Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 27 2018

 

Conjunto de dois pequenos azulejos, lambrilhas, com cerca de 7 cm. de lado, parcialmente decorados a stencil (chapa recortada) e pintados à mão, sob o vidrado, com a combinação máxima de quatro cores sobre o revestimento estanífero de fundo.

 

À semelhença de outros exemplares anteriormente reproduzidos, certamente da mesma proveniência (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-cccliv-392994), estas lambrilhas também não apresentam qualquer marca no tardoz. 

 

© MAFLS

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Dezembro 02 2017

 

Conjunto de quatro pequenos azulejos, lambrilhas, parcialmente decorados a stencil (chapa recortada) e pintados à mão, sob o vidrado, com a combinação máxima de apenas três cores sobre o revestimento estanífero de fundo.

 

Com cerca de 7 cm. de lado, estas lambrilhas não apresentam qualquer marca no tardoz. Como já foi referido (http://mfls.blogs.sapo.pt/126700.html), a fábrica Viúva Lamego executou dezenas de peças com motivos populares semelhantes a estes, mas diversas outras fábricas e oficinas terão também seguido gramáticas equivalentes.

 

Note-se como dois dos motivos aqui apresentados reproduzem peças de cerâmica popular, motivos certamente desenvolvidos no âmbito da política e propaganda promotora e renovadora das artes populares que o SPN/SNI institucionalizou a partir da década de 1930.

 

© MAFLS

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Junho 13 2015

 

Par de azulejos ostentando uma frase atribuída ao poeta Eugénio de Castro (1869-1944).

 

Pintado à mão e produzido na lisboeta fábrica Sant'Anna, este conjunto ostenta uma legenda característica do período em que o Secretariado de Propaganda Nacional (SPN, 1933-1944; posteriormente, SNI) procurou moldar figurinos revivalistas, de carácter nacionalista e regionalista, para as artes decorativas e até para a arquitectura.

 

Já anos antes, logo na década de 1910, através dos princípios da casa portuguesa preconizada por Raul Lino (1879-1974), era possível encontrar tais inscrições em diversos edifícios que, de modo mais ou menos ortodoxo, seguiam os modelos arquitectónicos defendidos por este consagrado arquitecto.

 

Embora a generalidade destas legendas traduzisse habitualmente aforismos tradicionais, anónimos e de carácter popular, este exemplar procura associar o prestígio de Eugénio de Castro, inicialmente conotado com o simbolismo e mais tarde com um saudosismo de carácter nacionalista, à consolidação de tais inscrições.

 

Em certa medida, as inscrições deste tipo constituem-se como paradigma de uma política de espírito que António Ferro (1895-1956) procurou também introduzir e traduzir nos motivos de diversas lambrilhas produzidas na fábrica Viúva Lamego (http://mfls.blogs.sapo.pt/126700.html).

 

 

© MAFLS

 

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