.

 

 

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Julho 09 2017

 

Figura de cão em biscuit da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Assinale-se que a pasta e a superfície deste exemplar são mais ásperas do que habitualmente acontece na maioria das peças em biscuit da SP.

 

 

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Maio 12 2017

 

Na celebração do centenário das aparições, ou das visões, de Fátima, apresenta-se uma placa em biscuit da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Criada em 1967 para celebrar o cinquentário, esta peça tem cerca de 13 x 8 x 1,2 cm. e apresenta no tardoz a referência, impressa na pasta, E135.

 

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Abril 02 2017

 

Taça em porcelana, com cerca de 7 x 19,6 x 21,1 cm., da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Apresenta decoração estampada, com retoques coloridos de pintura manual, e filetagem dourada.

 

 

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Outubro 08 2016

 

Pequena jarra, com cerca de 9,3 cm. de altura, da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Apresentando um invulgar tronco pentagonal, ostenta numa dessas cinco faces decoração vegetal, em relevo moldado, que está sublinhada com delineação a verde, aplicada manualmente.

 

Note-se, ainda, como a referenciação do formato, J29, replica o sistema utilizado na Electro-Cerâmica do Candal (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccv-309389), de Vila Nova de Gaia, que a partir de 1945, tal como a SP, passaria a integrar definitivamente o grupo Vista Alegre.

 

 

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Setembro 10 2016

 

Pequena leiteira, com cerca de 7,5 cm. de altura, 6,4  cm. na diagonal inferior e  8,6 cm. na diagonal superior, em porcelana da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra. Apresenta na base, incisos, os números 4, impresso, e 15, manuscrito.

 

Expoente máximo dos modelos Art Déco da SP, este formato, denominado Cúbico, surge habitualmente com decoração geometrizante que, por vezes, pode acentuar ainda mais a desconstrução, minimalista e escultórica, do cubo – um corte na parte superior de um vértice, que fende a pasta virando-a para o exterior e criando o bico, um recorte no vértice oposto, que esculpe e vaza o interior criando a asa.

 

O resultado desta intervenção contida é uma evoção clara de quadrados, círculos e triângulos e a sugestão da sua projecção tridimensional, total ou seccionada, em cubos, esferas e pirâmides.

 

Numa cuidadosa e harmoniosa adaptação ao formato, este exemplar apresenta, contudo, uma ave exótica, motivo bem característico, também, de alguma decoração cerâmica internacional do período Art Déco.

 

 

Como já foi referido anteriormente, em Portugal conhecem-se ainda motivos com aves exóticas na produção cerâmica, decorativa e doméstica, da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia, quer da sua unidade de Coimbra quer da unidade de Lisboa, da Electro-Cerâmica, do Candal, e da Vista Alegre, de Ílhavo.

 

Acerca deste género de decoração, consultem-se os três artigos sobre Marcel Goupy (1886-1954) anteriormente aqui publicados: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/marcel+goupy.

 

Vejam-se mais alguns exemplares, com diferentes motivos deste notável formato, nas publicações de MUONT : http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2012/01/servico-de-cafe-modelo-cubico-porcelana.html.

 

Apesar da sua protuberância no bico, que contradiz os princípios subjacentes à patente inglesa 693783 – empilhamento fácil e arrumação compacta sem danos, este modelo da SP será de origem estrangeira e derivará certamente dos famosos Cube Teapots, patenteados cerca de 1922, que foram comercializados por diversas fábricas do Reino Unido, como a Minton ou a Wedgwood, e equiparam navios como o Queen Mary ou o Queen Elizabeth.

 

 

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Setembro 20 2015

 

Caixa em porcelana, com cerca de 10, 4 cm. de altura e 11,2 cm. de diâmetro maior, produzida pela Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Habitualmente designadas como guarda-jóias, as caixas deste género, que apresentavam diversos formatos e surgiam predominantemente em conjuntos de toucador em cerâmica ou vidro, mas também em exemplares isolados de estanho ou prata, ou outros materiais, tiveram particular divulgação durante  os segundo e terceiro quartéis do século XX.

 

A decoração deste exemplar apresenta uma exuberante gramática floral característica dos finais da década de 1960, e princípios da década seguinte, podendo padrões semelhantes, mais, ou menos, estilizados, ser encontrados em diversos tecidos estampados desse período.

 

 

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Setembro 01 2014

 

Mealheiro em porcelana da Sociedade de Porcelanas, Coimbra, representando uma galinha estilizada alusiva ao aforismo "Grão a grão enche a galinha o papo.

 

Esta imagem não teve qualquer retoque digital para mostrar propositadamente a fractura que resultou do uso da peça enquanto mealheiro, que depois veio a ser aberto pelo método tradicional.

 

Veja-se um outro mealheiro alusivo ao mesmo aforismo, este da FLS, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/25039.html.

 

 

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