Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Fevereiro 14 2018

 

Termina na próxima segunda-feira, dia 19 de Fevereiro, o prazo para as inscrições, gratuitas, na conferência sobre a obra de Jorge Colaço, a realizar no Museu de Cerâmica de Sacavém, durante a manhã e a tarde do dia 26 de Fevereiro de 2018.

 

Veja-se a lista de oradores convidados aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/conferencia-sobre-jorge-colaco-397558.

 

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Fevereiro 10 2018

 

Azulejo da fábrica da Corticeira, Porto, ostentando a legenda "A MULHER QUANDO SE METE / A FALAR NA VIDA ALHEIA, / COMEÇA NA LUA NOVA / E ACABA NA LUA CHEIA."

 

Como se sabe, estas quadras ao gosto dito popular surgiram com frequência na cerâmica portuguesa – particularmente em azulejos, lambrilhas e quadrinhos de parede, durante as décadas de 1940 e 1950.

 

A declamação de semelhantes quadras, com frases chocarreiras provocando ou criticando homens e mulheres, era ainda tradicional nas zonas rurais durante o período do Carnaval, ou Entrudo, que agora se celebra.

 

 

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Janeiro 24 2018

 

No dia 26 de Fevereiro de 2018, segunda-feira, entre as 09h30 e as 17h00, decorrerá no Museu de Cerâmica de Sacavém uma conferência inserida nas comemorações dos 150 anos do nascimento de Jorge Rey Colaço (1868-1942), notável pintor cerâmico que colaborou com as fábricas Lusitânia e Sacavém e é autor de diversos painéis azulejares, como os que revestem o Hotel do Buçaco, ou a estação de S. Bento, no Porto.

 

A entrada na conferência é gratuita e encontra-se aberta ao público em geral, mas requer pré-inscrição até ao dia 19 de Fevereiro de 2018, que poderá ser efectuada junto dos serviços da Câmara Municipal de Loures / MCS (carlos_pereira@cm-loures.pt), e estará limitada ao número de lugares disponíveis no auditório do museu.

 

O programa apresenta como moderadores Carlos Luís, Carlos Pereira e Conceição Serôdio, da CM Loures e do MCS, e como oradores convidados Ana Sousa, Augusto Moutinho Borges, Cláudia Emanuel, João Manuel Mimoso, José Meco, Maria Alexandra Gago da Câmara, Paula Azevedo, Pedro Almeida, Rosário Salema de Carvalho, Sílvia Santa-Rita, Teresa Verão, Tiago Borges Lourenço e Tomás Colaço.

 

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Outubro 16 2016

 

Placa cerâmica decorada a stencil e esponjado, com cerca de 0,7 x 20,1 x 30,1 cm., comercializada pelo Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, no primeiro lustro do século XXI.

 

A nota impressa que originalmente acompanhava a peça apresenta a seguinte inscrição: "Azulejos / azul e amarelo / Adaptação livre a partir dos "Biombos Nambam" pertencentes à época clássica da Escola de Kano – Japão séc. XVI, XVII. Pormenor de detalhes do biombo atribuído a Kano Domi (1593-1600). / Ana Cordovil Wemans / M. N. A. A. 2 / IPM".

 

A autora deste motivo, que reinterpreta uma criação artística directamente relacionada com a presença dos portugueses e dos gaijin em solo nipónico durante os séculos XVI e XVII, a ceramista Ana Cordovil Wemans (n. 1956), dispõe de uma oficina própria de azulejaria, em Lisboa, e de um site onde ilustra a sua produção: http://www.anacordovil.com/home/projectos-realizados.

 

Uma vez que o tardoz se encontra revestido a aglomerado de cortiça, não é possivel identificar qualquer marca da fábrica / oficina que produziu esta placa cerâmica.

 

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Julho 30 2016

 

Conjunto de azulejos decorativos, com cerca de 15,2 cm. de lado, ostentando decoração aplicada a stencil (chapa recortada) e aerógrafo sobre o vidrado.

 

No tardoz ostentantam, em relevo, a inscrição LUFAPO / Coimbra, que, como se sabe, correspondia a uma das marcas do grupo Lusitânia.

 

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Junho 19 2016

 

Dípticos azulejares, executados em oficina não identificada, ostentando a assinatura de José de Sousa (datas desconhecidas) e a data de 2005.

 

 

Embora estes não sejam exemplares de produção industrializada e comercialização em larga escala, destinam-se obviamente a apelar a um público, eventualmente turístico, que identificará a tradição azulejar e o peixe como ícones de Portugal.

 

 

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Junho 09 2016

 

Azulejo em relevo, com o motivo 17, apresentando mais uma das variantes cromáticas comercializadas pela FLS.

 

Tal como alguns dos exemplares anteriormente apresentados (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/azulejo+motivo+17), também este ostenta a inscrição SACAVEM moldada no tardoz.

 

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Junho 04 2016

 

Par de azulejos em faiança, com cerca de 10,4 x 10,4 cm., produzidos na fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

Estes motivos folclóricos estiveram particularmente em voga na produção da fábrica durante a década de 1950, podendo-se encontrar dois outros exemplos aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html.

 

Tal como ali foi referido – "a recuperação e reformatação dos valores do folclore bem como a sua dinamização nas décadas de 1940 a 1960 está geralmente associada ao Estado Novo e aos vários organismos corporativos desenvolvidos pelo regime – SPN/SNI, FNAT, Casas do Povo."

 

"Um aspecto, contudo, é muitas vezes subvalorizado ou escamoteado na análise desse revivalismo. É que ele havia sido promovido já na década de 1920 por artistas como Bernardo Marques (1898-1962) ou Roberto Nobre, (1903-1969),  certamente na senda da recuperação de um imaginário popular europeu relançado anteriormente pelos Ballets Russes, de Diaghilev (Sergei Pavlovich Diaghilev, 1872-1929), e rapidamente aplaudido, acarinhado e  adoptado pelos modernistas."

 

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Maio 12 2016

 

Azulejos oitocentistas existentes no átrio do edifício número 36 da Rua de Santa Maria, em Chaves.

 

Atendendo à designação em Inglês – Mapping Our Tiles, poderíamos pensar que nos encontramos perante um projecto estrangeiro. Mas não. Trata-se de um projecto com origem no Porto, que pretende geo-referenciar o património azulejar em Portugal.

 

De momento cataloga apenas azulejos de padrão patentes nas fachadas dos edifícios portugueses, de modo a registar a sua localização e frequência, sem fornecer dados complementares sobre oficinas ou fábricas de origem. Seria importante que, numa fase posterior, pudesse vir a incluir estes dados e a apresentar azulejos do interior de edifícios, pois assim poderão surgir dados complementares interessantes, como o facto de estes azulejos aplicados em Chaves no interior de um edifício surgirem também a recobrir a fachada de um edifício do Porto.

 

O movimento está aberto a toda a colaboração para aumentar a sua base de dados, mas note-se que as imagens cedidas para o acervo do projecto, apesar de creditadas, poderão vir a ser utilizadas nos seus projectos comerciais (Quem somos? – "...utilizamos os seus padrões nos embrulhos de sabonetes de azeite aromatizados com óleos essenciais biológicos, que produzimos, postais e outros produtos"; Como  posso ajudar? – "As imagens partilhadas deverão ser da autoria de quem as submete e poderão ser utilizadas pelo projeto MAPPING OUR TILES e pelo projeto Az Infinitum, com crédito atribuído aos autores.").

 

De momento estão referenciados 57 padrões azulejares, que podem ser vistos aqui – http://mappingourtiles.com/, mas o movimento projecta adicionar uma média de 5 padrões por mês para atingir um total previsto de 100 padrões no final do corrente ano.

 

 

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Dezembro 08 2015

 

Painel de nove azulejos, com imagem alusiva a Nossa Senhora da Conceição pintada à mão, patente num edifício arruinado de Porto da Cruz, na ilha da Madeira.

 

Este exemplar representa uma invulgar variante aos mais comuns painéis de apenas quatro azulejos, sincrética e iconicamente consagrados a um tema que se confunde com este, os quais começaram a ser lançados em 1940.

 

Os painéis datados de 1940, produzidos em diferentes fábricas e habitualmente estampados, comemoram o dogma da Imaculada Conceição (concepção), apresentando quase sempre a legenda "A Virgem Maria Senhora Nossa foi concebida sem pecado original". Este mesmo motivo conhece-se também num único azulejo (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/228397.html).

 

De facto, para além de apresentar nove azulejos, este conjunto surge com a imagem de Nossa Senhora pintada à mão, não alude explicitamente ao dogma, tendo ainda sido produzido em 1948, dois anos depois do tricentenário da consagração do reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição.

 

Veja-se um azulejo produzido pela FLS no ano de 1946 e com a mesma temática religiosa, mas com uma gramática totalmente distinta, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/44854.html.

 

 

Em 1818, D. João VI (1767-1826; rei, 1816-1826) instituíu a Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, que foi extinta enquanto ordem militar pelo governo republicano instaurado em 1910.

 

Com os graus de grã-cruz, comendador, cavaleiro e servente, e condecorações desenhadas pelo artista francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), a ordem tinha el-rei como grão-mestre, sendo preservada nos nossos dias, e concedida ainda a título privado, pelo actual Duque de Bragança.

 

Depreciativamente tratada como a medalhinha de Nossa Senhora da Conceição pelos republicanos do final da monarquia, e também durante a I República, ostenta as iniciais AM (Avé Maria) envolvidas pela legenda Padroeira do Reino e ainda hoje apresenta a tradicional banda monárquica em seda azul celeste.

 

 

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